Ciência perde espaço no debate eleitoral, alerta principal entidade científica do país

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SBPC afirma que temas como mudanças climáticas, inteligência artificial, envelhecimento e transição energética permanecem fora do centro das campanhas

A ciência brasileira ainda ocupa pouco espaço nas discussões das eleições de 2026, segundo avaliação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Para a presidenta da entidade, Francilene Garcia, disputas políticas e crises institucionais acabaram dominando parte da campanha e reduziram o espaço dedicado a propostas de longo prazo.

Temas estratégicos

Entre os assuntos considerados fundamentais pela entidade estão mudanças climáticas, transição energética, inteligência artificial, novas crises sanitárias, envelhecimento da população e exploração de minerais críticos.

A preocupação é que decisões tomadas nos próximos anos tenham impacto direto na capacidade do Brasil de competir tecnologicamente e responder a transformações econômicas e ambientais.

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Propostas para candidatos

A SBPC criou um Observatório das Eleições com mais de uma centena de propostas de políticas públicas.

A entidade busca aproximar pesquisadores e candidatos e estimular compromissos relacionados ao financiamento da ciência, inovação, educação e desenvolvimento tecnológico.

Planejamento de longo prazo

A avaliação da SBPC é que discutir desenvolvimento científico não significa deixar de lado os problemas políticos atuais. Pelo contrário, ambos os temas deveriam fazer parte de um projeto nacional.

A entidade também chama atenção para a necessidade de planejamento diante do envelhecimento populacional e dos impactos cada vez maiores da transformação digital na economia e no mercado de trabalho.

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