Violência em várias cidades
Alguns dos episódios mais graves ocorreram em Marselha.
No liceu Victor-Hugo, dois professores foram atingidos acidentalmente por gasolina quando um estudante tentou lançar combustível em uma lata de lixo para provocar um incêndio.
Em outra escola da cidade, o liceu Saint-Exupéry, centenas de jovens cercaram um caminhão dos bombeiros que havia chegado para apagar um incêndio. Segundo a polícia, os manifestantes obrigaram os bombeiros a abandonar o veículo e depois atearam fogo nele.
Um colégio também foi incendiado em Nantes. Em Le Havre, no norte da França, a fachada de outra escola sofreu danos provocados pelo fogo.
Em Estrasburgo, um carro foi incendiado. Já em Toulouse, no sudoeste do país, jovens entraram em confronto com policiais.
No subúrbio parisiense de Saint-Denis, grupos de estudantes se reuniram diante de um cordão policial. Os manifestantes criticaram a atuação da polícia e o uso de força excessiva, que incluiu o uso de bombas de gás lacrimogêneo.
Governo quer responsabilizar pais
O ministro da Justiça da França, Gérald Darmanin, informou nesta sexta que pediu aos procuradores que busquem a responsabilização civil dos pais pelos danos causados por seus filhos durante os protestos e distúrbios ligados ao movimento de bloqueio de escolas de ensino médio.
“Solicitei aos procuradores-gerais que defendam uma resposta firme, o mais rápido possível, mas, sobretudo, que peçam a responsabilização civil, ou seja, que os pais sejam solidariamente responsáveis pelos atos cometidos por seus filhos”, afirmou Darmanin em entrevista à rádio RTL.
“Quando professores são atacados, quando o serviço público é atacado, evidentemente a Justiça deve agir”, disse. Ao mesmo tempo, reconheceu que as reivindicações dos estudantes e dos jovens franceses “devem ser ouvidas”.
O ministro da Educação, Édouard Geffray, tem agendada nesta sexta-feira uma reunião com representantes de sindicatos de professores e funcionários, associações de pais, entidades estudantis e membros do Conselho Nacional da Vida Escolar para discutirem soluções para a crise.

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