Ratinho Jr recua da corrida presidencial e diz que decisão foi “muito difícil”

Governador do Paraná afirma que vai concluir o mandato, alega compromisso com os paranaenses e diz que quer manter o estado longe das disputas políticas de Brasília.

O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), afirmou nesta quinta-feira (26) que foi “muito difícil” desistir da disputa pela Presidência da República em 2026. Segundo ele, a decisão envolveu fatores políticos, familiares e, principalmente, o compromisso assumido com a população paranaense de permanecer no comando do estado até o fim do mandato.

Ratinho disse que estava animado com a possibilidade de se apresentar como uma alternativa nacional, mas ponderou que a responsabilidade com o Paraná pesou mais na escolha final. Ao justificar o recuo, o governador reforçou que sua prioridade agora é proteger o estado dos efeitos da polarização nacional. “Minha função é fazer um escudo disso e proteger o paranaense”, afirmou.

A desistência já havia sido formalizada pelo PSD no início da semana. Em nota divulgada na segunda-feira (23), o partido informou que Ratinho Júnior decidiu concluir seu mandato no Paraná até dezembro deste ano e, por isso, deixaria de participar da discussão interna sobre a candidatura presidencial da legenda. O PSD também reafirmou que manterá o projeto de lançar nome próprio ao Palácio do Planalto.

Com a saída de Ratinho da disputa, o PSD passa a concentrar sua definição em outros nomes do grupo político. O presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, já havia dito que pretendia escolher o candidato do partido até 15 de abril. Nos bastidores, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ganhou força, enquanto Eduardo Leite segue citado nas conversas da legenda sobre a sucessão presidencial.

Apesar do bom desempenho em cenários eleitorais e da projeção nacional construída nos últimos anos, Ratinho Júnior sinalizou que o foco, daqui para frente, será encerrar a gestão no Paraná e depois migrar para a iniciativa privada, assumindo o grupo de comunicação fundado por seu pai. Com isso, o governador tira seu nome da corrida presidencial e redesenha o tabuleiro da centro-direita para 2026.