Estresse no trabalho é associado a maior ocorrência de disfunção erétil em estudo com homens jovens

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Pesquisa com 826 trabalhadores encontrou mais casos entre os que relataram maior pressão profissional; resultado não prova relação de causa e efeito

Por Redação FOCOMS | 25/09/2026

A pressão no trabalho pode estar relacionada à saúde sexual de homens jovens. 

Um estudo publicado no International Journal of Clinical Practice avaliou 826 homens de 22 a 40 anos , todos empregados em tempo integral, e encontrou maior ocorrência de disfunção erétil entre os participantes classificados no grupo de maior estresse profissional.

Nesse grupo, 54,37%disfunção erétil segundo os critérios da pesquisa. 

Os autores relatam chances estatísticas cerca de dez vezes maiores do que no grupo de menor estresse. Esse número compara chances entre os grupos: não significa que todo trabalhador estressado tenha um risco individual dez vezes maior.

O que os pesquisadores avaliaram

A equipe destes cinco aspectos da rotina profissional: jornada de trabalho, autonomia para tomar decisões, apoio da chefia, relacionamento com colegas e pressão por promoção. 

Também avaliou a função erétil e mediu hormônios, entre eles cortisol e testosterona. 

De acordo com os resultados divulgados pela editora do estudo, quanto maior o estresse acumulado no trabalho, maior foi a frequência do problema entre os participantes.

Os pesquisadores identificaram ainda uma sequência de alterações hormonais e de função erétil ao longo das semanas. 

Essa observação levou os autores a propor uma possível ligação biológica entre estresse e saúde sexual.

A hipótese, porém, ainda precisa de confirmação em outras pesquisas.

Associação não significa causa comprovada

O estudo mostra uma associaçãoentre as condições de trabalho relacionadas e a disfunção erétil no grupo específico. 

Seus resultados, por si só, não demonstram que o estresse foi causado pelo problema em cada participante nem permite aplicar o número de “dez vezes” a todos os homens. 

Outros fatores de saúde também podem influenciar a função erétil.

O achado chama atenção para a importância de considerar o bem-estar psicológico e as condições de trabalho durante uma avaliação de saúde. 

Quem percebe uma dificuldade persistente deve procurar um profissional de saúde para investigar as possíveis causas, em vez de atribuí-la automaticamente ao estresse.

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