Autor: marketingucppjc

  • Groenlândia e Antártida perderam mais de 12 trilhões de toneladas de gelo desde 1979

    Groenlândia e Antártida perderam mais de 12 trilhões de toneladas de gelo desde 1979

    Estudo com dados de satélites mostra aceleração do derretimento e impacto direto sobre o nível dos oceanos

    MUNDO – Um novo levantamento científico revelou a dimensão da perda de gelo registrada nas duas maiores regiões congeladas do planeta.

    Desde 1979, aproximadamente 12,5 trilhões de toneladas de gelo desapareceram da Groenlândia e da Antártida, segundo estudo baseado em décadas de dados obtidos por satélites. 

    O volume é equivalente a quase 11,3 trilhões de toneladas métricas de gelo transformadas em água.

    Segundo os pesquisadores, essa quantidade foi suficiente para elevar o nível médio global dos oceanos em aproximadamente 3,1 centímetros, além de outros fatores que também contribuem para o avanço do mar. 

    Um dos aspectos mais relevantes do estudo é a origem do derretimento.

    Cerca de cinco sextos da perda não estão relacionados diretamente ao aquecimento do ar, mas ao aumento da temperatura dos oceanos.

    A água mais quente atinge as partes inferiores e laterais das grandes massas de gelo, acelerando sua fragmentação e o deslocamento dos glaciares em direção ao mar. 

    Esse processo preocupa pesquisadores porque a elevação do nível dos oceanos pode aumentar riscos para cidades costeiras, ilhas e regiões de baixa altitude.

    Inundações mais frequentes, erosão e entrada de água salgada em áreas agrícolas e reservatórios de água doce estão entre os possíveis impactos.

    O estudo também mostra a importância do monitoramento por satélite.

    Com dados acumulados durante décadas, cientistas conseguem medir pequenas alterações na espessura, no volume e na velocidade de deslocamento das camadas de gelo.

    O resultado reforça que as mudanças ocorridas nos polos têm consequências muito além da Groenlândia e da Antártida, atingindo diretamente regiões costeiras em diferentes continentes.

  • Mercado de trabalho dos Estados Unidos cria 90 mil vagas no setor privado em setembro

    Mercado de trabalho dos Estados Unidos cria 90 mil vagas no setor privado em setembro

    Resultado supera expectativa de economistas, mas sinais de desaceleração continuam sendo monitorados

    WASHINGTON – O setor privado dos Estados Unidos criou aproximadamente 90 mil empregos em setembro, segundo levantamento divulgado pela ADP.

    O número representa aceleração em relação às 36 mil vagas revisadas de agosto e ficou acima da expectativa de cerca de 70 mil postos projetada por economistas consultados pela Reuters. O relatório da ADP é acompanhado de perto pelos mercados porque oferece uma indicação sobre a situação do mercado de trabalho antes da divulgação dos dados oficiais do governo.

    Apesar da melhora, os números precisam ser interpretados com cautela.

    Historicamente, os dados da ADP nem sempre coincidem com os números divulgados pelo Bureau of Labor Statistics, órgão responsável pelas estatísticas oficiais de emprego.

    Outros indicadores recentes mostram que a quantidade de vagas abertas por trabalhador desempregado diminuiu.

    Em agosto, havia aproximadamente 1,01 vaga para cada desempregado, contra 1,06 no mês anterior. 

    Isso sugere que o mercado de trabalho continua relativamente equilibrado, mas com menor pressão na contratação.

    A situação do emprego influencia diretamente as decisões do Federal Reserve.

    Um mercado de trabalho muito aquecido pode estimular salários e consumo, aumentando a inflação.

    Por outro lado, uma desaceleração rápida pode sinalizar perda de força econômica.

    Os próximos dados oficiais deverão ajudar a esclarecer se a criação de vagas voltou a acelerar ou se o mercado de trabalho americano está entrando em uma fase mais moderada.

  • Economia dos Estados Unidos cresce mais do que estimado e consumo continua sustentando atividade

    Economia dos Estados Unidos cresce mais do que estimado e consumo continua sustentando atividade

    PIB do segundo trimestre é revisado para alta anualizada de 2,2%, impulsionado por famílias e investimentos empresariais

    WASHINGTON – A economia dos Estados Unidos cresceu mais no segundo trimestre de 2026 do que havia sido calculado inicialmente.

    Dados revisados pelo Departamento de Comércio mostram que o Produto Interno Bruto avançou a uma taxa anualizada de 2,2%, acima da estimativa inicial de aproximadamente 1,5%.

    Um dos principais responsáveis pelo resultado foi o consumo das famílias.

    Os gastos dos consumidores, que representam mais de dois terços da atividade econômica norte-americana, tiveram crescimento revisado para aproximadamente 3,8% no período.

    Investimentos empresariais também contribuíram, principalmente em equipamentos e infraestrutura ligada à inteligência artificial.

    O crescimento do setor de IA tem provocado uma onda de investimentos em data centers, processadores e sistemas elétricos capazes de suportar grandes modelos computacionais.

    Apesar do desempenho positivo, a economia norte-americana enfrenta desafios importantes.

    Juros elevados, preços da energia e incertezas internacionais continuam afetando empresas e consumidores.

    Ao mesmo tempo, o comportamento do mercado de trabalho permanece entre os principais indicadores acompanhados pelo Federal Reserve.

    Os números mostram que a maior economia do mundo manteve força no segundo trimestre, apesar das pressões de inflação e juros.

  • Reino Unido recua de regra obrigatória para empresas divulgarem riscos climáticos

    Reino Unido recua de regra obrigatória para empresas divulgarem riscos climáticos

    Companhias continuarão podendo explicar por que não cumprem determinados padrões de transparência ambiental

    LONDRES – A autoridade responsável pela regulação do mercado financeiro do Reino Unido decidiu abandonar uma proposta que obrigaria empresas listadas em bolsa a seguir novos padrões de divulgação sobre riscos climáticos.

    A Financial Conduct Authority, conhecida como FCA, informou nesta quarta-feira, 30, que continuará utilizando o modelo chamado “cumprir ou explicar”. 

    Nesse sistema, as empresas devem divulgar determinadas informações ou explicar publicamente por que não seguiram as recomendações.

    A proposta anterior previa regras mais rígidas sobre riscos financeiros relacionados ao clima, metas ambientais e possíveis efeitos das mudanças climáticas sobre as operações das empresas.

    Segundo o órgão regulador, empresas demonstraram preocupação com os custos de implementação e com possíveis impactos sobre a competitividade internacional.

    O tema ganhou importância nos últimos anos devido à pressão de investidores por mais informações sobre sustentabilidade.

    Riscos climáticos podem afetar desde infraestrutura e cadeias de fornecimento até seguros, agricultura e disponibilidade de matérias-primas.

    Dados analisados pela FCA mostraram que 92% das empresas integrantes do índice FTSE 350 cumpriram as regras anteriores de divulgação climática em seus relatórios de 2025. 

    A decisão britânica acontece em um momento em que outras regiões também revisam exigências ambientais aplicadas às empresas.

    O debate internacional está cada vez mais dividido entre ampliar a transparência climática e evitar custos regulatórios considerados excessivos pelas companhias. 

  • China impõe tarifa adicional de 55% sobre carne bovina brasileira após país atingir limite anual

    China impõe tarifa adicional de 55% sobre carne bovina brasileira após país atingir limite anual

    Medida começa a valer em 1º de outubro e pode afetar um dos principais mercados do agronegócio brasileiro

    PEQUIM – A China anunciou que começará a aplicar uma tarifa adicional de 55% sobre determinados embarques de carne bovina do Brasil a partir de 1º de outubro.

    A medida foi acionada após o Brasil atingir sua cota anual de exportações de 1,1 milhão de toneladas destinada ao mercado chinês. 

    A tarifa adicional será somada à cobrança normal de importação, de aproximadamente 12%.

    Com isso, os embarques que ultrapassarem a cota poderão enfrentar tributação total próxima de 67%.

    A política havia sido anunciada pela China no início do ano como parte de mecanismos destinados a proteger a produção pecuária doméstica.

    O Brasil é atualmente um dos maiores exportadores de carne bovina do mundo e possui na China um de seus principais destinos comerciais.

    Por isso, qualquer mudança nas regras do mercado chinês pode gerar impactos relevantes para frigoríficos, pecuaristas e exportadores brasileiros.

    O setor acompanha agora a possibilidade de revisão das cotas para 2027.

    Até o momento, autoridades chinesas ainda não confirmaram se permitirão que o Brasil utilize cotas não aproveitadas por outros países.

    Segundo estimativas do setor citadas pela Reuters, as exportações brasileiras de carne bovina podem terminar 2026 com redução de aproximadamente 10% em volume, diante de restrições em grandes mercados. 

    A situação tende a aumentar a busca por destinos alternativos na Ásia, no Oriente Médio e em outras regiões.

    O desafio para o setor será manter o volume de exportações sem depender excessivamente de um único comprador internacional.

  • Passageiros ajudam a impedir queda de avião após grave incidente em voo entre Dubai e Tel Aviv

    Passageiros ajudam a impedir queda de avião após grave incidente em voo entre Dubai e Tel Aviv

    Aeronave perdeu milhares de metros de altitude antes de controle ser recuperado e pouso emergencial ser realizado na Arábia Saudita

    ORIENTE MÉDIO – Um voo da companhia flydubai viveu momentos de tensão nesta quarta-feira, 30, após um incidente envolvendo integrantes da tripulação durante uma viagem entre Dubai e Tel Aviv.

    Segundo autoridades israelenses, o copiloto teria atacado o piloto dentro da cabine e provocado uma rápida perda de altitude.

    O avião chegou a descer aproximadamente 14 mil pés em menos de 30 segundos, antes que a situação fosse controlada. 

    Passageiros e integrantes da tripulação conseguiram entrar na cabine e dominar o copiloto.

    Dois outros pilotos da flydubai que estavam a bordo assumiram os controles e conduziram o avião até um pouso seguro no aeroporto de Tabuk, na Arábia Saudita. 

    As autoridades afirmaram que o motivo do incidente continua sob investigação.

    A própria companhia aérea pediu cautela e afirmou que ainda não é possível determinar as causas do episódio.

    Os passageiros seguiram posteriormente para Israel em outra aeronave e chegaram ao Aeroporto Ben Gurion mais de dez horas depois.

    Um passageiro de 51 anos precisou receber atendimento médico devido a ferimentos considerados leves.

    O episódio levou autoridades israelenses a determinar um reforço na verificação de pilotos que realizam voos para o país.

    Apesar da gravidade da ocorrência, não houve registro de mortes, e a aeronave conseguiu pousar com segurança

  • Anthropic prepara uma das maiores aberturas de capital da história em meio ao crescimento da inteligência artificial

    Anthropic prepara uma das maiores aberturas de capital da história em meio ao crescimento da inteligência artificial

    Empresa responsável pelo Claude apresenta documento que dedica grande espaço aos próprios riscos da tecnologia

    ESTADOS UNIDOS – A Anthropic, uma das principais empresas de inteligência artificial do mundo, prepara uma abertura de capital que poderá se tornar uma das maiores já realizadas.

    A companhia, conhecida principalmente pelo sistema Claude, apresentou documentos relacionados a uma possível oferta pública inicial de ações, conhecida como IPO.

    Segundo informações analisadas pela Reuters, a empresa busca uma avaliação próxima de US$ 2 trilhões.

    Um dos aspectos que mais chamaram a atenção no documento é a quantidade de espaço dedicada aos riscos associados à inteligência artificial.

    Quase um terço do prospecto de aproximadamente 300 páginas trata de fatores de risco, proporção superior ao espaço reservado para explicar as próprias atividades comerciais da empresa. 

    Entre as preocupações apresentadas estão sistemas avançados capazes de resistir a tentativas de desligamento, manipular informações ou serem utilizados de maneira inadequada.

    A Anthropic defende que o desenvolvimento de sistemas de IA mais poderosos também pode ser necessário para melhorar a segurança de tecnologias futuras.

    Essa posição reflete uma das grandes contradições do setor: as empresas investem bilhões para aumentar a capacidade dos modelos enquanto, simultaneamente, alertam para os riscos que esses mesmos sistemas podem produzir.

    A corrida envolve empresas como OpenAI, Google, Meta e outras gigantes de tecnologia.

    Data centers, chips especializados e energia elétrica tornaram-se elementos estratégicos para o desenvolvimento dos novos modelos.

    Caso a abertura de capital avance nos valores apresentados, ela poderá transformar a Anthropic em uma das empresas de tecnologia mais valiosas do mercado público.

  • Micro e pequenas empresas ganham novo prazo para escolher o Simples Nacional em 2027

    Micro e pequenas empresas ganham novo prazo para escolher o Simples Nacional em 2027

    Prazo foi prorrogado até 15 de outubro e mudanças fazem parte da adaptação à reforma tributária

    BRASÍLIA – Micro e pequenos empresários ganharam mais tempo para decidir se querem ingressar no Simples Nacional a partir de janeiro de 2027.

    O Comitê Gestor do Simples Nacional prorrogou o prazo para solicitação até 15 de outubro de 2026.

    A regra vale para empresas que ainda não fazem parte do regime simplificado e pretendem utilizá-lo no próximo ano. 

    O Simples Nacional atende empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões e reúne diferentes tributos em um sistema simplificado de recolhimento.

    As mudanças estão relacionadas à implantação gradual da reforma tributária.

    Entre os principais pontos está a entrada do Imposto sobre Bens e Serviços, o IBS, e da Contribuição sobre Bens e Serviços, a CBS, na nova estrutura tributária.

    Empresas que desejarem permanecer no Simples, mas recolher IBS e CBS pelo regime regular, terão até 30 de outubro para formalizar a escolha referente ao primeiro semestre de 2027. 

    Já problemas fiscais que impeçam a entrada no Simples poderão ser regularizados dentro do prazo estabelecido.

    A mudança também altera procedimentos de emissão de nota fiscal e apresentação de informações fiscais.

    A obrigatoriedade da Nota Fiscal de Serviço eletrônica pelo emissor nacional para empresas do Simples, por exemplo, foi adiada para 1º de novembro de 2026. Escolha exige atenção

    Especialistas em contabilidade costumam destacar que a decisão não depende apenas da alíquota.

    O perfil dos clientes, os fornecedores, a possibilidade de utilização de créditos tributários e o impacto sobre preços e fluxo de caixa podem influenciar diretamente a escolha.

    Para empresas que vendem principalmente para outras empresas, as mudanças trazidas pelo IBS e pela CBS podem ter impacto ainda maior na estratégia tributária.

  • Receita Federal libera R$ 1,26 bilhão em restituições para mais de 412 mil contribuintes

    Receita Federal libera R$ 1,26 bilhão em restituições para mais de 412 mil contribuintes

    Lote contempla pessoas que saíram da malha fina e restituições residuais de anos anteriores

    BRASÍLIA – A Receita Federal realiza nesta quarta-feira, 30 de setembro, o pagamento de um novo lote de restituições do Imposto de Renda.

    Ao todo, 412.186 contribuintes recebem aproximadamente R$ 1,26 bilhão, incluindo pessoas que haviam caído na malha fina e posteriormente regularizaram suas pendências.

    O pagamento também inclui restituições residuais de anos anteriores. 

    Do valor total, aproximadamente R$ 466,68 milhões são destinados a contribuintes com prioridade legal.

    Entre os beneficiários estão idosos, pessoas com deficiência ou doença grave e profissionais cuja principal fonte de renda seja o magistério.

    A maior quantidade de restituições, porém, corresponde a contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida ou optaram pelo recebimento por Pix.

    Segundo os dados divulgados, 281.609 pessoas estão nesse grupo.

    Também aparecem na relação 59.722 contribuintes entre 60 e 79 anos, além de 9.250 pessoas com mais de 80 anos.O depósito é feito diretamente na conta bancária ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração.

    Caso o dinheiro não seja creditado devido a problemas como conta encerrada, o valor permanece disponível para resgate durante até um ano no Banco do Brasil.

    Quem não apareceu neste lote poderá consultar o extrato da declaração no sistema eletrônico da Receita para verificar a existência de pendências.

    A regularização pode permitir que o contribuinte seja incluído em futuros lotes de restituição.

  • Novas regras do seguro rural passam a valer e ampliam proteção para produtores brasileiros

    Novas regras do seguro rural passam a valer e ampliam proteção para produtores brasileiros

    Legislação estabelece prazos para indenizações, integra seguro ao crédito rural e prevê mais transparência nas operações

    BRASÍLIA – Produtores rurais brasileiros passaram a contar, a partir desta quarta-feira, 30 de setembro, com novas regras para contratação, regulação e pagamento de indenizações do seguro rural.

    A mudança foi estabelecida pela Lei nº 15.526, publicada no Diário Oficial da União, e reorganiza mecanismos considerados importantes para a proteção financeira do setor agrícola.

    Entre os principais pontos está a definição de prazos mais claros para a análise dos sinistros. Nos casos em que não houver necessidade de vistoria presencial, a regulação deverá ser concluída em até 15 dias depois que o produtor comunicar o problema.

    Já o pagamento da indenização deverá ocorrer em até 30 dias após a entrega da documentação exigida ou a realização da vistoria técnica, dependendo do caso. 

    A medida pretende dar maior previsibilidade aos produtores que sofrem perdas provocadas por fenômenos como seca, excesso de chuva, granizo, geadas e outros eventos que podem comprometer a produção.

    Outro ponto importante é a integração do seguro rural às operações de crédito.

    As instituições financeiras poderão exigir cláusulas permitindo que os direitos da apólice sejam utilizados como garantia de financiamentos. Em determinadas situações, a indenização poderá ser direcionada prioritariamente ao agente financeiro responsável pelo crédito. 

    A lei também estabelece incentivos para produtores que contratarem seguro rural, incluindo condições mais favoráveis de financiamento, prioridade na obtenção de crédito e possibilidade de acesso preferencial à renegociação de dívidas.

    Além disso, os recursos federais destinados à subvenção do prêmio do seguro rural passam a seguir regras específicas dentro do orçamento público.

    Mais transparência

    A nova legislação ainda prevê a criação de bancos de dados públicos na internet com informações relacionadas às operações de seguro rural.

    Também deverá ser disponibilizado um manual com regras sobre a subvenção federal.

    A medida é particularmente importante para um país em que a agricultura está constantemente exposta às mudanças climáticas e às variações do mercado.

    O objetivo é diminuir parte da insegurança financeira enfrentada pelos produtores quando uma safra é comprometida por fatores fora de seu controle