Escalada dos confrontos na costa do Mar Vermelho obriga milhares de famílias a abandonar suas casas; Djibuti se prepara para receber até 10 mil refugiados.
A nova escalada do conflito no Iêmen provocou o deslocamento de pelo menos 112 mil pessoas dentro do país nas últimas duas semanas, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (18) por organismos das Nações Unidas.
Outras quase 3 mil pessoas atravessaram o Golfo de Áden em direção a Djibuti em menos de uma semana.
Os confrontos se intensificaram principalmente ao longo da costa oeste do país. Os houthis, grupo alinhado ao Irã, ampliaram suas operações na região do Mar Vermelho, enquanto forças sauditas e iemenitas realizaram ataques contra posições controladas pelo grupo.
O avanço dos combates atingiu diretamente comunidades civis.
De acordo com a Organização Internacional para as Migrações, famílias estão deixando o país em embarcações superlotadas, muitas vezes levando pouca comida e água.
A maioria dos que chegam a Djibuti é formada por famílias iemenitas em busca de segurança.
A situação também começa a pressionar países vizinhos.
O governo de Djibuti já trabalha com a possibilidade de receber até 10 mil refugiados, o que pode aumentar a demanda por hospitais, escolas, alimentos e estruturas de acolhimento. Autoridades também registraram chegadas de pessoas vindas do Iêmen à Somalilândia e a Puntland.
O Iêmen enfrenta há anos uma das mais graves crises humanitárias do mundo.
A prolongada guerra civil afetou hospitais, infraestrutura, serviços públicos e a economia do país.
Com os novos confrontos, organismos internacionais alertam para o agravamento de uma situação que já era considerada crítica.
Outro ponto de preocupação é o estreito de Bab el-Mandeb, passagem marítima estratégica entre o Mar Vermelho e o Golfo de Áden.
A região é uma rota importante para navios comerciais e para o transporte internacional de petróleo e outras mercadorias.

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