Programa do candidato do PSD prevê aumento do investimento nacional, mudanças na segurança pública e fortalecimento de ações preventivas no SUS
O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) apresentou um programa de governo de aproximadamente 100 páginas com propostas para áreas como economia, segurança pública, educação, saúde, infraestrutura, ciência, tecnologia, agronegócio e meio ambiente.
No documento, Caiado afirma que pretende implementar um governo baseado em responsabilidade fiscal, segurança pública, crescimento econômico, produtividade e investimentos. O candidato também destaca a necessidade de cooperação entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para viabilizar parte das reformas propostas.
Na economia, uma das metas apresentadas é elevar o nível de investimento brasileiro, atualmente citado no programa em aproximadamente 17% do Produto Interno Bruto (PIB), para algo próximo de 25%. Para alcançar esse objetivo, a proposta menciona equilíbrio fiscal, qualificação da mão de obra, modernização da infraestrutura e redução do custo do capital.
A segurança pública ocupa espaço relevante no programa. Caiado propõe modernizar os mecanismos de investigação criminal e estabelecer protocolos nacionais para crimes como homicídios, feminicídios e latrocínios. O documento também apresenta medidas específicas relacionadas à proteção de mulheres, crianças e adolescentes.
Entre as ideias está a possível criação de uma Secretaria Nacional da Segurança da Mulher, da Criança e Minorias. O candidato ainda propõe mudanças na punição de determinados crimes e maior integração das estruturas responsáveis pelo combate às organizações criminosas.
Na educação, o plano prevê um pacto nacional para que crianças dominem competências essenciais de alfabetização e matemática até o final do segundo ano do ensino fundamental. A proposta inclui ainda expansão do ensino integral, educação profissional e estratégias para combater a evasão escolar.
Para a saúde, Caiado afirma que pretende preservar os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), mas ampliar a atenção preventiva. Um dos objetivos seria reorganizar os critérios das filas de consultas e procedimentos considerando fatores como gravidade, risco de progressão da doença, vulnerabilidade e tempo de espera.
O documento também contém propostas para energia, mobilidade, cultura, esporte, infraestrutura e desenvolvimento regional. Como ocorre com programas eleitorais em geral, várias medidas dependeriam de aprovação do Congresso, disponibilidade orçamentária e regulamentação posterior para serem implementadas.

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