Petróleo acima de US$ 100 acende alerta para combustíveis, inflação e custo do transporte mundial

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Brent fecha setembro com forte valorização em meio às tensões no Oriente Médio e à redução de estoques de combustíveis

MUNDO – O mercado mundial de petróleo encerra setembro sob forte pressão, com o barril do Brent — principal referência internacional — negociado acima dos US$ 100.

Nesta quarta-feira, 30, o Brent para novembro fechou em cerca de US$ 103,50 por barril, após uma sequência de altas impulsionada por tensões geopolíticas e preocupação com a oferta de combustíveis. No acumulado de setembro, a alta ficou próxima de 14%.

O movimento preocupa governos e empresas porque o preço do petróleo afeta praticamente toda a cadeia produtiva.

Gasolina, diesel, querosene de aviação, fertilizantes, transporte rodoviário e diversos produtos industriais dependem direta ou indiretamente da commodity.

Entre os fatores que sustentam os preços estão as dificuldades nas negociações envolvendo Estados Unidos e Irã, além da queda nos estoques americanos de gasolina e derivados.

Mesmo com aumento nos estoques de petróleo bruto, a disponibilidade menor de combustíveis refinados mantém pressão sobre os preços.

Efeito pode chegar ao consumidor

O petróleo negociado internacionalmente não determina sozinho os preços dos combustíveis em cada país.

Impostos, câmbio, custos de refino, distribuição e políticas de preços também possuem influência.

Ainda assim, uma alta prolongada pode aumentar os custos enfrentados por refinarias e distribuidoras.

O diesel é especialmente importante para países dependentes do transporte rodoviário, como Brasil e Paraguai.

Quando seu preço sobe, o impacto pode atingir fretes e, posteriormente, produtos vendidos em supermercados, lojas e indústrias.

O petróleo mais caro também preocupa os bancos centrais.

Se energia e transporte começarem a pressionar a inflação, autoridades monetárias podem enfrentar maior dificuldade para reduzir juros.

O cenário internacional permanece incerto, e novas mudanças nas negociações diplomáticas ou na produção dos países exportadores podem provocar fortes oscilações.

Por enquanto, setembro termina com o petróleo entre os principais fatores de preocupação para a economia mundial no início do último trimestre de 2026.

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