Presidente brasileiro afirma que avanço da tecnologia exige coordenação internacional, supervisão humana e medidas para reduzir riscos e desigualdades
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta terça-feira (22), durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, a criação de regras internacionais para orientar o desenvolvimento e o uso da inteligência artificial (IA).
A tecnologia ganhou espaço entre os principais temas da reunião da ONU, que ocorre em Nova York em meio a discussões sobre segurança internacional, conflitos e transformação tecnológica.
Brasil pede coordenação internacional
A posição apresentada por Lula ocorre em um momento de crescimento acelerado das ferramentas de inteligência artificial e de preocupação entre governos sobre os possíveis impactos da tecnologia.
O debate internacional envolve questões como segurança, proteção de direitos, supervisão humana e redução das desigualdades no acesso aos benefícios da IA.
Países discutem padrões comuns
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A discussão sobre regras internacionais não está restrita ao Brasil. Nesta semana, 20 países e a União Europeia defenderam maior cooperação para garantir que a inteligência artificial permaneça sob direção e controle humanos.
A declaração conjunta também propõe a criação de padrões comuns, compartilhamento de informações sobre incidentes graves e estudos para estabelecer uma instituição internacional capaz de definir parâmetros e verificar seu cumprimento.
IA entra na agenda da ONU
A inteligência artificial passou a ocupar espaço importante na programação da Assembleia Geral deste ano.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, também defendeu maior atenção à segurança da tecnologia, enquanto países discutem formas de evitar uma corrida internacional sem mecanismos coordenados de proteção.
Estados Unidos e China ficam fora de declaração
Apesar da participação de diversas economias importantes no debate, Estados Unidos e China não aderiram à declaração conjunta dos 20 países e da União Europeia.
Os dois países estão entre os principais polos mundiais de desenvolvimento de inteligência artificial, o que torna sua participação relevante nas discussões sobre possíveis padrões internacionais.
Debate envolve acesso à tecnologia
Além dos riscos, as discussões também tratam da distribuição dos benefícios proporcionados pela IA.
Países defendem que o avanço tecnológico não amplie a distância entre economias com maior capacidade de investimento e aquelas que ainda enfrentam dificuldades para desenvolver infraestrutura e qualificação na área.
A busca por maior cooperação inclui, portanto, questões relacionadas a desenvolvimento tecnológico, capacitação e acesso às novas ferramentas.
Regulamentação ganha dimensão internacional
A discussão apresentada na ONU amplia um debate que já ocorre individualmente em diversos países.
Com diferentes governos criando suas próprias normas para inteligência artificial, cresce a discussão sobre a necessidade de mecanismos internacionais capazes de estabelecer referências comuns.
O debate na ONU mostra que a regulamentação da inteligência artificial deixou de ser apenas uma questão nacional e passou a ocupar espaço central nas discussões sobre o futuro da cooperação internacional.

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