TSE dá sinal verde à União Progressista e cria novo gigante no tabuleiro eleitoral de 2026

Federação entre União Brasil e PP foi aprovada por unanimidade, começa a valer já para as próximas eleições e terá de ajustar trechos do estatuto por determinação da Corte.

O Tribunal Superior Eleitoral aprovou por unanimidade, nesta quinta-feira (26), o registro da federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas. Com a decisão, a nova aliança passa a existir formalmente na Justiça Eleitoral e já entra em cena no jogo político das eleições de 2026. Segundo a relatora do caso, ministra Estela Aranha, o pedido foi apresentado com a documentação exigida pela legislação e atendeu aos requisitos previstos nas normas eleitorais.

A aprovação, porém, veio acompanhada de um recado do tribunal. Os ministros determinaram ajustes no estatuto da federação, especialmente em dois pontos que conflitam com entendimentos já firmados pelo TSE e pelo Supremo Tribunal Federal. Um deles trata da possibilidade de recondução ilimitada de dirigentes; o outro, da eventual intervenção do comando nacional em diretórios locais sem garantia ampla de defesa.

Com o aval da Corte, a União Progressista nasce cercada de peso político e expectativa eleitoral. A federação passa a reunir duas das principais siglas do país e entra no cenário de 2026 com potencial para concentrar uma das maiores estruturas partidárias nacionais, incluindo fatia expressiva do fundo eleitoral, ampla presença no Congresso e forte capilaridade nos municípios. As projeções citadas por dirigentes e pela cobertura política apontam para cerca de R$ 900 milhões em recursos públicos de campanha e aproximadamente 1,3 mil prefeitos vinculados à nova aliança.

Pelas regras em vigor, federações partidárias devem permanecer unidas por no mínimo quatro anos. Caso haja rompimento antes desse prazo, os partidos podem sofrer sanções, como proibição de ingressar em nova federação, restrições para formar coligações nas duas eleições seguintes e impedimento de usar recursos do Fundo Partidário até o fim do período mínimo.

A decisão também amplia o mapa das federações registradas no país. Com a homologação da União Progressista, o TSE passa a ter cinco federações partidárias oficialmente reconhecidas. Na prática, a nova composição reforça a reorganização das forças políticas para 2026 e deve influenciar diretamente a montagem de palanques, candidaturas majoritárias e disputas regionais nos próximos meses.