Categoria: Finanças

  • Financiamento da casa própria fica mais caro e juros chegam a 11,70% ao ano nos principais bancos

    Financiamento da casa própria fica mais caro e juros chegam a 11,70% ao ano nos principais bancos

    Levantamento revela diferenças entre as taxas praticadas pelas instituições financeiras e mostra por que comparar propostas pode representar uma economia significativa.

    SÃO PAULO – O sonho da casa própria continua exigindo planejamento financeiro dos brasileiros. Um levantamento divulgado em outubro de 2026 mostrou que as taxas de financiamento imobiliário dos principais bancos variam de 10,26% a 11,70% ao ano, além da Taxa Referencial (TR).

    Os números fazem parte de um monitoramento realizado pela empresa MySide, especializada no mercado imobiliário, que acompanha as condições oferecidas pelas principais instituições financeiras do país.

    O estudo mostra que a Caixa Econômica Federal apresentou a menor taxa entre os principais bancos analisados, enquanto determinadas linhas do programa Minha Casa, Minha Vida oferecem condições específicas, com juros a partir de 4% ao ano para famílias que atendem aos critérios estabelecidos.

    Diferença nas taxas pode representar milhares de reais

    Mesmo variações aparentemente pequenas nas taxas de juros podem provocar impactos importantes sobre o valor total de um imóvel financiado.

    Isso acontece porque os contratos imobiliários normalmente possuem prazos longos, fazendo com que os juros sejam calculados durante vários anos.

    Quanto maior a taxa contratada e o prazo de pagamento, maior tende a ser o custo total do financiamento, considerando condições equivalentes.

    Além dos juros, os consumidores precisam observar despesas adicionais, como seguros obrigatórios, tarifas previstas no contrato e outros encargos.

    Por esse motivo, especialistas recomendam comparar o Custo Efetivo Total (CET), indicador que reúne os principais custos da operação, em vez de considerar somente a taxa de juros anunciada.

    Minha Casa, Minha Vida oferece condições diferenciadas

    O programa habitacional do governo federal continua sendo uma alternativa para famílias que atendem aos requisitos de renda e financiamento.

    As condições podem variar conforme a faixa de renda, a localização do imóvel e as regras aplicáveis ao contrato.

    As taxas reduzidas oferecidas em determinadas modalidades podem facilitar o acesso à moradia, mas não estão disponíveis automaticamente para todos os compradores.

    Outro fator importante é o valor da entrada. Quanto maior o pagamento inicial, menor poderá ser o montante financiado, reduzindo o saldo sobre o qual incidem juros.

    Planejamento é fundamental antes de assumir o financiamento

    Antes de contratar um empréstimo imobiliário, o consumidor deve avaliar sua estabilidade financeira, os gastos mensais e a possibilidade de mudanças na renda familiar.

    Também é importante considerar que a compra de um imóvel envolve despesas que vão além das prestações bancárias, como documentação, tributos e manutenção.

    Comparar diferentes instituições financeiras e analisar cuidadosamente as condições contratuais pode representar uma economia significativa ao longo dos anos.

    Em um cenário de crédito ainda caro, o planejamento se torna essencial para evitar que a conquista da casa própria comprometa excessivamente o orçamento familiar.

  • Brasil ultrapassa 75 milhões de inadimplentes e quase metade dos adultos enfrenta dificuldades para pagar dívidas

    Brasil ultrapassa 75 milhões de inadimplentes e quase metade dos adultos enfrenta dificuldades para pagar dívidas

    Levantamento divulgado em outubro revela avanço da inadimplência e acende alerta sobre o comprometimento da renda e a situação financeira dos consumidores brasileiros.

    BRASÍLIA – O número de brasileiros com contas em atraso voltou a crescer e atingiu 75,05 milhões de consumidores em setembro de 2026, segundo levantamento divulgado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), no dia 20 de outubro.

    O resultado representa 44,67% da população adulta brasileira, demonstrando a dimensão do endividamento e as dificuldades enfrentadas por milhões de pessoas para manter seus compromissos financeiros em dia.

    De acordo com os dados, o número de consumidores inadimplentes apresentou crescimento de 2,07% entre agosto e setembro, indicando que a recuperação da capacidade de pagamento das famílias continua sendo um desafio para a economia nacional.

    Juros elevados pressionam o orçamento das famílias

    A combinação entre taxas de juros elevadas, despesas essenciais e acesso a modalidades de crédito mais caras contribui para pressionar o orçamento doméstico.

    O cartão de crédito, os empréstimos pessoais e outras formas de financiamento podem representar um risco quando os pagamentos deixam de acompanhar a renda disponível.

    O problema se torna ainda mais preocupante quando consumidores recorrem a novos empréstimos para quitar dívidas antigas, criando um ciclo de compromissos financeiros que pode se prolongar por vários meses.

    O levantamento também apontou crescimento expressivo nas inclusões de consumidores com dívidas antigas. Entre os registros de inadimplência com duração de quatro a cinco anos, houve aumento de 34,48% na comparação anual.

    Consequências para a economia brasileira

    A inadimplência elevada não afeta apenas os consumidores. O comércio, as instituições financeiras e diferentes setores produtivos também podem sentir os reflexos da redução da capacidade de pagamento.

    Quando uma parcela significativa da população enfrenta restrições financeiras, o consumo tende a ficar mais limitado, afetando o movimento das empresas e as perspectivas de crescimento econômico.

    O cenário reforça a importância de iniciativas de renegociação de dívidas, educação financeira e acesso a condições de crédito mais sustentáveis.

    Apesar das dificuldades, especialistas destacam que o planejamento financeiro e a priorização de despesas essenciais são medidas importantes para evitar o agravamento do endividamento.

  • Economia brasileira volta a crescer após dois meses de queda, aponta Fundação Getulio Vargas

    Economia brasileira volta a crescer após dois meses de queda, aponta Fundação Getulio Vargas

    Monitor do PIB registra avanço de 0,5% em agosto e indica recuperação da atividade econômica.

    RIO DE JANEIRO – A economia brasileira apresentou crescimento de 0,5% em agosto de 2026, depois de dois meses consecutivos de retração, segundo levantamento divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

    Os dados fazem parte do Monitor do PIB, produzido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), que acompanha mensalmente o comportamento da atividade econômica.

    No acumulado de 12 meses, a expansão estimada foi de 1,8%.

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    O levantamento considera informações de diferentes setores produtivos, incluindo indústria, comércio, serviços e agropecuária.

    O resultado positivo indica uma recuperação mensal da atividade econômica, embora ainda seja necessário observar os indicadores seguintes para determinar se haverá continuidade do crescimento.

    O Monitor do PIB é considerado uma prévia importante do desempenho econômico nacional, mas não substitui os dados oficiais divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    A evolução da economia também depende de fatores como consumo das famílias, investimentos, condições de crédito e comportamento do mercado internacional.

  • Netflix anuncia corte de cerca de mil funcionários em maior rodada de demissões desde 2022

    Netflix anuncia corte de cerca de mil funcionários em maior rodada de demissões desde 2022

    Empresa vai eliminar aproximadamente 6% de sua força de trabalho global; áreas de tecnologia, produto, jurídico e recursos humanos serão as mais afetadas

    A Netflix anunciou nesta quarta-feira, 14 de outubro de 2026, a demissão de cerca de mil funcionários, o equivalente a aproximadamente 6% de sua força de trabalho global.

    A medida representa a maior rodada de cortes da empresa desde 2022 e faz parte de uma reorganização interna voltada à concentração de recursos em áreas consideradas estratégicas para o crescimento da plataforma.

    Quais áreas serão mais afetadas?

    Segundo um comunicado interno enviado aos funcionários pelos co-CEOs Ted Sarandos e Greg Peters, os cortes atingirão principalmente equipes de:

    • tecnologia;

    • produto;

    • jurídico;

    • recursos humanos.

    A companhia tinha cerca de 16 mil funcionários em tempo integral no fim de 2025, o que ajuda a dimensionar o impacto da redução anunciada.

    Netflix diz que negócio segue forte

    Apesar das demissões, os executivos afirmaram que a companhia continua financeiramente saudável e mantém suas projeções para o ano.

    Segundo Sarandos e Peters, a Netflix pretende seguir investindo de forma agressiva em áreas de maior impacto, ao mesmo tempo em que adota uma postura mais seletiva na distribuição de pessoas e recursos.

    A empresa afirmou que a decisão não representa abandono de seus planos de expansão, mas uma tentativa de reorganizar prioridades diante das transformações no setor de entretenimento.

    Concorrência por audiência aumentou

    A decisão acontece em um cenário de disputa cada vez maior pela atenção dos consumidores.

    Além de concorrentes tradicionais do streaming, como Disney+, Amazon Prime Video e Paramount+, a Netflix também enfrenta plataformas gratuitas e de vídeo curto, incluindo YouTube e TikTok, que passaram a disputar mais horas de consumo de mídia.

    Esse ambiente tem pressionado empresas do setor a buscar novas formas de manter o público engajado e ampliar receitas.

    Crescimento de audiência desacelerou

    Apesar de continuar entre as maiores plataformas de streaming do mundo, a Netflix enfrenta sinais de desaceleração no crescimento do engajamento.

    No primeiro semestre de 2026, o volume total de horas assistidas aumentou cerca de 2%, mas a participação da plataforma no tempo de televisão nos Estados Unidos apresentou recuo em alguns meses.

    Investidores também acompanham com atenção a capacidade da empresa de continuar crescendo em mercados já bastante maduros.

    Empresa busca novas fontes de receita

    Nos últimos anos, a Netflix ampliou seus investimentos além do modelo tradicional de assinaturas.

    Entre as apostas estão:

    • planos com publicidade;

    • transmissões ao vivo;

    • conteúdos esportivos;

    • videogames;

    • podcasts em vídeo;

    • eventos e experiências presenciais.

    A estratégia busca reduzir a dependência exclusiva das mensalidades e aumentar as possibilidades de monetização do público.

    Resultados financeiros seguem positivos

    Embora a empresa esteja reduzindo seu quadro, os números financeiros continuam robustos.

    No segundo trimestre de 2026, a Netflix registrou aproximadamente US$ 12,56 bilhões em receita e cerca de US$ 3,4 bilhões em lucro, segundo dados divulgados pela companhia.

    Ainda assim, a projeção para períodos seguintes ficou abaixo de algumas expectativas do mercado, aumentando a atenção sobre a capacidade de manter o ritmo de expansão.

    Ações enfrentam período de volatilidade

    Os papéis da Netflix também passaram por um período de queda nos últimos meses.

    Segundo dados de mercado citados pela imprensa norte-americana, as ações acumulavam uma perda significativa em relação aos níveis registrados um ano antes, apesar da empresa continuar altamente lucrativa.

    Essa combinação entre lucros elevados, desaceleração de crescimento e maior concorrência ajuda a explicar por que a companhia busca aumentar a eficiência operacional.

    Maior corte desde 2022

    A última grande rodada de demissões da Netflix havia ocorrido em 2022, quando a companhia eliminou centenas de vagas após registrar sua primeira perda trimestral de assinantes em mais de uma década.

    Naquele ano, cerca de 450 postos de trabalho foram eliminados em diferentes etapas.

    Agora, com aproximadamente mil desligamentos, o corte de 2026 supera significativamente aquele movimento.

    Executivos também foram atingidos

    As demissões não ficaram restritas a cargos operacionais.

    Executivos das áreas de televisão e cinema também foram afetados, incluindo profissionais que atuavam em produções originais e desenvolvimento de conteúdo.

    A reorganização indica que a empresa está revendo estruturas em diferentes níveis de sua operação.

    Mudanças ocorrem em todo o setor de mídia

    A Netflix não está sozinha nesse movimento.

    Nos últimos anos, grandes grupos de mídia e entretenimento também reduziram equipes e reorganizaram operações na tentativa de diminuir custos e adaptar seus negócios à nova realidade do streaming.

    Empresas como Disney, Paramount e Warner Bros. Discovery passaram por processos semelhantes de reestruturação.

    Empresa tentou ampliar presença no mercado

    A Netflix também participou recentemente das negociações envolvendo ativos de streaming e estúdios da Warner Bros. Discovery, mas desistiu de aumentar sua proposta.

    Os ativos acabaram seguindo para outra negociação no setor, movimento que contribuiu para uma nova reorganização do mercado de mídia.

    Corte acontece antes de novos resultados

    O anúncio das demissões ocorre poucos dias antes da divulgação dos resultados financeiros do terceiro trimestre da Netflix, prevista para 20 de outubro.

    Os números serão acompanhados de perto por investidores para avaliar o crescimento da receita, o desempenho do plano com anúncios e os níveis de engajamento dos usuários.

    Netflix tenta equilibrar crescimento e eficiência

    A nova rodada de cortes mostra que, mesmo entre empresas lucrativas e líderes de mercado, a busca por eficiência continua sendo prioridade.

    Com cerca de mil demissões e redução de 6% do quadro global, a Netflix tenta enxugar sua estrutura enquanto direciona investimentos para publicidade, transmissões ao vivo, tecnologia e novas formas de entretenimento.

  • Mega-Sena pode pagar R$ 150 milhões nesta terça-feira; veja os dez maiores prêmios da história

    Mega-Sena pode pagar R$ 150 milhões nesta terça-feira; veja os dez maiores prêmios da história

    Concurso previsto para 13 de outubro pode entregar uma das maiores quantias já oferecidas pela loteria; valor milionário aumenta a expectativa dos apostadores em todo o país.

    A Mega-Sena pode pagar R$ 150 milhões no concurso previsto para esta terça-feira (13). A estimativa coloca o sorteio entre os mais aguardados do calendário das loterias e reacende o interesse de apostadores que sonham em transformar uma aposta em uma fortuna.

    O valor acumulado representa uma oportunidade de prêmio elevado para quem acertar as seis peças sorteadas. Como ocorre em outros concursos, o montante final pode variar conforme a arrecadação e as regras de distribuição da premiação.

    Prêmio milionário aumenta expectativa

    Quando a Mega-Sena acumula por concursos, o prêmio estimado cresce e costuma atrair mais apostadores. O valor de R$ 150 milhões chama atenção pela dimensão financeira e pela possibilidade de mudar completamente a vida do ganhador.

    O prêmio principal é destinado a quem acerta as seis bolsas. Também existem faixas de premiação para apostas que acertam cinco números, na quina, ou quatro números, na quadra.

    A probabilidade de ganhar o prêmio principal depende da quantidade de números escolhidos. Em uma aposta simples, com seis ofertas, a chance de acertar todas é de uma em 50.063.860, segundo as probabilidades oficiais da modalidade.

    Como funciona a aposta

    A aposta simples da Mega-Sena consiste em escolher seis números entre os 60 disponíveis no volante. O jogador também pode selecionar mais bolsas, aumentando o número de ferros e o preço da aposta.

    As apostas serão registradas nas loterias credenciadas ou pelos canais digitais oficiais da Caixa, conforme as regras e os horários definidos para cada concurso.

    É importante conferir o comprovante e acompanhar o resultado pelos canais oficiais. Apostas feitas em grupo, conhecidas como bolões, permitem dividir o custo entre os participantes, mas o prêmio também é repartido conforme as cotas adquiridas.

    Quais foram os maiores prêmios da Mega-Sena?

    A lista dos maiores prêmios históricos é formada principalmente por concursos especiais da Mega da Virada, que tradicionalmente concentram valores elevados. Entre os fatores que influenciam a premiação estão a arrecadação, o acúmulo de concursos anteriores e as regras específicas de cada sorteio.

    O levantamento dos dez maiores valores considera as vantagens benéficas nos pagamentos, e não apenas estimativas divulgadas antes dos sorteios. Essa distinção é importante porque o valor anunciado anteriormente pode ser diferente do montante final distribuído aos ganhadores.

    O que fazer em caso de vitória

    Quem ganha um prêmio elevado precisa seguir os procedimentos oficiais para resgatar o dinheiro. Os valores elevados devem ser retirados nas agências da Caixa, mediante apresentação do bilhete premiado e dos documentos exigidos.

    Especialistas em planejamento financeiro costumam recomendar cautela antes de realizar grandes compras ou investimentos. Organizar as finanças, avaliar os riscos e buscar orientação profissional pode ajudar a proteger o patrimônio ao longo do tempo.

    Com uma estimativa de R$ 150 milhões, o sorteio desta terça-feira desperta a atenção dos apostadores. O resultado, no entanto, depende exclusivamente das bolsas sorteadas, e nenhuma combinação tem garantia de vitória.

  • Eleição para o Congresso pode alterar impostos, custos das empresas e destinos de bilhões do orçamento

    Eleição para o Congresso pode alterar impostos, custos das empresas e destinos de bilhões do orçamento

    Os deputados e senadores eleitos em 2026 terão decisões importantes a partir de 2027, incluindo a implementação da reforma tributária, possíveis mudanças em impostos sobre heranças e empresas e a distribuição de recursos públicos.

    A eleição presidencial não é a única disputa capaz de influenciar os rumores da economia brasileira. A composição da Câmara dos Deputados e do Senado Federal também terá impacto sobre impostos, custos empresariais, investimentos públicos e regras que afetam diretamente o cotidiano da população.

    Os parlamentares eleitos em outubro de 2026 tomarão posse em 1º de fevereiro de 2027 e encontrarão uma série de decisões econômicas já previstas ou ainda pendentes. Algumas alterações dependerão de novas votações, enquanto outras ocorrerão conforme o calendário de leis aprovadas anteriormente.

    Reforma tributária começa nova etapa em 2027

    Um dos principais desafios da próxima legislatura acompanhará a implementação da reforma tributária sobre o consumo. A partir de 2027, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal, substituirá o PIS e a Cofins. O Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), administrado por estados e municípios, também determinou sua fase de cobrança com alíquota inicial prevista em lei.

    A transição será gradual. A substituição de ICMS e ISS pelo IBS está prevista para começar em 2029, avançando progressivamente até a implantação completa do novo sistema em 2033.

    Embora parte do cronograma já esteja estabelecido, o Congresso poderá discutir ajustes na legislação e decidir sobre pontos específicos da reforma. O governo federal também terá papel importante na regulamentação e na execução das novas regras.

    Um dos temas em debate é o chamado pagamento parcelado , mecanismo que separa automaticamente o valor dos tributos no momento do pagamento de determinadas transações comerciais. Como o sistema está previsto na legislação da reforma, eventuais mudanças dependerão de decisões legislativas, e não apenas de uma decisão presidencial.

    Imposto sobre heranças pode ter novo limite

    Outro assunto que poderá entrar na pauta do Senado é o limite máximo do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), cobrado pelos estados sobre heranças e doações.

    Atualmente, a alíquota máxima permitida é de 8%. Uma proposta em análise prevê elevar esse teto para 16%.

    Uma eventual mudança não significaria um aumento automático do imposto para todas as famílias. O limite nacional estabelece o máximo permitido, enquanto cada estado define suas próprias alíquotas, faixas de patrimônio e regras de liberdade.

    O valor efetivo do pagamento depende de diferentes fatores, incluindo o patrimônio transmitido e a legislação estadual. Por isso, qualquer alteração no teto precisaria ser comprovada juntamente com as regras legais em cada unidade da Federação.

    As empresas podem enfrentar mudanças nos custos trabalhistas

    A desoneração da folha de pagamento também estará entre os temas relevantes para a economia. A medida reduz parte dos encargos previdenciários cobrados de empresas de setores específicos e tem como objetivo aliviar os custos associados à contratação de trabalhadores.

    O calendário atualmente previsto estabelece uma retomada gradual da contribuição previdenciária sobre a folha. Em 2027, as empresas abrangidas colocarão uma parcela maior sobre os progressos, enquanto a contribuição calculada sobre a receita continuará na transição. Para 2028, está prevista a volta da contribuição de 20% sobre a folha, com o encerramento da desoneração nos moldes atuais.

    Para evitar esse resultado, o Congresso precisaria aprovar uma nova lei. Uma eventual prorrogação, porém, teria consequências para a arrecadação pública e exigiria avaliação do impacto nas contas do governo.

    Os efeitos também podem variar entre empresas. Negócios que empregam muitos trabalhadores podem sentir mudanças mais significativas nos custos, com possíveis reflexos sobre preços, contratações e planejamento financeiro.

    Parlamentares decidiram o destino de bilhões em recursos públicos

    A distribuição das emendas parlamentares será outro ponto importante. O Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027 reservou R$ 44,8 bilhões para emendas individuais e de bancada, sem incluir uma reserva específica para as emendas de comissão.

    Os parlamentares que assumirem os mandatos em fevereiro participarão da definição do destino de recursos destinados a estados e municípios. O dinheiro pode financiar hospitais, obras, equipamentos públicos, máquinas agrícolas e outras iniciativas.

    A distribuição dessas palavras também influencia o espaço disponível no orçamento federal para investimentos em áreas como universidades, infraestrutura, ciência e tecnologia.

    As emendas não são necessariamente improdutivas: seu impacto depende especificamente dos recursos, da execução dos projetos e dos benefícios gerados para a população. A discussão envolve justamente como equilibrar as prioridades indicadas pelos parlamentares com as demais despesas públicas.

    Vetos presidenciais também podem voltar à pauta

    A nova composição do Congresso poderá analisar vetos presidenciais relacionados à legislação tributária. Entre os temas afetados estão regras para o pagamento do imposto sobre transmissão de imóveis, benefícios fiscais para determinados produtos e tributação de clubes de futebol organizados como Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs).

    Se os vetos não forem aplicados até o final de 2026, poderão permanecer pendentes para a legislatura seguinte. Deputados e senadores deverão decidir se manterão as restrições feitas pelo presidente ou se restaurarem os trechos aprovados anteriormente pelo Legislativo.

    Essas decisões podem alterar regras tributárias para consumidores, empresas e setores econômicos específicos.

    Composição do Congresso influência nos próximos anos

    A eleição legislativa definirá quais grupos políticos terão maior presença nas duas Casas e como serão construídas as maiorias permitidas para aprovar projetos.

    A atuação dos parlamentares será determinante para mudanças que desativem novas leis, mas não poderão interromper automaticamente as regras já estabelecidas pela Constituição e pela legislação vigente.

    Por isso, o resultado da eleição para o Congresso terá efeitos que vão além das disputas partidárias. As decisões sobre impostos, custos das empresas e orçamento público poderão influenciar o funcionamento dos negócios, o financiamento de serviços e a distribuição de investimentos em todo o país.

  • VANBANK: conta digital que simplifica sua rotina e potencializa seu negócio. Abra já!

    VANBANK: conta digital que simplifica sua rotina e potencializa seu negócio. Abra já!

    Com atendimento online e soluções para pessoas físicas e jurídicas, a marca aposta na praticidade para facilitar a gestão financeira

    São Paulo (SP) – Organizar as finanças e acompanhar as movimentações do dia a dia são tarefas que desativam a praticidade. Com esta proposta, o VANBANK oferece um contato digital externo a pessoas físicas, empresas e empreendedores que buscam mais autonomia na administração de seus recursos.

    Segundo informações da marca, sua atuação começou em 2023, com operação totalmente online. Pelo aplicativo, os usuários podem consultar movimentações, acessar extratos e emitir comprovantes, reunindo ferramentas para o controle financeiro em um só lugar.
    A proposta é facilitar tanto a rotina pessoal quanto as necessidades de quem trabalha por conta própria ou administra uma empresa. O acesso pelo celular permite acompanhar as transações e manter as informações financeiras organizadas, sem a necessidade de deslocamento para atendimento presencial.

    Soluções para pessoas físicas e empresariais
    O VANBANK disponibiliza contas digitais para pessoas físicas e jurídicas. Os serviços incluem consulta de extratos, emissão de comprovantes e acompanhamento das movimentações pelo aplicativo.
    Para comerciantes, profissionais autônomos e interessados ​​em serviços, a marca também oferece máquinas de cartão. A amplia solução nas possibilidades de captação e atendimento de negócios que necessitam disponibilizar diferentes formas de pagamento aos clientes.
    O acompanhamento das transações contribui para a organização das entradas e saídas, apoiando o controle financeiro de pequenos empreendimentos.

    Foco no empreendedor
    Entre as prioridades informadas pelo VANBANK estão a ampliação da oferta de máquinas de cartão e o fortalecimento do atendimento a microempresas e profissionais autônomos.
    Com foco na experiência do usuário, a marca busca reúne acesso digital, facilidade de uso e suporte para quem deseja administrar suas finanças com mais praticidade.
    Os detalhes ao abrir uma conta podem consultar os canais oficiais para conhecer as funcionalidades disponíveis, as condições de contratação e as etapas de cadastro.
    Abra sua conta e conheça as soluções do VANBANK para sua rotina e seu negócio.

    Contato e informações
    • Site: vanbank.com.br
    • WhatsApp: (11) 4040-2020
    • E-mail: vanguardabank@gmail.com
    • Instagram: @sejavanbank
    • LinkedIn: VANBANK
  • Inflação acelera em setembro e volta a superar limite de tolerância em 12 meses

    Inflação acelera em setembro e volta a superar limite de tolerância em 12 meses

    Conta de luz, transportes e alimentação pressionaram o IPCA, que registrou alta de 0,82% no mês.

    A inflação oficial brasileira avançou 0,82% em setembro, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (9). Foi o maior resultado mensal desde março, quando o índice havia registrado 0,88%.

    Com a aceleração, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou a acumular 4,58% em 12 meses, acima do limite de tolerância de 4,5%. Em agosto, o acumulado era de 4,22%.

    Energia elétrica teve maior impacto

    A conta de luz subiu 7,98%, influenciada pelo encerramento do desconto do Bônus de Itaipu, aplicado em agosto.

    Como setembro foi comparado com um mês em que as faturas estavam reduzidas pelo benefício, a diferença elevou a variação do índice.

    Alimentos voltam a subir

    Após três meses de queda, alimentação e bebidas registraram alta de 0,83%. Entre os aumentos estiveram tomate, batata-inglesa, cebola e arroz.

    Nos transportes, as passagens aéreas avançaram 9,66%, enquanto os combustíveis ficaram 1,41% mais caros.

    A meta central é de 3%. Pelas regras vigentes, seu descumprimento ocorre quando a inflação permanece fora do intervalo de tolerância por seis meses consecutivos. 


  • Agro cobra próximo presidente por soluções para crédito, seguro rural e fertilizantes

    Agro cobra próximo presidente por soluções para crédito, seguro rural e fertilizantes

    Setor aponta gargalos que vão do financiamento à infraestrutura e espera propostas mais claras de Lula e Flávio Bolsonaro para reduzir custos, aumentar a segurança jurídica e melhorar a competitividade do campo

    O agronegócio brasileiro chega à reta final da eleição presidencial de 2026 com uma lista extensa de demandas para o próximo governo. Entre os principais pontos levantados por representantes do setor estão crédito rural mais acessível, ampliação do seguro agrícola, redução da dependência de fertilizantes importados, melhoria da infraestrutura e maior segurança jurídica.

    As cobranças ganham força no segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), marcado para 25 de outubro. Entidades e especialistas do setor afirmam que os planos apresentados até aqui ainda deixam lacunas em temas considerados estratégicos para a produção agropecuária brasileira.

    Crédito rural é uma das principais preocupações

    O financiamento aparece entre os maiores gargalos.

    Produtores reclamam principalmente dos juros elevados, da burocracia e da dificuldade de acesso a linhas de crédito, especialmente para pequenos e médios agricultores.

    Segundo entidades citadas em levantamentos recentes, existe um déficit estimado em cerca de R$ 500 bilhões no financiamento do agronegócio, considerando as necessidades de expansão e modernização do setor.

    A demanda é por mecanismos que combinem recursos públicos e privados e reduzam a dependência exclusiva do Plano Safra.

    Setor quer seguro rural mais amplo

    O seguro rural é outro tema considerado urgente.

    Eventos climáticos extremos, como secas prolongadas, enchentes, ondas de calor e geadas, vêm ampliando os prejuízos nas lavouras e tornando a atividade cada vez mais exposta.

    Apesar disso, apenas uma pequena parcela da área agrícola brasileira possui cobertura.

    Dados citados por especialistas mostram que, em 2025, aproximadamente 3,3% da área cultivada no país estava protegida por seguro rural.

    Para produtores e entidades, o próximo governo precisará ampliar de forma significativa os recursos destinados à subvenção dos seguros.

    Fertilizantes continuam sendo ponto vulnerável

    Outra preocupação é a forte dependência brasileira de fertilizantes estrangeiros.

    O país está entre os maiores produtores agrícolas do mundo, mas importa grande parte dos insumos utilizados nas lavouras.

    Essa dependência deixa os custos de produção vulneráveis a guerras, variações cambiais, sanções comerciais e problemas logísticos internacionais.

    Os dois candidatos mencionam a necessidade de ampliar a produção nacional, mas apresentam caminhos diferentes.

    Lula tem defendido maior participação da Petrobras, expansão de bioinsumos e retomada da produção doméstica.

    Flávio Bolsonaro, por sua vez, menciona maior exploração das reservas minerais brasileiras.

    Especialistas alertam, no entanto, que limitações técnicas e geológicas impedem uma substituição rápida das importações.

    Infraestrutura continua limitando competitividade

    Estradas, ferrovias, hidrovias e portos continuam entre as demandas históricas do agronegócio.

    Em muitas regiões produtoras, o custo para transportar soja, milho, carne e outros produtos até os portos representa uma parcela significativa do preço final.

    Representantes do setor defendem a continuidade de concessões privadas, investimentos ferroviários e expansão das rotas de escoamento pelo Norte do país.

    A melhoria da logística é vista como uma forma de reduzir o chamado “Custo Brasil” e aumentar a competitividade frente a concorrentes como Estados Unidos e Argentina.

    Segurança jurídica no campo também preocupa

    O setor também cobra regras mais claras para questões fundiárias, ambientais e tributárias.

    Produtores pedem segurança jurídica sobre propriedade da terra, licenciamento ambiental, regularização fundiária e aplicação das regras do Código Florestal.

    A Frente Parlamentar da Agropecuária e diferentes entidades do setor têm defendido que mudanças relevantes nessas áreas sejam feitas com previsibilidade, evitando alterações frequentes que dificultem investimentos de longo prazo.

    Questão ambiental ganha peso nas exportações

    As exigências ambientais deixaram de ser apenas uma questão interna e passaram a afetar diretamente o comércio exterior.

    Grandes compradores internacionais, especialmente a União Europeia, estão implementando regras que exigem rastreabilidade e comprovação de que produtos agrícolas não estão associados ao desmatamento.

    Por isso, o próximo governo também terá de conciliar aumento da produção com combate ao desmatamento ilegal e aprimoramento dos sistemas de rastreabilidade.

    A ex-ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira afirmou recentemente que o fim do desmatamento ilegal deveria estar entre as prioridades do próximo governo, inclusive para preservar a competitividade internacional do Brasil.

    Pequenos produtores cobram assistência e acesso ao mercado

    Nem todas as demandas do agro envolvem grandes propriedades.

    Agricultores familiares também cobram assistência técnica, crédito, seguro e melhores condições de comercialização.

    A regularização fundiária é especialmente importante para pequenos produtores, já que a documentação da propriedade pode ser necessária para conseguir financiamento em instituições financeiras.

    Programas de armazenagem e cooperativismo também aparecem entre as demandas.

    Setor quer planejamento de longo prazo

    Uma reclamação recorrente é a falta de políticas permanentes.

    Representantes do setor argumentam que decisões relacionadas a crédito, seguro, infraestrutura e comércio exterior não podem depender apenas de medidas emergenciais tomadas a cada safra.

    A cobrança é por uma política de Estado para o agronegócio, com planejamento de longo prazo e maior previsibilidade para investimentos.

    Planos dos candidatos ainda são considerados pouco detalhados

    Embora Lula e Flávio Bolsonaro apresentem propostas para o campo, especialistas afirmam que há pontos importantes sem detalhamento suficiente.

    No crédito rural, por exemplo, Lula fala em ampliar os recursos, enquanto Flávio enfatiza maior participação do setor privado e regularização fundiária.

    No seguro rural, ambos defendem expansão, mas ainda há dúvidas sobre quanto dinheiro seria destinado ao programa e de onde viriam os recursos.

    O mesmo ocorre com fertilizantes e infraestrutura, áreas nas quais as propostas ainda dependem de maior detalhamento técnico e orçamentário.

    Agro terá peso relevante no próximo governo

    O agronegócio responde por parcela expressiva das exportações brasileiras e influencia diretamente a balança comercial, o emprego e a atividade econômica de centenas de municípios.

    Por isso, as decisões do próximo presidente sobre juros, crédito, infraestrutura, meio ambiente, comércio exterior e tributação terão impacto direto sobre o setor.

    A cobrança das entidades é que, passada a eleição, as promessas sejam transformadas em políticas concretas.

    Para o agronegócio, o principal desafio não é apenas produzir mais, mas reduzir riscos, custos e incertezas para manter o Brasil competitivo no mercado internacional.

  • Número de chaves Pix ultrapassa 1 bilhão em setembro, segundo Banco Central

    Número de chaves Pix ultrapassa 1 bilhão em setembro, segundo Banco Central

    Marca reforça a expansão do sistema de pagamentos instantâneos, que se tornou parte da rotina financeira de milhões de brasileiros

    O número de chaves Pix cadastradas no Brasil ultrapassou a marca de 1 bilhão em setembro de 2026, segundo dados do Banco Central. O resultado mostra a dimensão alcançada pelo sistema de pagamentos instantâneos desde seu lançamento e consolida o Pix como uma das principais ferramentas utilizadas nas transações financeiras do país.

    As estatísticas oficiais do Banco Central acompanham mensalmente a quantidade de chaves registradas no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT), além de informações sobre usuários, transações e outros indicadores relacionados ao Pix.

    O que são as chaves Pix

    Guia prático: saiba tudo sobre a Chave Pix

    A chave Pix funciona como um identificador que permite receber pagamentos sem a necessidade de informar todos os dados bancários da conta.

    Entre os tipos disponíveis estão CPF, CNPJ, número de celular, endereço de e-mail e chave aleatória. Uma mesma pessoa pode ter mais de uma chave e também pode possuir chaves vinculadas a diferentes instituições financeiras.

    Por isso, o número de chaves não representa a quantidade de pessoas que utilizam o sistema. Uma única pessoa pode cadastrar diversas chaves, enquanto empresas também podem registrar identificadores.

    Crescimento acompanha expansão do Pix

    Desde sua criação, o Pix passou por uma expansão acelerada no sistema financeiro brasileiro. O Banco Central já havia registrado, poucos anos após o lançamento, dezenas de milhões de usuários incorporados ao sistema financeiro por meio da ferramenta.

    A evolução também está relacionada à variedade de situações em que o Pix pode ser utilizado. O sistema permite transferências entre pessoas, pagamentos a empresas, operações comerciais e outras modalidades de movimentação financeira.

    As estatísticas do Banco Central são atualizadas mensalmente e incluem dados sobre chaves cadastradas, usuários, quantidade e volume financeiro das transações.

    Mais chaves não significam mais usuários

    Apesar da marca de 1 bilhão, o número não deve ser interpretado como se existissem 1 bilhão de usuários diferentes do Pix.

    Isso ocorre porque uma mesma pessoa ou empresa pode possuir várias chaves. Um usuário pode, por exemplo, ter uma chave vinculada ao CPF, outra ao número de telefone e ainda utilizar uma chave aleatória.

    O indicador, portanto, ajuda principalmente a medir a dimensão da infraestrutura de identificação criada para o sistema.

    Pix se consolida no cotidiano financeiro

    A expansão das chaves acompanha a popularização dos pagamentos instantâneos no país. A possibilidade de realizar transferências em poucos segundos, inclusive fora do horário tradicional de funcionamento bancário, contribuiu para transformar o Pix em uma ferramenta presente em diferentes situações do cotidiano.

    Além dos pagamentos entre pessoas, empresas passaram a utilizar o sistema para receber valores de clientes e realizar operações financeiras.

    O Banco Central mantém uma base pública com estatísticas sobre o Pix, incluindo informações sobre chaves, usuários, transações e fraudes registradas no sistema.

    A marca de 1 bilhão de chaves cadastradas representa, assim, mais um marco na trajetória do sistema criado pelo Banco Central e evidencia a dimensão que o Pix alcançou dentro do sistema financeiro brasileiro.