Categoria: Mundo

  • Nasce Isabela, primeira filha de Mari Fernandez e Júlia Ribeiro

    Nasce Isabela, primeira filha de Mari Fernandez e Júlia Ribeiro

    Bebê nasceu em São Paulo e teve a chegada celebrada pelas mães nas redes sociais; cantora fez homenagem à esposa após o parto

    A cantora Mari Fernandez e a influenciadora Júlia Ribeiro celebraram o nascimento da primeira filha do casal, Isabela, nesta quinta-feira, 1º de outubro de 2026.

    A bebê nasceu às 13h22, em São Paulo, marcando uma nova fase na vida das duas, que compartilharam registros emocionantes dos primeiros momentos da filha nas redes sociais.

    Casal celebrou chegada da filha nas redes sociais

    Após o nascimento, Mari e Júlia publicaram fotos do parto e da recém-nascida para anunciar oficialmente a chegada de Isabela aos seguidores.

    Na publicação conjunta, as duas celebraram a filha como “nosso maior presente”, acompanhando a mensagem com a data e o horário do nascimento.

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    A notícia rapidamente recebeu mensagens de carinho de fãs, amigos e personalidades que acompanham a trajetória do casal.

    Mari Fernandez homenageou Júlia após o parto

    Além de celebrar a chegada da filha, Mari Fernandez fez uma declaração especial para Júlia Ribeiro, destacando a força demonstrada pela companheira durante o nascimento de Isabela.

    A cantora relatou ter acompanhado de perto todo o esforço da esposa e afirmou que não suportaria metade do que Júlia enfrentou durante o parto.

    Mari também agradeceu à companheira pela realização do sonho de formar uma família e afirmou sentir orgulho da esposa.

    Júlia fala sobre emoção de se tornar mãe

    Júlia Ribeiro também falou sobre o nascimento da filha e descreveu o momento como a realização de um sonho aguardado há muito tempo.

    Segundo a influenciadora, durante a gravidez ela imaginou repetidamente como seria finalmente olhar para o rosto de Isabela e segurá-la nos braços.

    Após o parto, Júlia contou que a bebê nasceu bem e que vive um momento de felicidade e alívio com a chegada da filha.

    Gravidez aconteceu após fertilização in vitro

    A chegada de Isabela também representa o resultado de uma jornada de reprodução assistida.

    Júlia engravidou após passar por um processo de fertilização in vitro (FIV). 

    O casal utilizou o chamado método ROPA, técnica de reprodução assistida que permite a participação das duas mulheres no processo de formação da gestação.

    Segundo informações divulgadas sobre a trajetória do casal, a gravidez ocorreu após a segunda transferência embrionária, depois de uma primeira tentativa que não resultou em gestação.

    Gravidez foi anunciada em março

    Mari Fernandez e Júlia Ribeiro anunciaram publicamente que esperavam a primeira filha em março de 2026.

    No mês seguinte, o casal realizou um chá revelação em Fortaleza, no Ceará, quando revelou aos familiares e amigos que esperava uma menina e anunciou o nome escolhido: Isabela.

    As duas estão juntas há quase cinco anos e oficializaram a união em outubro de 2025.

    Mari pretende reduzir agenda profissional

    Antes mesmo do nascimento da filha, Mari Fernandez já havia comentado publicamente sobre mudanças na rotina profissional após a chegada de Isabela.

    A cantora afirmou que pretendia reduzir o ritmo da agenda de shows para acompanhar mais de perto os primeiros meses da filha, apoiar Júlia e participar da nova rotina familiar.

    Agora, com a chegada da bebê, o casal inicia uma nova fase. Mãe e filha passam bem, segundo as informações divulgadas após o nascimento, enquanto Mari e Júlia recebem mensagens de carinho pela chegada de Isabela.

  • Vítimas de violência doméstica poderão receber benefício durante afastamento do trabalho

    Vítimas de violência doméstica poderão receber benefício durante afastamento do trabalho

    Nova regulamentação permite afastamento remunerado por até seis meses e alcança trabalhadoras com carteira assinada, autônomas, MEIs e até mulheres sem contribuição previdenciária

    Mulheres vítimas de violência doméstica e familiar poderão permanecer afastadas do trabalho por até seis meses sem ficarem desamparadas financeiramente, desde que a medida de afastamento seja determinada pela Justiça.

    O novo entendimento define de forma mais clara quem será responsável pelo pagamento durante esse período e contempla diferentes situações profissionais, incluindo trabalhadoras registradas, microempreendedoras individuais, autônomas, contribuintes da Previdência e mulheres que atuam informalmente.

    O parecer foi assinado na quinta-feira, 1º de outubro, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e consolida entendimentos judiciais relacionados à proteção prevista na Lei Maria da Penha.

    Como funcionará para quem tem carteira assinada?

    Para as trabalhadoras com vínculo formal de emprego, a empresa será responsável pela remuneração dos primeiros 15 dias de afastamento.

    A partir do 16º dia, o pagamento passa a ser de responsabilidade do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

    Durante o período determinado pela Justiça, a trabalhadora também mantém a proteção do vínculo empregatício, permitindo que se afaste para preservar sua segurança sem precisar escolher entre continuar trabalhando em uma situação de risco ou perder a fonte de renda.

    MEIs e autônomas também estão incluídas

    A proteção não se limita às trabalhadoras contratadas pelo regime da CLT.

    Mulheres que contribuem para a Previdência Social, mas trabalham sem vínculo formal de emprego, também poderão receber o pagamento.

    Entre as categorias abrangidas estão:

    • microempreendedoras individuais (MEIs);

    • trabalhadoras autônomas;

    • contribuintes individuais;

    • contribuintes facultativas;

    • seguradas especiais;

    • diaristas que recolhem para o Regime Geral de Previdência Social.

    Nessas situações, o INSS deverá realizar o pagamento desde o primeiro dia de afastamento, já que não existe empregador responsável pelos primeiros 15 dias.

    E quem nunca contribuiu para o INSS?

    Uma das principais mudanças envolve mulheres que trabalham informalmente e não possuem qualidade de segurada da Previdência Social.

    Mesmo nesses casos, a proteção financeira poderá existir.

    Para essas vítimas, deverá ser concedido um benefício assistencial eventual, cuja responsabilidade será dos estados, Distrito Federal ou municípios, conforme determinação judicial e execução por meio da assistência social.

    Isso significa que a proteção prevista para situações de violência doméstica não ficará restrita às mulheres que fizeram contribuições previdenciárias.

    Justiça precisa determinar o afastamento

    O benefício não será concedido automaticamente apenas mediante solicitação ao INSS.

    Para ter acesso à proteção, é necessária uma decisão judicial que determine o afastamento temporário do trabalho como medida de proteção à vítima.

    Essa determinação pode partir, por exemplo, de uma Vara de Violência Doméstica, Vara Criminal ou de outro órgão competente da Justiça estadual.

    Com a decisão em mãos, a vítima poderá solicitar o benefício pelos canais do INSS.

    Segundo as regras divulgadas, o atendimento deverá ocorrer de maneira prioritária e sigilosa, justamente por envolver situações de violência doméstica e familiar.

    Não será necessária perícia médica

    Outro ponto importante é que a vítima não precisará passar por perícia médica para comprovar o direito ao afastamento.

    A própria decisão judicial determinando a interrupção temporária das atividades profissionais será suficiente para fundamentar a concessão.

    Dessa forma, não será necessário submeter a mulher a uma nova avaliação para demonstrar que precisa se afastar do ambiente profissional.

    Pedido poderá ser feito pelo Meu INSS

    Nos casos em que o pagamento for de responsabilidade da Previdência, a solicitação poderá ser encaminhada por meio do aplicativo ou portal Meu INSS.

    O procedimento deverá considerar a ordem judicial que determinou o afastamento.

    O Ministério da Previdência Social e o INSS receberam prazo para adequar seus sistemas e regulamentar os procedimentos necessários à realização dos pagamentos. As regras também deverão alcançar casos de afastamento que já estejam em andamento.

    Lei Maria da Penha já previa proteção por até seis meses

    A possibilidade de afastamento do local de trabalho não surgiu agora.

    A Lei Maria da Penha já previa a manutenção do vínculo empregatício por até seis meses quando fosse necessário afastar a vítima de suas atividades para preservar sua integridade física e psicológica.

    Durante anos, porém, existiram dúvidas sobre quem deveria assumir a remuneração da trabalhadora durante esse período.

    Decisões posteriores do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF) ajudaram a definir como a responsabilidade financeira deveria ser distribuída.

    Em 2019, o STJ entendeu que o afastamento deveria ser tratado como interrupção do contrato de trabalho, estabelecendo a responsabilidade do empregador pelos primeiros 15 dias e da Previdência pelo período posterior.

    O tema também chegou ao STF, que analisou aspectos relacionados à proteção previdenciária e assistencial das vítimas.

    Período poderá contar para aposentadoria

    O entendimento também esclareceu questões previdenciárias relacionadas ao período em que a trabalhadora permanecer afastada.

    Entre os pontos discutidos está a contabilização do afastamento para fins de aposentadoria, além do tratamento previdenciário dos valores recebidos durante o período de proteção.

    A intenção é evitar que a mulher sofra uma nova consequência financeira por precisar interromper temporariamente suas atividades para escapar de uma situação de violência.

    Agressor poderá ser obrigado a ressarcir valores

    Outra possibilidade prevista é a cobrança dos valores pagos pelo poder público diretamente do responsável pela violência.

    Assim, o Estado poderá recorrer à Justiça para buscar o ressarcimento do agressor pelos recursos utilizados para garantir a proteção financeira da vítima durante o afastamento.

    A medida busca evitar que todo o custo decorrente das consequências da violência recaia exclusivamente sobre o poder público.

    Proteção busca garantir renda e segurança

    A definição das regras tenta solucionar uma dificuldade enfrentada por muitas mulheres vítimas de violência doméstica: a dependência financeira e a necessidade de continuar trabalhando mesmo quando o afastamento é fundamental para preservar sua segurança.

    Com o novo entendimento, mulheres em diferentes condições profissionais passam a ter mecanismos para manter uma fonte de renda enquanto cumprem uma medida de afastamento determinada judicialmente.

    A duração poderá chegar a seis meses, conforme a necessidade identificada pela Justiça em cada caso.

  • Vídeo de Virginia Fonseca apoiando Flávio Bolsonaro é falso e foi manipulado com IA

    Vídeo de Virginia Fonseca apoiando Flávio Bolsonaro é falso e foi manipulado com IA

    Checagem identificou adulteração de gravação publicada em maio; assessoria da influenciadora negou a autenticidade do conteúdo que circula nas redes.

    É falso o vídeo que atribui à influenciadora Virginia Fonseca uma declaração de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência nas eleições de 2026.

     Segundo a checagem do Fato ou Fake, do g1, uma gravação verdadeira foi alterada com inteligência artificial para fabricar o pronunciamento político. 

    Publicação usa reportagem falsa

    O material ganhou circulação no X e no TikTok a partir de domingo, 27 de setembro. Além da fala manipulada, as publicações exibem uma suposta notícia do g1 anunciando o apoio.

    O portal informou que não publicou essa reportagem. A montagem também utiliza um símbolo antigo do veículo, associando indevidamente sua identidade visual ao conteúdo falso. 

    Gravação original tratava de outro assunto

    O vídeo usado na adulteração foi publicado por Virginia no Instagram em 20 de maio. Na ocasião, ela negava ter cometido racismo contra o jogador Vini Jr., após a repercussão de uma gravação feita em Dubai.

    O pronunciamento original não era uma manifestação eleitoral. Procurada pela equipe de checagem, a assessoria afirmou que a versão política não foi produzida nem publicada nas redes da influenciadora. 

    Análises apontaram manipulação

    O Fato ou Fake submeteu o arquivo às ferramentas Hive Moderation e Mever/InVID. Ambas apresentaram resultados que apontaram o uso de inteligência artificial. A conclusão também se apoiou na identificação da gravação original e na resposta da assessoria. 

    Como conferir uma declaração antes de compartilhar

    Antes de repassar um vídeo atribuído a uma personalidade pública, o leitor pode adotar algumas verificações:

    • Buscar a publicação nos perfis oficiais da pessoa.
    • Procurar a reportagem no site do veículo cuja marca aparece na imagem.
    • Conferir a data e o contexto da gravação original.
    • Consultar checagens jornalísticas, especialmente quando o conteúdo apresenta uma declaração surpreendente.

    Uma captura de tela com logotipo ou um vídeo aparentemente convincente não substitui a confirmação da origem. Neste caso, a checagem desmentiu especificamente a gravação que circula como declaração de apoio de Virginia a Flávio Bolsonaro. 

  • Fãs se despedem de Lito Sousa em velório na Zona Norte de São Paulo

    Fãs se despedem de Lito Sousa em velório na Zona Norte de São Paulo

    Criador do canal Aviões e Músicas morreu aos 59 anos; cerimônia teve período aberto ao público e espaço reservado para familiares e amigos.

    Fãs e admiradores de Lito Sousa, especialista em aviação e criador do canal Aviões e Músicas, prestaram suas últimas homenagens nesta sexta-feira, 2 de outubro, em Santana, na Zona Norte de São Paulo. O comunicador morreu na quinta-feira (1º), aos 59 anos. 

    A despedida aberta ao público foi organizada para o período das 9h às 12h, na Avenida Braz Leme, 2.594, na região do Campo de Marte. A família também contou com um espaço reservado para parentes e amigos próximos, com acesso controlado por lista de convidados. 

    Família pede respeito à privacidade

    A equipe de Lito orientou os participantes a não fotografar nem filmar o velório, atendendo a um pedido da esposa, Mila Seidl. Avisos foram colocados no local para reforçar a solicitação e preservar a intimidade da despedida.

    A organização também separou o acesso do público daquele destinado à família e aos amigos. Em comunicado, a assessoria agradeceu as mensagens de apoio e as homenagens recebidas desde a confirmação da morte. 

    Morte foi anunciada pela esposa

    Mila comunicou o falecimento nas redes sociais por meio de um vídeo com imagens do marido e uma mensagem de despedida. Na homenagem, destacou o impacto do trabalho de Lito e a forma como ele ajudou tantas pessoas a se sentirem mais seguras para viajar de avião. A notícia foi posteriormente confirmada em comunicado oficial. 

    Lito deixa a esposa e o filho Malone, de sete anos. Sua morte também foi lamentada por profissionais e veículos especializados em aviação, que recordaram sua dedicação à divulgação de conhecimento e à segurança de voo. 

    Diagnóstico havia sido divulgado em agosto

    O influenciador havia tornado público, em agosto, o diagnóstico de doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma condição neurodegenerativa rara e de rápida evolução. Nos meses seguintes, Mila compartilhou atualizações sobre o estado de saúde do marido e o tratamento experimental ao qual ele estava sendo submetido.

    Na semana anterior à morte, ela informou aos seguidores que ainda não havia respostas significativas ao tratamento e pediu paciência diante da diferença entre a velocidade de progressão da doença e a possível resposta ao medicamento. 

    Dos hangares à divulgação da aviação

    Antes de se tornar conhecido na internet, Lito construiu uma carreira de mais de três décadas no setor aéreo, com passagens por empresas como Varig, Transbrasil e United Airlines. A experiência em manutenção de aeronaves se tornou a base de suas explicações sobre o funcionamento dos aviões.

    Em 2004, criou o blog Aviões e Músicas, aproximando do público informações técnicas que costumavam circular principalmente entre profissionais da área. O projeto posteriormente ganhou espaço no YouTube e transformou Lito em uma referência brasileira na divulgação de temas ligados à aviação. 

    Conteúdo ajudou passageiros a perder o medo de voar

    Com linguagem acessível, Lito abordava assuntos como turbulência, manutenção, segurança e acidentes aéreos, traduzindo conceitos complexos para pessoas sem formação técnica. Seu canal conquistou milhões de seguidores e ajudou passageiros a compreender melhor o que acontece durante um voo. 

    A atuação também se estendeu à formação profissional. Após deixar a United Airlines para se dedicar ao conteúdo, ele criou uma escola de manutenção aeronáutica, voltada à preparação de novos técnicos para o setor. 

  • Policial civil é preso após atropelar mãe e dois filhos em SP; menino de 10 anos está grave

    Policial civil é preso após atropelar mãe e dois filhos em SP; menino de 10 anos está grave

    Agente dirigia uma viatura descaracterizada e apresentava sinais de embriaguez, segundo a PM. Mãe e irmã da criança também foram hospitalizadas.

    Um policial civil foi preso em flagrante após atropelar uma mulher e os dois filhos dela no bairro de Santana, na Zona Norte de São Paulo. Um menino de 10 anos ficou gravemente ferido e precisou passar por uma cirurgia na cabeça.

    A mãe e a irmã dele também foram hospitalizadas, mas apresentavam quadro estável, conforme as informações divulgadas nesta quinta-feira, 1º de outubro.

    O atropelamento aconteceu no cruzamento da Avenida Cruzeiro do Sul com a Rua Pedro Vicente. 

    As três vítimas receberam atendimento de equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foram encaminhadas ao Hospital das Clínicas. 

    Motorista conduzia uma viatura descaracterizada

    O policial foi identificado como Douglas Willian Pedroso, que atua como carcereiro na Divisão de Investigação sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas (Divecar), vinculada ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

    Segundo a Polícia Militar, o automóvel envolvido era um Chevrolet Cobalt utilizado como viatura descaracterizada da Polícia Civil. Quando as primeiras equipes chegaram para atender a ocorrência, o veículo já havia deixado o local.

    Os policiais militares realizaram buscas na região e localizaram o carro conduzido pelo agente. A identificação do veículo e do motorista permitiu o encaminhamento da ocorrência à Polícia Civil. 

    PM relatou sinais de embriaguez

    De acordo com a Polícia Militar, Douglas apresentava sinais visíveis de embriaguez durante a abordagem. 

    Ele se recusou a realizar o teste do etilômetro, conhecido como bafômetro, e recebeu voz de prisão em flagrante.

    As informações preliminares também apontam que o policial deixou o endereço depois de atingir os pedestres.

     A dinâmica do atropelamento e a conduta do motorista fazem parte da apuração.

    A suspeita de embriaguez foi relatada pelas autoridades que atenderam o caso. 

    A recusa ao teste e os demais elementos reunidos deverão ser considerados no procedimento investigativo. 

    Criança segue em estado grave

    O menino de 10 anos foi a vítima com o quadro mais delicado. As informações divulgadas apontam que ele precisou de uma intervenção cirúrgica na cabeça e permanecia em estado grave.

    A mãe e a irmã também ficaram internadas, com condições de saúde descritas como estáveis. 

    Não foram divulgados, nas informações consultadas, detalhes sobre a idade da menina ou a previsão de alta das vítimas.

    Corregedoria acompanha a ocorrência

    O caso foi encaminhado à Corregedoria da Polícia Civil, responsável pela apuração envolvendo o agente. 

    O delegado de plantão determinou o recolhimento da arma do policial e a realização de exames periciais no automóvel.

    A prisão em flagrante foi confirmada com base no Código de Trânsito Brasileiro. 

    O policial permaneceu detido na sede da Corregedoria, na Lapa, Zona Oeste da capital.

    A investigação deverá esclarecer as circunstâncias do atropelamento a partir dos registros da ocorrência e dos exames no veículo. 

  • Brasil registra período pré-eleitoral mais violento em dez anos, aponta pesquisa

    Brasil registra período pré-eleitoral mais violento em dez anos, aponta pesquisa

    Levantamento identificou 354 episódios entre outubro de 2024 e agosto de 2026; mulheres e representantes da política municipal estão entre os principais alvos.

    O Brasil registrou 354 casos de violência política entre 28 de outubro de 2024 e 15 de agosto de 2026, uma média de uma ocorrência a cada 44 horas.

     Segundo pesquisa das organizações Terra de Direitos e Justiça Global, esse foi o período pré-eleitoral com mais registros nos dez anos de acompanhamento.

    O total representa um aumento de 18,4% em relação ao intervalo anterior, entre novembro de 2022 e agosto de 2024, quando foram identificados 299 episódios.

     Os dados integram a versão preliminar da quarta edição do estudo Violência Política e Eleitoral no Brasil.

    O recorte vai do dia seguinte ao segundo turno das eleições municipais de 2024 até a véspera do início da propaganda eleitoral de 2026. Portanto, os números ainda não incluem os acontecimentos da campanha deste ano. 

    Violência persiste mesmo nos anos sem eleições

    O levantamento mostra que ameaças e agressões não se restringem às disputas nas urnas. Somente em 2025, ano sem eleições, foram registrados 225 casos.

    Em 96,3% dos episódios analisados, as vítimas já exerciam mandatos ou ocupavam cargos públicos.

     Para as organizações responsáveis pela pesquisa, esse resultado evidencia a necessidade de proteção contínua durante o exercício das funções políticas.

    As entidades avaliam que medidas concentradas apenas no período de campanha ou na segurança de candidatos deixam de alcançar uma parte importante das vítimas. Vereadores, prefeitos e outras lideranças seguem expostos depois da votação, durante a rotina de trabalho. 

    Ameaças são a forma de violência mais frequente

    Entre as ocorrências identificadas, as ameaças lideram os registros, com 193 casos. Na sequência aparecem ofensas, agressões físicas, atentados e assassinatos.

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    Mulheres representam metade das vítimas

    Apesar da baixa presença feminina nos espaços de representação, mulheres cisgêneras, trans e travestis foram vítimas em 50,6% dos episódios, segundo o levantamento.

    A pesquisa também identificou diferenças nos tipos de ataques. 

    Os homens foram os principais alvos da violência física, enquanto ameaças e ofensas atingiram proporcionalmente mais as mulheres.

    Todos os 31 registros de ameaças de violência sexual tiveram mulheres como alvo.

     O mesmo ocorreu nos 67 episódios com conteúdo de conotação sexual ou comentários sobre o corpo e a aparência.

    Para as pesquisadoras, essas práticas criam obstáculos à permanência de mulheres na política e podem intimidar novas candidaturas. 

    A violência afeta tanto a segurança pessoal quanto as condições de participação nos espaços de decisão. 

    Vereadores e prefeitos concentram os ataques

    A política municipal reuniu 63% dos casos, com vereadores e prefeitos entre os principais alvos. A concentração também aparece nos episódios mais graves.

    Dos 28 registros com intenção de matar, 24 ocorreram contra agentes políticos locais. Esse grupo inclui dez dos 11 assassinatos e 14 dos 17 atentados contabilizados.

    O resultado reforça a exposição de representantes que atuam diretamente nos municípios. Segundo as organizações, a proteção dessas lideranças precisa considerar os riscos presentes durante todo o mandato. 

    Poucos episódios resultaram em punição

    O estudo aponta uma baixa proporção de responsabilização dos autores. Embora 300 episódios tenham sido objeto de denúncia formal ou pública, apenas 46 casos tinham apuração judicial ou policial em andamento, conforme as informações reunidas.

    Somente nove ocorrências, equivalentes a 2,5% do total, haviam resultado em punição efetiva. 

    A pesquisa também identificou 52 episódios dentro do próprio local de trabalho parlamentar.

    Em 64 casos, o agressor ocupava mandato eletivo ou cargo público. As entidades defendem respostas institucionais que incluam prevenção, acolhimento das vítimas, investigação e responsabilização. 

  • Sete em cada dez jovens com câncer de mama no SUS recebem diagnóstico em estágio avançado

    Sete em cada dez jovens com câncer de mama no SUS recebem diagnóstico em estágio avançado

    Levantamento aponta maior proporção de diagnósticos tardios entre pacientes de 20 a 29 anos; atenção aos sintomas e acesso rápido à investigação são fundamentais em qualquer idade.

    Entre as mulheres de 20 a 29 anos com câncer de mama atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sete em cada dez recebem o diagnóstico nos estágios 3 ou 4, considerados avançados. 

    O dado integra o Panorama da Atenção ao Câncer de Mama no SUS, elaborado pelo Observatório de Oncologia, ligado à Associação Brasileira de Câncer do Sangue (Abrale), em parceria com o Instituto Natura.

    Divulgado nesta quinta-feira, 1º de outubro, o relatório analisa informações públicas do Ministério da Saúde referentes ao período de 2015 a 2025. O percentual diz respeito às jovens com a doença atendidas na rede pública, e não ao risco de todas as mulheres dessa idade desenvolverem câncer.

    Diagnóstico avançado também atinge outras faixas etárias

    O levantamento mostra que a proporção de diagnósticos nos estágios 3 ou 4 diminui nas faixas de maior idade, embora permaneça elevada. Entre pacientes de 30 a 39 anos, o índice foi de 62,7%. Na faixa de 40 a 49 anos, chegou a 54,6%, enquanto entre mulheres de 50 a 69 anos ficou em 47,9%.

    Considerando todas as idades, metade dos diagnósticos registrados em 2025 ocorreu em fase avançada. O panorama também aponta dificuldades no início do atendimento: o intervalo médio entre a confirmação da doença e o tratamento foi de 86 dias em 2025, o menor da série analisada. 

    Sintomas precisam ser investigados em qualquer idade

    As orientações do Instituto Nacional de Câncer (INCA) destacam que alterações suspeitas nas mamas devem ser avaliadas mesmo em mulheres jovens. A identificação de um sinal não confirma, por si só, a presença de câncer, mas exige investigação para esclarecer sua causa.

    Entre os sinais que merecem atenção estão:

    • Caroço endurecido, fixo ou que aumenta de tamanho na mama;
    • Saída espontânea de líquido pelo mamilo;
    • Pele com aspecto de casca de laranja;
    • Retração da pele ou mudança no formato do mamilo;
    • Aumento progressivo do tamanho da mama;
    • Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço;
    • Lesão na pele da mama que não melhora com tratamento.

    Segundo o INCA, esses sintomas devem ser investigados por um médico. A idade não deve impedir a procura por atendimento diante de uma alteração suspeita.

    Rastreamento e investigação de sintomas são diferentes

    Uma distinção importante é a diferença entre rastreamento e diagnóstico precoce. 

    O rastreamento utiliza exames em pessoas sem sinais ou sintomas para identificar alterações que necessitem de investigação. 

    Já o diagnóstico precoce busca reconhecer e esclarecer manifestações suspeitas da doença.

    Por isso, estar fora da faixa prioritária da mamografia de rotina não significa que uma mulher com sintomas deva esperar para ser examinada. A avaliação profissional orienta quais procedimentos são necessários em cada situação.

    Conforme a recomendação atual publicada pelo INCA, a faixa prioritária para o rastreamento mamográfico é de 50 a 74 anos, com realização a cada dois anos.

     Mulheres entre 40 e 49 anos e acima de 74 anos também podem ter acesso ao exame, após orientação sobre seus possíveis benefícios e riscos. 

    Conhecer o próprio corpo ajuda a reconhecer alterações

    O INCA orienta que as mulheres observem suas mamas nas situações habituais do cotidiano, sem necessidade de seguir uma técnica rígida ou um calendário fixo de autoexame. O objetivo é reconhecer mudanças e buscar esclarecimento médico quando necessário.

    A observação das mamas não substitui a avaliação profissional nem os exames indicados. Estudos sobre o autoexame como método de rastreamento não demonstraram redução da mortalidade pela doença.

    Além da informação, o diagnóstico precoce depende de uma rede de saúde capaz de acolher as pacientes, avaliar os sinais e oferecer investigação em tempo oportuno. O INCA recomenda prioridade na marcação de exames para mulheres que já apresentam lesão palpável ou outro sinal de alerta. 

    Brasil estima mais de 78 mil novos casos por ano

    O INCA estima 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no Brasil entre 2026 e 2028. O cenário reforça a importância de combinar informação, acompanhamento de saúde e acesso ao diagnóstico.

    No Outubro Rosa, a atenção aos sinais deve alcançar mulheres de diferentes idades. Reconhecer uma alteração e procurar atendimento são passos essenciais para que a investigação comece o mais cedo possível. 

  • Groenlândia e Antártida perderam mais de 12 trilhões de toneladas de gelo desde 1979

    Groenlândia e Antártida perderam mais de 12 trilhões de toneladas de gelo desde 1979

    Estudo com dados de satélites mostra aceleração do derretimento e impacto direto sobre o nível dos oceanos

    MUNDO – Um novo levantamento científico revelou a dimensão da perda de gelo registrada nas duas maiores regiões congeladas do planeta.

    Desde 1979, aproximadamente 12,5 trilhões de toneladas de gelo desapareceram da Groenlândia e da Antártida, segundo estudo baseado em décadas de dados obtidos por satélites. 

    O volume é equivalente a quase 11,3 trilhões de toneladas métricas de gelo transformadas em água.

    Segundo os pesquisadores, essa quantidade foi suficiente para elevar o nível médio global dos oceanos em aproximadamente 3,1 centímetros, além de outros fatores que também contribuem para o avanço do mar. 

    Um dos aspectos mais relevantes do estudo é a origem do derretimento.

    Cerca de cinco sextos da perda não estão relacionados diretamente ao aquecimento do ar, mas ao aumento da temperatura dos oceanos.

    A água mais quente atinge as partes inferiores e laterais das grandes massas de gelo, acelerando sua fragmentação e o deslocamento dos glaciares em direção ao mar. 

    Esse processo preocupa pesquisadores porque a elevação do nível dos oceanos pode aumentar riscos para cidades costeiras, ilhas e regiões de baixa altitude.

    Inundações mais frequentes, erosão e entrada de água salgada em áreas agrícolas e reservatórios de água doce estão entre os possíveis impactos.

    O estudo também mostra a importância do monitoramento por satélite.

    Com dados acumulados durante décadas, cientistas conseguem medir pequenas alterações na espessura, no volume e na velocidade de deslocamento das camadas de gelo.

    O resultado reforça que as mudanças ocorridas nos polos têm consequências muito além da Groenlândia e da Antártida, atingindo diretamente regiões costeiras em diferentes continentes.

  • Mercado de trabalho dos Estados Unidos cria 90 mil vagas no setor privado em setembro

    Mercado de trabalho dos Estados Unidos cria 90 mil vagas no setor privado em setembro

    Resultado supera expectativa de economistas, mas sinais de desaceleração continuam sendo monitorados

    WASHINGTON – O setor privado dos Estados Unidos criou aproximadamente 90 mil empregos em setembro, segundo levantamento divulgado pela ADP.

    O número representa aceleração em relação às 36 mil vagas revisadas de agosto e ficou acima da expectativa de cerca de 70 mil postos projetada por economistas consultados pela Reuters. O relatório da ADP é acompanhado de perto pelos mercados porque oferece uma indicação sobre a situação do mercado de trabalho antes da divulgação dos dados oficiais do governo.

    Apesar da melhora, os números precisam ser interpretados com cautela.

    Historicamente, os dados da ADP nem sempre coincidem com os números divulgados pelo Bureau of Labor Statistics, órgão responsável pelas estatísticas oficiais de emprego.

    Outros indicadores recentes mostram que a quantidade de vagas abertas por trabalhador desempregado diminuiu.

    Em agosto, havia aproximadamente 1,01 vaga para cada desempregado, contra 1,06 no mês anterior. 

    Isso sugere que o mercado de trabalho continua relativamente equilibrado, mas com menor pressão na contratação.

    A situação do emprego influencia diretamente as decisões do Federal Reserve.

    Um mercado de trabalho muito aquecido pode estimular salários e consumo, aumentando a inflação.

    Por outro lado, uma desaceleração rápida pode sinalizar perda de força econômica.

    Os próximos dados oficiais deverão ajudar a esclarecer se a criação de vagas voltou a acelerar ou se o mercado de trabalho americano está entrando em uma fase mais moderada.

  • Economia dos Estados Unidos cresce mais do que estimado e consumo continua sustentando atividade

    Economia dos Estados Unidos cresce mais do que estimado e consumo continua sustentando atividade

    PIB do segundo trimestre é revisado para alta anualizada de 2,2%, impulsionado por famílias e investimentos empresariais

    WASHINGTON – A economia dos Estados Unidos cresceu mais no segundo trimestre de 2026 do que havia sido calculado inicialmente.

    Dados revisados pelo Departamento de Comércio mostram que o Produto Interno Bruto avançou a uma taxa anualizada de 2,2%, acima da estimativa inicial de aproximadamente 1,5%.

    Um dos principais responsáveis pelo resultado foi o consumo das famílias.

    Os gastos dos consumidores, que representam mais de dois terços da atividade econômica norte-americana, tiveram crescimento revisado para aproximadamente 3,8% no período.

    Investimentos empresariais também contribuíram, principalmente em equipamentos e infraestrutura ligada à inteligência artificial.

    O crescimento do setor de IA tem provocado uma onda de investimentos em data centers, processadores e sistemas elétricos capazes de suportar grandes modelos computacionais.

    Apesar do desempenho positivo, a economia norte-americana enfrenta desafios importantes.

    Juros elevados, preços da energia e incertezas internacionais continuam afetando empresas e consumidores.

    Ao mesmo tempo, o comportamento do mercado de trabalho permanece entre os principais indicadores acompanhados pelo Federal Reserve.

    Os números mostram que a maior economia do mundo manteve força no segundo trimestre, apesar das pressões de inflação e juros.