Categoria: Cultura

  • Paramount e Warner Bros. vão operar sob o nome Skydance após fusão bilionária

    Paramount e Warner Bros. vão operar sob o nome Skydance após fusão bilionária

    Nova companhia reunirá alguns dos maiores estúdios, canais e serviços de streaming do mundo; conclusão da operação está prevista para 6 de outubro.

    A empresa formada pela união entre Paramount Skydance e Warner Bros. Discovery passará a se chamar Skydance após a conclusão da fusão, anunciou nesta sexta-feira (2) o presidente e CEO da Paramount, David Ellison. A mudança deverá entrar em vigor quando a operação for oficialmente concluída, atualmente prevista para 6 de outubro de 2026.

    O acordo, avaliado em cerca de US$ 110 bilhões, criará um dos maiores conglomerados de mídia e entretenimento do mundo, reunindo estúdios centenários, serviços de streaming, canais de televisão e algumas das franquias mais valiosas da indústria.

    Marcas Paramount e Warner Bros. serão mantidas

    Apesar da adoção de Skydance como nome corporativo, Paramount e Warner Bros. continuarão existindo como marcas independentes dentro do grupo.

    Segundo David Ellison, a escolha busca criar uma identidade própria para a nova companhia sem reduzir a importância e o legado das duas empresas. Paramount e Warner Bros. possuem mais de um século de história e estão entre os estúdios mais tradicionais de Hollywood.

    O nome Skydance vem da produtora fundada por Ellison, que ao longo dos anos participou de grandes produções de Hollywood e posteriormente ganhou força no mercado até se unir à Paramount.

    Gigante reunirá HBO Max, Paramount+, CNN e CBS

    Com a operação, a nova Skydance passará a controlar um amplo conjunto de ativos. Entre eles estão Paramount+, HBO Max, CBS, CNN, MTV, Nickelodeon, Comedy Central, TBS e Food Network, além dos estúdios Paramount Pictures e Warner Bros.

    O catálogo também reunirá franquias como Harry Potter, O Senhor dos Anéis, DC Comics, Missão: Impossível, Game of Thrones e Yellowstone, entre diversas outras produções de cinema e televisão.

    A combinação amplia significativamente a capacidade do grupo de competir no mercado global de entretenimento e streaming.

    Fusão passou por análise de reguladores

    A aquisição enfrentou questionamentos relacionados à concentração do mercado de mídia nos Estados Unidos. Um grupo de 12 estados norte-americanos contestou judicialmente a operação, alegando preocupações concorrenciais.

    Nesta semana, porém, um tribunal federal aprovou um acordo que permitiu o avanço da transação. A Paramount também informou anteriormente ter recebido autorizações regulatórias em quase 70 países e jurisdições.

    Com as principais barreiras superadas, Paramount Skydance e Warner Bros. Discovery informaram que esperam concluir oficialmente a fusão em 6 de outubro, desde que as condições finais previstas no acordo sejam cumpridas.

    Nova companhia terá desafio de integrar operações

    A formação da Skydance também dará início a uma grande reorganização corporativa. A empresa deverá administrar aproximadamente US$ 80 bilhões em dívidas e pretende alcançar cerca de US$ 6 bilhões em redução de custos ao longo de três anos.

    Entre os desafios estará a integração das estruturas tecnológicas, operações de televisão, estúdios e plataformas digitais das duas companhias.

    Com a conclusão da fusão, o grupo também deverá passar a negociar suas ações na Bolsa de Nova York sob o código “SKYD”, consolidando oficialmente a nova identidade corporativa.

  • Stray Kids fica fora do Grammy 2027 após polêmica envolvendo nova categoria de pop asiático

    Stray Kids fica fora do Grammy 2027 após polêmica envolvendo nova categoria de pop asiático

    Grupo sul-coreano não inscreveu músicas para a 69ª edição da premiação e segue caminho adotado pelo BTS; agência não informou oficialmente o motivo da decisão.

    O Stray Kids não inscreveu nenhum de seus trabalhos para concorrer ao Grammy 2027, confirmou nesta sexta-feira (2) a JYP Entertainment, agência responsável pelo grupo. Com a decisão, um dos principais nomes atuais do K-pop ficará fora da disputa da 69ª edição da maior premiação da indústria fonográfica norte-americana.

    A decisão ocorre meses depois de o BTS também optar por não apresentar trabalhos para consideração da Recording Academy, em meio ao debate provocado pela criação da nova categoria de Melhor Performance de Música Pop Asiática.

    Apesar da coincidência, a JYP Entertainment não explicou o motivo da ausência do Stray Kids nem confirmou que a decisão esteja relacionada à nova categoria.

    Grupo não poderá receber indicações

    O período de inscrições para a 69ª edição do Grammy terminou em agosto. O Stray Kids deixou o prazo encerrar sem apresentar músicas ou projetos para avaliação da Academia.

    Pelas regras da premiação, um trabalho precisa ser formalmente inscrito para entrar no processo que define os indicados. Dessa forma, os lançamentos do grupo não poderão aparecer nas cédulas de indicação nem disputar os prêmios da próxima edição.

    A ausência chamou atenção porque o grupo vinha sendo citado entre os possíveis nomes de destaque da nova categoria dedicada ao pop asiático.

    Nova categoria gera debate

    A Recording Academy anunciou a criação da categoria voltada à música pop asiática para a edição de 2027. A mudança provocou discussões sobre a forma como artistas asiáticos seriam enquadrados dentro da premiação.

    O BTS já havia relacionado publicamente sua decisão de não participar à preocupação de que a música fosse dividida por região ou idioma. A Recording Academy, por outro lado, decidiu manter a categoria, afirmando ter realizado conversas com representantes da indústria musical asiática e recebido manifestações favoráveis à novidade.

    No caso do Stray Kids, entretanto, qualquer ligação direta entre essa discussão e a decisão de não participar permanece sem confirmação oficial da agência.

    Integrantes poderão votar no Grammy

    Mesmo fora da disputa, os oito integrantes do Stray Kids — Bang Chan, Lee Know, Changbin, Hyunjin, Han, Felix, Seungmin e I.N — receberam convites neste ano para integrar a Recording Academy como membros votantes.

    Isso significa que, embora seus próprios trabalhos não concorram, os artistas poderão participar do processo de escolha dos indicados e vencedores da premiação.

    A 69ª edição do Grammy está prevista para 7 de fevereiro de 2027, enquanto o anúncio dos indicados deve ocorrer em novembro.

    Com Stray Kids e BTS fora da disputa, a edição de 2027 será realizada sem dois dos grupos sul-coreanos de maior projeção internacional, ao mesmo tempo em que a nova categoria de pop asiático estreia cercada de discussões dentro da indústria musical.

  • Morango cravejado viraliza enquanto preço da fruta dispara e oferta diminui

    Morango cravejado viraliza enquanto preço da fruta dispara e oferta diminui

    Sobremesa que virou tendência nas redes sociais aumenta a procura por morangos grandes e doces justamente em um momento de perdas nas lavouras e forte alta dos preços

    O morango cravejado, nova sobremesa que ganhou destaque nas redes sociais, está movimentando confeitarias e despertando a curiosidade dos consumidores em várias partes do Brasil.

     A popularidade, porém, surgiu justamente em um período complicado para os produtores: chuvas intensas reduziram a oferta e prejudicaram a qualidade da fruta, elevando os preços em importantes centros de abastecimento.

    Em algumas cidades, o aumento no valor do morango chegou a 177%, enquanto produtores relatam perdas de até 80% das lavouras devido às condições climáticas.

    Sobremesa pode custar até R$ 40

    O morango cravejado é preparado com um morango coberto por brigadeiro e chocolate branco derretido, além de pequenos pedaços de calda de açúcar que dão o aspecto característico ao doce.

    Com a repercussão nas redes sociais, a sobremesa rapidamente entrou no cardápio de diferentes estabelecimentos.

    Em São Paulo, uma única unidade pode ser encontrada por até R$ 40. O preço final não está relacionado apenas à preparação e aos demais ingredientes: a própria fruta utilizada na receita também ficou significativamente mais cara.

    Preço do morango dispara em diferentes capitais

    Dados apresentados na reportagem mostram uma forte valorização do produto nas centrais de abastecimento.

    Em São Paulo, o quilo passou de R$ 19,66 para R$ 25,59, alta de aproximadamente 30% em comparação com setembro do ano passado.

    Em Belo Horizonte, o aumento foi muito maior: o quilo saiu de cerca de R$ 15 para R$ 41, representando uma elevação de 177%.

    Já em Curitiba, o valor passou de aproximadamente R$ 18 para R$ 35, uma alta de 94%.

    Chuvas prejudicaram as lavouras

    O principal motivo para a redução da oferta está nas fortes chuvas registradas nas regiões produtoras desde o fim de agosto.

    Segundo o engenheiro agrônomo e consultor Ronaldo Herculano de Lima, citado na reportagem, o excesso de umidade prejudicou tanto o volume disponível quanto a qualidade dos morangos.

    Algumas propriedades chegaram a registrar perdas de até 80% da produção.

    A situação ocorreu justamente no período em que a produção deveria atingir um dos melhores momentos do ano.

    O pico da safra era esperado para o início da primavera, especialmente durante as últimas semanas de setembro. Entretanto, as condições climáticas impediram que a oferta aumentasse conforme o esperado.

    Receita exige morangos maiores e mais doces

    Outro fator que torna o cenário ainda mais complicado para quem produz o morango cravejado é o padrão necessário para a preparação.

    A sobremesa costuma utilizar frutas grandes, visualmente bonitas e mais adocicadas.

    Com a redução da qualidade das lavouras, encontrar unidades que atendam a essas características ficou mais difícil.

    Segundo estimativa apresentada pelo engenheiro agrônomo, apenas um em cada 50 morangos colhidos pode apresentar o padrão considerado ideal para o doce.

    Isso significa que a viralização da sobremesa aumentou a procura justamente pelo tipo de fruta que está mais escasso no mercado.

    Fenômeno repete sucesso de outros doces virais

    O morango já havia ganhado protagonismo nas redes sociais anteriormente com outras receitas populares.

    Agora, a nova tendência mostra novamente como conteúdos divulgados em vídeos curtos podem provocar mudanças rápidas na procura por determinados ingredientes.

    No caso do morango cravejado, porém, o crescimento da demanda coincidiu com uma oferta menor, criando uma combinação que ajudou a pressionar os preços.

    Para confeitarias e vendedores, isso significa custos maiores para produzir o doce. Para os consumidores, o reflexo aparece diretamente no valor cobrado por cada unidade.

    Nova colheita pode aliviar mercado

    Produtores agora aguardam uma nova etapa da produção para tentar recuperar parte da oferta perdida.

    A expectativa mencionada por especialistas é de que uma nova leva de morangos possa chegar ao mercado dentro de aproximadamente 60 dias, desde que as condições climáticas sejam favoráveis.

    Até lá, a disponibilidade das frutas de melhor qualidade deve continuar limitada em algumas regiões.

    Cuidados na hora de comprar

    Com o morango mais caro e sensível às condições climáticas, consumidores também precisam redobrar a atenção no momento da compra.

    Especialistas recomendam observar todas as frutas dentro da embalagem, já que uma unidade com mofo pode comprometer rapidamente as demais.

    Depois da compra, o ideal é manter os morangos refrigerados e consumi-los em um período relativamente curto para evitar perdas.

    Sucesso nas redes encontra cenário de escassez

    A combinação entre viralização nas redes sociais, aumento da procura e dificuldades na produção transformou o morango cravejado em um exemplo de como tendências digitais também podem repercutir diretamente no mercado de alimentos.

    Enquanto o doce conquista consumidores, produtores enfrentam perdas expressivas e preços elevados, principalmente para os morangos maiores e mais doces exigidos pela receita.

    A expectativa agora é de que a recuperação das lavouras e a chegada de uma nova colheita consigam ampliar a oferta e reduzir a pressão sobre os preços nos próximos meses.

  • Dia Internacional do Café: conheça curiosidades e cuidados que fazem diferença na xícara

    Dia Internacional do Café: conheça curiosidades e cuidados que fazem diferença na xícara

    Celebrada em 1º de outubro, data valoriza a bebida e os profissionais do setor; tipo de grão, torra, moagem e armazenamento influenciam o resultado do preparo.

    Presente no café da manhã, nas pausas do trabalho e nas conversas entre amigos, o café ganha uma celebração mundial nesta quinta-feira, 1º de outubro, Dia Internacional do Café. 

    A data destaca a diversidade da bebida e reconhece os milhões de agricultores e profissionais envolvidos em sua produção.

    A Organização Internacional do Café (OIC) definiu a celebração em março de 2014, com o objetivo de estabelecer um dia comum para reunir os apreciadores da bebida em diferentes países. 

    Além da qualidade e dos sabores, a iniciativa chama atenção para o trabalho de quem depende da cafeicultura para viver. 

    Café chegou ao Brasil no século XVIII

    A relação brasileira com o café atravessa gerações. 

    Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), os primeiros pés de café no país foram plantados em 1727, provenientes da Guiana Francesa.

    Desde então, o cultivo passou a integrar a história econômica e os hábitos cotidianos do Brasil. Mas, apesar da familiaridade com a bebida, existem diferenças importantes entre os produtos disponíveis e os modos de prepará-los.

    A escolha do grão, o ponto de torra e a moagem são algumas das etapas que ajudam a determinar o sabor que chega à xícara. 

    Arábica, conilon e robusta: entenda os nomes

    Entre as espécies de maior importância comercial estão a Coffea arabica, conhecida como arábica, e a Coffea canephora, à qual pertencem os cafés conilon e robusta.

    Os produtos podem utilizar grãos de uma única espécie ou misturas, chamadas de blends. Essas combinações são elaboradas de acordo com o perfil de aroma e sabor desejado.

    O nome da espécie, entretanto, não explica sozinho a qualidade da bebida. No caso do conilon, a Embrapa ressalta a importância dos cuidados em toda a cadeia, desde o cultivo e a colheita até o armazenamento, a torra e a moagem.

    Torra e moagem mudam o resultado

    A torrefação desenvolve as características de aroma e sabor do café. Por isso, diferentes pontos de torra podem produzir experiências distintas, mesmo quando se utiliza a mesma matéria-prima.

    A moagem também precisa ser adequada ao equipamento e ao método escolhido. Não existe uma única moagem ideal para todas as formas de preparo.

    O tamanho das partículas interfere na extração dos componentes do café durante o contato com a água. 

    Assim, mudar a moagem sem ajustar o preparo pode alterar o equilíbrio da bebida, tornando-a mais amarga ou menos aromática.

    Coado e espresso utilizam processos diferentes

    No café coado, a água atravessa o pó e passa pelo filtro, que retém as partículas. A Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) orienta distribuir o pó uniformemente, sem apertar ou compactar a camada.

    Já o espresso utiliza água sob pressão para extrair a bebida. Seu preparo depende da combinação entre moagem, quantidade de café, temperatura, pressão e tempo de extração.

    Essas diferenças ajudam a explicar por que um mesmo café pode apresentar características distintas conforme o método utilizado. O equipamento e a maneira de preparar fazem parte do resultado final.

    Armazenamento ajuda a preservar aroma e sabor

    O cuidado com o café continua depois da abertura da embalagem. Segundo a ABIC, o produto moído perde qualidade com a exposição ao ar, à umidade, ao calor e a odores externos.

    A recomendação é manter o café na própria embalagem, dentro de um recipiente bem vedado, protegido dessas condições. Também é importante observar a data de fabricação e o prazo de validade.

    Para o preparo, a entidade orienta utilizar água limpa, preferencialmente filtrada ou mineral, e ajustar a proporção de pó e água ao método e ao gosto pessoal.

    Celebração reconhece quem está por trás da bebida

    O Dia Internacional do Café também é uma oportunidade para olhar além da xícara. Agricultores, trabalhadores do processamento, torrefadores, baristas e comerciantes participam do caminho percorrido pelo produto até o consumidor.

    A OIC destaca que a celebração busca valorizar essa diversidade e apoiar os produtores cuja renda depende do cultivo. Conhecer a origem do café e experimentar diferentes preparos são maneiras de perceber o trabalho e as escolhas que dão identidade à bebida. 

  • “Matéria Escura” vai além do livro original na 2ª temporada e dá mais espaço aos atores

    “Matéria Escura” vai além do livro original na 2ª temporada e dá mais espaço aos atores

    Série da Apple TV+ entrou em território inédito depois de adaptar a obra de Blake Crouch; elenco das discussões sobre relações e caminhos dos personagens

    A segunda temporada de “Matéria Escura” entrou em uma área até então desconhecida para a produção: pela primeira vez, a série precisou avanço para além da história apresentando no livro de Blake Crouch que serviu de base para a primeira temporada.

    A produção da Apple TV+ estreou sua segunda temporada em 28 de agosto de 2026 e passou a desenvolver uma narrativa inédita, mantendo Crouch como criador e showrunner. Sem um novo livro para servir como roteiro-base, os responsáveis ​​pela série trabalharam com maior liberdade para definir os próximos passos dos personagens. Uma “página em branco”

    O ator Joel Edgerton , que interpreta o protagonista Jason Dessen e também atua como produtor executivo, descreveu o processo de criação da nova temporada como um território desconhecido.

    A primeira temporada contou com a adaptação do romance de Crouch. Na segunda, entretanto, a equipe não tinha mais uma obra literária pronta para transportar para a televisão.

    Essa mudança abriu espaço para que os atores participassem mais diretamente das conversas sobre seus personagens e sobre a maneira como os relacionamentos foram desenvolvidos.

    Edgerton contou que o elenco foi chamado antecipadamente para discutir os rumores da temporada e ajudar a acrescentar detalhes às relações entre os personagens. 

    Blake Crouch continua sem comando

    Apesar da liberdade criativa, a produção não abandonou sua referência principal.

    Blake Crouch continua como criador e showrunner , participando diretamente da construção da história ao lado de Jacqueline Ben-Zekry, que também trabalha na escrita e na produção executiva.

    A diferença é que, desta vez, a equipe precisau construir os acontecimentos sem simplesmente adaptar capítulos de um romance já publicado.

    O resultado é uma temporada que mantém os elementos centrais da série — principalmente os universos paralelos e as diferentes versões dos personagens —, mas permite que a narrativa siga caminhos próprios.

    Atores ganharam participação maior

    Jennifer Connelly, intérprete de Daniela Dessen , também participou das conversas sobre a construção da nova temporada.

    A atriz explicou que a estrutura principal da história já havia sido definida por Crouch e pela equipe de roteiristas. O trabalho do elenco passou, então, por discutir como dar mais profundidade às relações, aos conflitos e às transformações vividas pelos personagens.

    A colaboração também ajudou a definir detalhes do casamento entre Jason e Daniela e os desafios enfrentados pela família ao longo da nova trama.

    Alice Braga enfrenta novos caminhos

    A brasileira Alice Braga , que interpreta a psicóloga Amanda, também destacou a mudança provocada pela nova temporada.

    O personagem passa a lidar com diferentes realidades e com a dificuldade de encontrar um caminho de volta para casa. A multiplicação de versões dos personagens torna uma narrativa mais complexa e modifica as relações propostas anteriormente.

    Segundo Braga, a temporada acompanha uma espécie de jornada interna dos personagens, mostrando como eles tentam sobreviver às transformações provocadas pela experiência com os universos paralelos. 

    Multiverso ganha ainda mais importância

    A premissa de “Matéria Escura” continua baseada na existência de diferentes versões da realidade.

    Na história, Jason Dessen é um físico, professor e pai de família que acaba sendo levado para uma realidade alternativa de sua própria vida. A partir daí, ele tenta encontrar o caminho de volta para sua família enquanto atravessa diferentes possibilidades de existência. 

    Na segunda temporada, essa ideia é ampliada.

    Os personagens passam a enfrentar as consequências de suas escolhas em diferentes universos, enquanto tentam descobrir como reconstruir suas vidas e lidar com versões alternativas de si mesmos.

    Família Dessen tenta reconstruir a vida

    A nova temporada acompanha a família Dessen depois dos acontecimentos anteriores.

    Jason, Daniela e o filho Charlie tentam estabelecer uma vida mais tranquila, mas a aparente segurança não dura muito. A obsessão de Jason pela chamada Caixa volta a influenciar seus comportamentos, enquanto Daniela enfrenta seus próprios conflitos. 

    Ao mesmo tempo, Amanda e Ryan seguem outro caminho e buscam uma maneira de encontrar o caminho de volta para casa.

    A história passa, portanto, a acompanhar diferentes núcleos simultaneamente.

    Os episódios continuam explorando diferentes realidades

    A temporada foi ajustada com 10 episódios .

    Entre os episódios já descritos estão “Uma vida tranquila”, “Um mundo perfeito”, “Tudo lindo, tudo terrível”, “Estrelas, escondei seus fulgores” e “Amar e ser amado”. O sexto episódio, “De que é feito o universo” , tem lançamento previsto para 2 de outubro. 

    Os títulos e sinopses mostram que a produção continua alternando entre diferentes personagens e realidades, aprofundando as consequências das escolhas feitas ao longo da história.

    Sexto episódio chega nesta sexta-feira

    O sexto episódio da temporada está programado para 2 de outubro de 2026 .

    De acordo com a Apple TV Press, o episódio mostra Daniela encontrando alguém de seu passado, enquanto Leighton revela um novo projeto. 

    A partir dessa etapa, a temporada continua avançando para acontecimentos que não estavam presentes no romance original.

    Produção mantém elenco principal

    Além de Joel Edgerton, Jennifer Connelly e Alice Braga, a segunda temporada conta com Jimmi Simpson , como Ryan, Dayo Okeniyi , como Leighton, Oakes Fegley , como Charlie, e Amanda Brugel , como Blair

    A presença dos mesmos personagens permite que a série preserve a continuidade da primeira temporada, mesmo criando histórias inéditas.

    Uma continuação criada para a televisão

    A decisão de continuar a história depois do material original representa uma mudança importante no processo de produção.

    Em adaptações tradicionais, os roteiristas podem utilizar o livro como referência para acontecimentos, diálogos e desenvolvimento de personagens. Em “Matéria Escura”, a segunda temporada precisau construir esse caminho praticamente do zero.

    Por isso, a participação dos atores ganhou importância durante o processo criativo.

    O objetivo foi manter a essência dos personagens criados por Crouch, mas permitir que eles evoluíssem dentro de uma história que não estava anteriormente escrita em um livro.

    Série de ficção científica como eixo

    Mesmo com a expansão da história, a segunda temporada continua trabalhando com os mesmos elementos centrais que fizeram parte da história: ficção científica, universos paralelos primeiras, escolhas pessoais e diferentes possibilidades de vida .

    A própria Apple TV descreveu a produção como uma história sobre os caminhos que as pessoas não percorreram e as diferentes vidas que poderiam ter vivido. 

    A nova temporada utiliza esse conceito para explorar não apenas as diferentes realidades, mas também as consequências emocionais das escolhas feitas pelos personagens.

    Um novo capítulo para “Matéria Escura”

    Ao deixar para trás os limites do livro original, “Matéria Escura” passa a ter uma característica incomum: os espectadores que conhecem o romance não possuem necessariamente uma referência literária para antecipar todos os acontecimentos da temporada.

    Para os atores, isso também modificou a maneira de trabalhar.

    Joel Edgerton, Jennifer Connelly e Alice Braga passaram a participar mais das conversas sobre seus personagens, enquanto Blake Crouch e a equipe de roteiristas acompanhavam os responsáveis ​​pela construção da história.

    A segunda temporada de “Matéria Escura” representa, assim, uma expansão inédita do universo criado por Blake Crouch. Sem um novo livro para adaptar, a série ganhou liberdade para explorar novos caminhos, mantendo seus personagens principais e aprofundando a ideia de realidades alternativas. 

  • Luiz Carlos Sá reúne novas parcerias em álbum e lança livro sobre sua trajetória

    Luiz Carlos Sá reúne novas parcerias em álbum e lança livro sobre sua trajetória

    Artista apresenta “Eu, caçador de mim”, projeto que marca nova fase solo após mais de cinco décadas de parceria com Guarabyr

    O cantor, compositor e violonista Luiz Carlos Sá prepara para outubro o lançamento simultâneo do álbum e do livro “Eu, caçador de mim” , projeto que marca uma nova etapa de sua trajetória artística. Depois de 53 anos de trabalho ao lado de Guarabyra , Sá segue agora em carreira solo, reunindo novas composições, parcerias e memórias de sua trajetória na música brasileira. 

    O álbum será lançado pela Kuarup e terá dez faixas na edição física. O repertório combina cinco músicas da nova safra de 2026 com outras cinco faixas que foram apresentadas anteriormente no EP “Sambas de mato” , de 2025.

    Novas parcerias com nomes da música brasileira

    Entre as novidades do disco estão três composições que aproximam Sá de artistas de diferentes gerações.

    A faixa “Eu sou mais do que sou” é uma parceria com Almir Sater . Já “Foi bem lá” foi composto em colaboração com Ivan Lins . O terceiro destaque é “Tanto que te vi partir” , parceria com Zeca Baleiro . 

    O álbum também reúne trabalhos recentes que já chegaram ao público. “Ávida” , parceria com Chico César, foi lançada em julho, enquanto “Jabuticaba flor” , composta por Gabriel Sater e João Gaspar, foi apresentada como single em setembro.

    Título recuperado uma das composições mais conhecidas de Sá

    O nome “Eu, caçador de mim” faz referência direta à música “Caçador de mim” , composta por Luiz Carlos Sá, com melodia de Sérgio Magrão.

    A canção foi lançada pelo 14 Bis em 1980 e ganhou grande projeção no ano seguinte, quando foi gravada por Milton Nascimento e utilizada como título do álbum lançado pelo cantor em 1981. 

    A escolha do título estabelece uma ligação entre a produção atual do artista e uma composição importante de sua história como autor.

    Um novo momento depois de Guarabyra

    Uma nova fase acontece após o encerramento da longa parceria entre Sá e Guarabyra, que durante mais de cinco décadas produziu músicas e ajudou a consolidar o chamado rock rural na música brasileira.

    A carreira solo de Sá já havia começado com o álbum “Solo e bem acompanhado” , lançado em 2023. Agora, “Eu, caçador de mim” amplia esse caminho com novas composições e encontros musicais. 

    Em entrevista divulgada para apresentar o novo projeto, Sá descreveu essa etapa como um período de maior liberdade criativa depois de tantos anos de trabalhos em conjunto. 

    Livro reúne crônicas autobiográficas

    O projeto também inclui o primeiro livro de Luiz Carlos Sá, que leva o mesmo título do álbum.

    A publicação reúne crônicas escritas pelo artista para a revista “Backstage” entre 2021 e 2025 . Os textos têm caráter autobiográfico e recuperam experiências e episódios de diferentes momentos de sua vida profissional.

    O livro conta ainda com o prefácio do jornalista Tárik de Souza e será lançado pela Kuarup. 

    Show apresenta nova fase ao público

    Para apresentar o projeto, Sá fará um show em 11 de outubro , no Teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas, em Belo Horizonte.

    A apresentação contará com sua nova banda e combinará as músicas do novo álbum com sucessos que marcaram sua trajetória, incluindo “Dona”, “Espanhola”, “Caçador de Mim”, “Mestre Jonas”, “O Pó da Estrada”, “Casa no Campo”, “Jesus Numa Moto” e “Sobradinho” . 

    O repertório também deve destacar as novas parcerias com Almir Sater, Gabriel Sater, Chico César, Ivan Lins e Zeca Baleiro.

    Mais de seis décadas de música

    A trajetória de Luiz Carlos Sá ultrapassa seis décadas e inclui mais de 300 músicas gravadas por diferentes artistas da música brasileira , segundas informações divulgadas sobre o projeto.

    Ao longo desse período, suas composições foram interpretadas por nomes como Milton Nascimento, Ney Matogrosso, Erasmo Carlos, Elza Soares, Gal Costa, Zé Ramalho, Almir Sater, Ivan Lins e outros artistas. 

    Agora, o compositor utiliza essa experiência para construir uma etapa marcada por novas colaborações e também pelo registro escrito de suas memórias.

    Álbum e livro chegam em outubro

    O lançamento de “Eu, caçador de mim” reúne duas formas diferentes de contar a trajetória de Luiz Carlos Sá: a música, por meio de novas composições e parcerias, e a literatura, por meio das crônicas autobiográficas.

    O projeto representa a continuidade da carreira solo iniciada após décadas de parceria com Guarabyra e mostra o artista revisitando sua própria história enquanto trabalha em novas criações.

    Com novas músicas ao lado de Almir Sater, Ivan Lins, Zeca Baleiro, Chico César e Gabriel Sater, Luiz Carlos Sá transforma “Eu, caçador de mim” em um projeto que conecta diferentes gerações da música brasileira e inaugura mais um capítulo de sua carreira solo. 

  • Lauren Jauregui fala sobre possível reunião do Fifth Harmony e experiência com o Carnaval no Brasil

    Lauren Jauregui fala sobre possível reunião do Fifth Harmony e experiência com o Carnaval no Brasil

    Cantora relembrou a trajetória do grupo e comentou a relação com o público brasileiro durante entrevista

    A cantora Lauren Jauregui falou sobre a possibilidade de uma reunião do Fifth Harmony e também relembrou sua experiência com o Carnaval brasileiro. Os comentários foram feitos durante entrevista e repercutiram entre fãs da artista e do grupo.

    Reunião do Fifth Harmony

    Lauren comentou sobre a possibilidade de voltar a dividir os palcos com as antigas integrantes do Fifth Harmony.

    O grupo, formado por Lauren Jauregui, Ally Brooke, Normani, Dinah Jane e Camila Cabello, ganhou projeção internacional após participar do programa The X Factor nos Estados Unidos.

    Depois de anos de atividades separadas, qualquer possibilidade de reencontro desperta grande interesse entre os fãs.

    Experiência com o Carnaval brasileiro

    A cantora também falou sobre sua relação com o Brasil e destacou a experiência de participar do Carnaval no país.

    Lauren descreveu a dimensão da festa e a energia do público brasileiro como algo diferente de experiências que havia vivido anteriormente.

    “Nunca vivi algo assim” foi a expressão usada pela artista ao falar sobre a experiência.

    Brasil tem lugar especial na carreira

    O público brasileiro acompanha a carreira de Lauren desde os primeiros anos do Fifth Harmony.

    A relação com os fãs brasileiros continuou mesmo depois do fim das atividades do grupo, acompanhando também os trabalhos individuais das integrantes.

    Para a cantora, a recepção no país representa uma conexão importante com o público.

    Carreira solo

    Após o período com o Fifth Harmony, Lauren Jauregui iniciou uma trajetória solo e passou a explorar uma identidade musical própria.

    Seus trabalhos individuais apresentam influências de diferentes estilos e refletem experiências pessoais e artísticas desenvolvidas depois da fase do grupo.

    Fãs aguardam novidades

    As declarações sobre uma possível reunião reacenderam a curiosidade dos fãs sobre o futuro do Fifth Harmony.

    Até o momento, comentários sobre reencontros não significam necessariamente a confirmação de um novo projeto do grupo.

    Enquanto segue sua carreira solo, Lauren Jauregui mantém a conexão com os fãs que acompanharam sua trajetória desde o Fifth Harmony e voltou a falar sobre dois assuntos que despertam grande interesse do público: uma possível reunião do grupo e sua experiência com o Carnaval brasileiro.

  • Caetano Veloso e Maria Bethânia são destaques do Festival Clássicos do Brasil no Rio

    Caetano Veloso e Maria Bethânia são destaques do Festival Clássicos do Brasil no Rio

    Quarta edição carioca do evento reúne 12 artistas em quatro noites de shows na Marina da Glória

    Caetano Veloso e Maria Bethânia estão entre os principais destaques da quarta edição carioca do Festival Clássicos do Brasil, que será realizado na Marina da Glória, no Rio de Janeiro. O evento terá quatro noites de apresentações, nos dias 28 e 29 de novembro e 5 e 6 de dezembro de 2026. 

    A programação reúne 12 artistas de diferentes gerações da música brasileira, com repertórios que marcaram a história da música nacional.

    Bethânia abre e Caetano encerra

    Maria Bethânia será responsável pela abertura do festival, no dia 28 de novembro. Na mesma noite, também se apresentam Alceu Valença e Vanessa da Mata. 

    Já Caetano Veloso será a atração principal do encerramento, no dia 6 de dezembro. A programação da última noite também contará com Os Paralamas do Sucesso e Pepeu Gomes. 

    A escolha dos dois irmãos para abrir e fechar o evento foi uma das ideias que orientaram a montagem da programação deste ano.

    Programação completa

    O festival será dividido da seguinte maneira:

    28 de novembro

    • Maria Bethânia
    • Alceu Valença
    • Vanessa da Mata

    29 de novembro

    • Péricles
    • Alexandre Pires
    • Ferrugem

    5 de dezembro

    • Fábio Jr.
    • Paulo Ricardo
    • Roupa Nova

    6 de dezembro

    • Caetano Veloso
    • Os Paralamas do Sucesso
    • Pepeu Gomes 

    Festival celebra a música brasileira

    Criado no Rio de Janeiro em 2023, o Clássicos do Brasil tem como proposta celebrar artistas e canções que permanecem relevantes ao longo das gerações. O festival passou a integrar, em 2024, a agenda de projetos culturais patrocinados pela Petrobras. 

    A edição de 2026 tem como conceito “músicas que se tornaram eternas”, reunindo artistas com trajetórias que atravessam décadas da música brasileira. 

    Marina da Glória recebe quatro noites de shows

    A Marina da Glória será novamente o palco da edição carioca. Além dos shows, o festival oferece diferentes setores para o público, incluindo pista e lounge. 

    Os ingressos já estão disponíveis para as apresentações, conforme a organização do evento. 

    Com Caetano Veloso e Maria Bethânia como nomes centrais, o Festival Clássicos do Brasil 2026 reúne diferentes gerações e estilos em uma programação dedicada à memória e à permanência da música brasileira.

  • Saberes tradicionais ganham espaço em seminário sobre memória e patrimônio cultural

    Saberes tradicionais ganham espaço em seminário sobre memória e patrimônio cultural

    Mestres, pesquisadores e comunidades discutem quem deve participar da preservação das tradições brasileiras

    O Centro Cultural São Paulo realiza nos dias 25 e 26 de setembro o seminário “Saberes Tradicionais na Missão de Pesquisas Folclóricas”.

    O encontro reúne mestres, mestras e pesquisadores para discutir memória, direitos e preservação do patrimônio cultural. 

    Comunidades querem protagonismo

    Durante muito tempo, objetos, músicas, relatos e práticas tradicionais foram registrados por pesquisadores sem que as próprias comunidades tivessem participação equivalente na maneira como esse patrimônio era apresentado.

    A discussão contemporânea procura modificar essa lógica.

    O princípio é que comunidades responsáveis por manter tradições vivas também participem das decisões sobre preservação, documentação e divulgação.

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    Memória não está parada no tempo

    Patrimônio cultural não significa apenas conservar objetos antigos.

    Festas, músicas, conhecimentos, práticas religiosas e formas de produzir artesanato continuam mudando conforme são transmitidos entre gerações.

    Por isso, preservar também significa garantir condições para que essas práticas continuem existindo.

    O seminário integra a programação da exposição “Mestres, Encantados e Orixás”, que dialoga com o acervo da histórica Missão de Pesquisas Folclóricas de 1938. 

  • Teatro em português reúne artistas de diferentes países em São Paulo

    Teatro em português reúne artistas de diferentes países em São Paulo

    Festival promove intercâmbio entre Brasil e comunidades de língua portuguesa por meio de teatro, música, dança e formação cultural

    O XV Circuito de Teatro em Português e Outras Línguas movimenta o Centro Cultural São Paulo neste fim de setembro.

    A programação reúne artistas e companhias do Brasil e de países de língua portuguesa, com apresentações e atividades gratuitas. 

    Língua aproxima culturas diferentes

    Embora compartilhem o português, países lusófonos possuem histórias e expressões culturais muito distintas.

    Brasil, Angola, Moçambique, Portugal, Cabo Verde e outras comunidades desenvolveram formas próprias de utilizar a língua.

    O teatro permite que essas diferenças apareçam no palco.

    Além das peças, o circuito inclui música, dança, oficinas, seminários e ações formativas.

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    Festival amplia diálogo cultural

    Nesta edição, a programação também busca diálogo com línguas e culturas originárias da África e do Brasil.

    A iniciativa mostra que uma língua não existe isoladamente.

    Ela muda quando encontra outras culturas, territórios e experiências históricas.

    O evento segue até domingo (27), reforçando São Paulo como um dos principais pontos de encontro cultural da América Latina.