Caso Gisele: novo laudo descarta versão inicial e aponta assassinato de policial em São Paulo

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Soldado da PM foi encontrada morta em fevereiro; perícia complementar concluiu que houve participação de outra pessoa e ex-marido responde por feminicídio

Um novo laudo do Instituto de Criminalística de São Paulo trouxe uma mudança importante para a investigação da morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos. O documento complementar concluiu que a soldado foi assassinada e considerou incompatível com as evidências a versão inicialmente apresentada para explicar sua morte.

Gisele foi encontrada morta em fevereiro de 2026 no apartamento em que vivia, no bairro do Brás, região central de São Paulo. Desde as primeiras semanas de investigação, a Polícia Científica passou a analisar a posição da vítima, os vestígios encontrados no imóvel e outras informações consideradas relevantes para reconstruir o que ocorreu.

O ex-marido da vítima, o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, tornou-se réu por feminicídio e permanece preso. A acusação sustenta que ele participou da morte da policial e que elementos encontrados na residência indicariam uma tentativa de apresentar uma dinâmica diferente daquela apontada posteriormente pelos peritos. A defesa contesta as acusações.

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Um dos pontos considerados relevantes no laudo complementar foi uma divergência temporal na reconstrução dos acontecimentos. Para os investigadores, a análise técnica reforçou a conclusão de que outra pessoa necessariamente esteve envolvida na morte de Gisele.

O processo já passou pela fase de oitiva de testemunhas. No fim de junho e início de julho, a Justiça ouviu 30 pessoas, incluindo familiares e a filha da vítima. O interrogatório do acusado foi posteriormente adiado para permitir a inclusão de novas diligências e documentos solicitados pela defesa.

Em setembro, a Justiça marcou o interrogatório de Geraldo para 5 de outubro, depois de aceitar um pedido para que diligências complementares fossem juntadas ao processo. O acusado terá oportunidade de apresentar sua versão formalmente diante da Justiça.

O caso chama atenção justamente porque a perícia técnica modificou de forma significativa a interpretação inicial da morte. A partir dos novos resultados, a investigação passou a tratar a participação de outra pessoa como elemento central da apuração.

O processo segue em andamento. Caberá à Justiça analisar as provas produzidas pela acusação e pela defesa e decidir sobre as próximas etapas do caso.

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