Reforma passou por primeira votação e ainda depende de nova aprovação; alteração não representa instalação imediata de armamentos.
O Parlamento da Lituânia aprovou nesta terça-feira, 6 de outubro, a primeira etapa de uma mudança constitucional destinada a retirar a proibição de abrigar armas nucleares no território do país.
A proposta ainda precisa passar por uma segunda votação para concluir o processo. Portanto, a aprovação inicial não representa, por si só, o deslocamento de armamentos.
O avanço provocou reação do Kremlin, que afirmou considerar um eventual posicionamento de armas nucleares próximo às fronteiras russas como fator de agravamento das tensões.
Moscou fala em medidas de segurança
O porta-voz presidencial russo, Dmitry Peskov, declarou que a Rússia adotaria providências para garantir sua segurança caso esse cenário se concretize.
A Lituânia é integrante da União Europeia e da OTAN e faz fronteira com o território russo de Kaliningrado e com Belarus.
Segundo informações da EFE, o presidente lituano, Gitanas Nausėda, ressaltou que a autorização jurídica não significaria instalação automática de armas, mas permitiria maior flexibilidade para decisões de segurança.
O debate ocorre em um contexto de tensão entre a Rússia e países da aliança militar ocidental. A conclusão da reforma e qualquer decisão posterior sobre armamentos permanecem etapas distintas.

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