Pelo acordo preliminar, a Porto Seguro deverá investir R$ 500 milhões, enquanto as clínicas de oncologia serão incorporadas à nova empresa.
Oncoclínicas confirma acordo preliminar com Porto para criação de nova empresa
Termo não vinculante prevê aporte de R$ 500 milhões, reorganização das clínicas oncológicas em uma NewCo e negociação exclusiva entre as partes por 30 dias.
A Oncoclínicas informou na noite de domingo (15) que assinou, na sexta-feira (13), um termo de compromisso não vinculante com a Porto Seguro para avaliar a criação de uma nova empresa voltada às operações de clínicas oncológicas do grupo. Segundo comunicado ao mercado, a estrutura em discussão prevê que a futura sociedade concentre os ativos e as operações hoje controlados pela companhia nesse segmento.
Pelos termos preliminares divulgados, a Porto Seguro faria um investimento de R$ 500 milhões na nova companhia e passaria a deter o controle do capital votante, com participação mínima de 30% no negócio. A proposta também inclui, entre os principais pontos, aporte de ativos pela Oncoclínicas e a possibilidade de emissão de debênture conversível em ações, embora a modelagem final ainda dependa das próximas negociações.
A Oncoclínicas ressaltou que o documento tem caráter preliminar e não vinculante e, por isso, avaliou que não havia necessidade de divulgar fato relevante neste momento. A empresa também informou que assumiu compromisso de negociar com exclusividade com a Porto por um prazo de 30 dias. No sábado (14), a Porto havia afirmado, em comunicado, que não existia documento vinculante assinado com a Oncoclínicas, em resposta a uma reportagem publicada na imprensa econômica.
A decisão de avançar nas tratativas não foi unânime dentro da companhia. De acordo com a Oncoclínicas, os conselheiros Marcos Grodezky e Raul Rosenthal Ladeira de Matos votaram contra a assinatura do acordo preliminar. No mesmo fim de semana, a empresa também comunicou a renúncia de Camile Loyo Faria aos cargos de vice-presidente executiva, diretora financeira e diretora de relações com investidores.
As negociações com a Porto ocorrem em meio a uma fase mais ampla de reorganização da Oncoclínicas. No início de março, a companhia anunciou a saída de Bruno Ferrari da presidência executiva e a nomeação de Carlos Gil Moreira Ferreira como CEO interino, dentro de um movimento que a própria empresa associou a mais disciplina financeira e foco estratégico.
Paralelamente, a empresa iniciou conversas com credores para alongar vencimentos e buscar maior fôlego financeiro. Reportagens da Reuters e comunicados ao mercado indicam que a Oncoclínicas vem discutindo um período de stand still e renegociações com debenturistas, num esforço para readequar seu perfil de dívida enquanto conduz a reestruturação operacional e societária.
No cenário atual, a criação da nova empresa ainda depende do avanço das tratativas, da definição da estrutura final da operação e da conclusão de eventuais diligências e negociações correlatas. Até aqui, o que existe formalmente é um acordo preliminar, sem obrigação definitiva de fechamento.
Posso também transformar esse texto em matéria completa com título, subtítulo e intertítulos, no estilo de portal de economia.



