Hegseth diz que Mojtaba Khamenei está ferido e escondido em bunker; tensão entre EUA e Irã aumenta

Secretário de Guerra dos EUA afirma que novo líder supremo iraniano está “provavelmente desfigurado” e acusa cúpula do regime de agir “como ratos” em meio à escalada do conflito

O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta sexta-feira (13) que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, está ferido, “provavelmente desfigurado” e escondido em um bunker, em meio ao agravamento da guerra no Oriente Médio.

Durante entrevista coletiva no Pentágono, Hegseth adotou um tom duro ao descrever a situação da cúpula iraniana. Segundo ele, a liderança do regime está enfraquecida, acuada e refugiada em estruturas subterrâneas localizadas em áreas civis.

Ouvimos que o ‘não tão’ supremo líder deles está ferido e provavelmente desfigurado”, declarou o secretário, ao afirmar que os chefes do regime iraniano estariam agindo “como ratos” ao se esconderem no subsolo.

Hegseth também afirmou que o Irã vive um momento de forte desgaste militar. De acordo com ele, a força aérea iraniana já não opera de forma funcional, a Marinha foi severamente atingida e a capacidade de lançamento de mísseis está em queda. Na avaliação do secretário, o regime estaria em desorganização e sem comando claro.

A fala ocorreu um dia após Mojtaba Khamenei fazer seu primeiro pronunciamento à nação desde que assumiu a liderança suprema do país. A mensagem foi transmitida pela TV estatal iraniana na quinta-feira (12), mas chamou atenção por não trazer imagem nem voz do líder, sendo lida apenas em formato de texto.

Para Hegseth, a ausência de vídeo e áudio reforça a suspeita de que Khamenei esteja debilitado. “Foi um pronunciamento fraco, sem voz nem vídeo. O Irã tem bastantes câmeras e microfones, por que um pronunciamento escrito?”, questionou. Em seguida, acrescentou que o novo líder iraniano estaria “com medo, ferido e escondido”, além de não ter legitimidade diante da crise interna.

Apesar da pressão americana, Mojtaba Khamenei afirmou em sua mensagem que o Irã manterá os ataques contra bases dos Estados Unidos no Oriente Médio e seguirá com o Estreito de Ormuz fechado, contrariando expectativas de recuo alimentadas pelo presidente Donald Trump.

O bloqueio do estreito, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, continua sendo um dos pontos centrais da crise. Uma autoridade iraniana disse à agência AFP que Teerã poderá permitir a passagem de navios de alguns países, mas sem informar quais seriam beneficiados.

Questionado sobre a possibilidade de uma resposta militar dos EUA na região, Hegseth afirmou que Washington “tem opções” para lidar com a situação no Estreito de Ormuz, embora tenha evitado detalhar quais medidas poderiam ser adotadas. O governo Trump avalia mobilizar navios de guerra para escoltar petroleiros, mas reconhece que a operação ainda não pode ser colocada em prática de imediato.

Mesmo diante do cenário de tensão, o secretário buscou minimizar o impacto da crise e disse que os Estados Unidos estão preparados para qualquer movimento iraniano. “Eles estão demonstrando puro desespero no Estreito de Ormuz. Estamos lidando com isso, não há com o que se preocupar”, afirmou.

Hegseth também aproveitou a coletiva para criticar a cobertura da imprensa americana sobre a guerra. Ele negou que o conflito esteja se expandindo de forma descontrolada e rejeitou análises segundo as quais o Irã teria surpreendido os EUA e aliados com suas ações de retaliação no Oriente Médio e na região do estreito.

O novo capítulo da crise amplia a incerteza sobre o comando do regime iraniano e eleva a preocupação internacional com os próximos desdobramentos militares e econômicos da guerra.