Juros altos e contas públicas serão entre os principais desafios econômicos do próximo presidente

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Os especialistas apontam que o próximo governo irá gerar desemprego em um nível historicamente baixo, mas terá de lidar com crédito caro, endividamento das famílias, baixa produtividade e necessidade de melhorar as contas públicas.

Quem assumir a Presidência da República em 2027 encontrará uma economia com alguns indicadores positivos, como o desemprego em patamar historicamente baixo e desenvolvido da balança comercial, mas também terá pela frente obstáculos importantes para sustentar o crescimento do país.

Entre eles, especialistas ouvidos pelo g1 apontam como principal desafio o alto nível das taxas de juros , que encarece o crédito, dificulta os investimentos, aumenta a pressão sobre famílias individualizadas e contribui para desacelerar a atividade econômica.

Juros seguem em patamar elevado

A taxa básica de juros, a Selic , chegou a 15% ao ano e atualmente está em 13,75% ao ano . Mesmo com a redução, o Brasil continua entre os países com taxas de juros reais mais elevadas.

O Banco Central utiliza os juros como instrumento para controlar a inflação e tenta se aproximar da meta de 3% . Porém, taxas elevadas também aumentam o custo dos financiamentos e diminuem o ritmo de consumo e investimento.

Para os economistas consultados, uma redução sustentável dos juros depende principalmente de uma melhoria das expectativas relacionadas às contas públicas e da trajetória da dívida brasileira .

Equilíbrio fiscal será necessário

Outro desafio do próximo governo será recuperar resultados positivos nas contas públicas de forma consistente.

O economista Felipe Salto , ex-diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente do Senado, defende um programa gradual de recuperação dos superávits primários, com medidas iniciadas já nos primeiros anos do novo mandato.

Entre os temas que podem entrar nessa discussão estão subsídios tributários, despesas obrigatórias, emendas parlamentares, previdência dos militares e outras áreas do Orçamento.

O pesquisador Flávio Ataliba, do FGV Ibre , também aponta que dúvidas sobre a capacidade do país de estabilizar a dívida pública, aumentar a percepção de risco e ajudar a manter os juros elevados.

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