Categoria: Politica

  • Lei Seca nas eleições 2026: veja onde haverá restrições à venda e ao consumo de bebidas alcoólicas

    Lei Seca nas eleições 2026: veja onde haverá restrições à venda e ao consumo de bebidas alcoólicas

    Regras para o primeiro turno, neste domingo (4), variam entre estados e municípios; algumas proibições começam ainda na noite de sábado.

    A venda e o consumo de bebidas alcoólicas terão restrições em diferentes regiões do Brasil durante o primeiro turno das eleições de 2026, marcado para domingo, 4 de outubro. As determinações variam conforme o estado e, em algumas localidades, são estabelecidas pelos juízes responsáveis pelas zonas eleitorais. 

    Não existe uma proibição nacional única. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a regulamentação sobre bebidas alcoólicas no dia da eleição cabe aos tribunais regionais eleitorais, em decisão conjunta com as secretarias de Segurança Pública. Por isso, os horários e as atividades abrangidas precisam ser observados em cada localidade. 

    Estados com restrições em todo o território

    No Norte, Acre, Amapá, Amazonas, Pará e Roraima adotaram medidas para o período eleitoral. Embora a restrição alcance todo o território desses estados, as normas apresentam diferenças quanto aos horários e ao que fica proibido.

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    As regras constam de informações divulgadas pela Agência Brasil e pelos tribunais eleitorais do Amapá e do Amazonas. 

    No Maranhão, a proibição da venda, do fornecimento e do consumo em locais públicos ou de acesso público será da 0h às 22h de domingo. No Piauí, o horário foi atualizado para 0h às 18h de domingo, substituindo a previsão inicial de início na noite de sábado. 

    O Ceará também estabeleceu restrição estadual. Das 8h às 18h de domingo, estarão proibidos a venda e o consumo em bares, restaurantes, supermercados, estabelecimentos semelhantes e demais locais abertos ao público.

    Segundo o TRE-CE, a medida busca preservar a ordem dos trabalhos eleitorais e o livre exercício do voto. 

    Mato Grosso unifica regra para todos os municípios

    Em Mato Grosso, uma nova portaria estabeleceu uma regra única: a proibição valerá das 7h às 16h de domingo, no horário local, acompanhando o período de votação no estado.

    A medida abrange venda, fornecimento — inclusive gratuito —, distribuição e consumo em estabelecimentos comerciais, locais públicos e espaços abertos ao público. A norma também revogou as portarias anteriores das zonas eleitorais que previam horários diferentes ou restrições mais amplas.

    Restrições municipais exigem atenção

    Em Bahia, Goiás, Tocantins, Sergipe e Rondônia, as determinações dependem da localidade.

    Isso significa que municípios do mesmo estado podem ter regras diferentes para o fim de semana da votação. 

    Na Bahia, por exemplo, Morro do Chapéu, Cafarnaum, Mulungu do Morro e Várzea Nova terão restrição das 22h de sábado às 22h de domingo. 

    Em Goiás, Valparaíso de Goiás e Cidade Ocidental terão proibição das 19h de sábado às 18h de domingo. No Tocantins, a restrição em Palmas será da 0h às 17h de domingo. 

    Em Rondônia, Alto Paraíso e Monte Negro terão suspensão da venda e do consumo em estabelecimentos comerciais e clubes sociais da 0h às 16h de domingo.

     Já em Buritis e Campo Novo de Rondônia, a proibição em estabelecimentos e espaços abertos ao público começa às 18h de sábado e termina às 18h de domingo. 

    Onde não há proibição geral

    O levantamento atualizado da Agência Brasil aponta ausência de Lei Seca eleitoral em Alagoas, Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo. 

    No Rio Grande do Sul, eventuais restrições dependem de decisões dos juízes eleitorais. 

    Em Alagoas, uma portaria havia determinado a proibição, mas foi revogada na quinta-feira (1º), suspendendo a medida no estado. 

    Eleitores e comerciantes devem conferir a norma local

    Como as determinações podem alcançar apenas a comercialização ou incluir também fornecimento, entrega e consumo, eleitores e responsáveis por estabelecimentos devem consultar a portaria válida para seu município.

    O descumprimento pode resultar nas medidas previstas na determinação local, com participação das forças de segurança na fiscalização. A orientação é conferir os comunicados do TRE e da Secretaria de Segurança Pública antes do início das restrições. 

  • Brasil registra período pré-eleitoral mais violento em dez anos, aponta pesquisa

    Brasil registra período pré-eleitoral mais violento em dez anos, aponta pesquisa

    Levantamento identificou 354 episódios entre outubro de 2024 e agosto de 2026; mulheres e representantes da política municipal estão entre os principais alvos.

    O Brasil registrou 354 casos de violência política entre 28 de outubro de 2024 e 15 de agosto de 2026, uma média de uma ocorrência a cada 44 horas.

     Segundo pesquisa das organizações Terra de Direitos e Justiça Global, esse foi o período pré-eleitoral com mais registros nos dez anos de acompanhamento.

    O total representa um aumento de 18,4% em relação ao intervalo anterior, entre novembro de 2022 e agosto de 2024, quando foram identificados 299 episódios.

     Os dados integram a versão preliminar da quarta edição do estudo Violência Política e Eleitoral no Brasil.

    O recorte vai do dia seguinte ao segundo turno das eleições municipais de 2024 até a véspera do início da propaganda eleitoral de 2026. Portanto, os números ainda não incluem os acontecimentos da campanha deste ano. 

    Violência persiste mesmo nos anos sem eleições

    O levantamento mostra que ameaças e agressões não se restringem às disputas nas urnas. Somente em 2025, ano sem eleições, foram registrados 225 casos.

    Em 96,3% dos episódios analisados, as vítimas já exerciam mandatos ou ocupavam cargos públicos.

     Para as organizações responsáveis pela pesquisa, esse resultado evidencia a necessidade de proteção contínua durante o exercício das funções políticas.

    As entidades avaliam que medidas concentradas apenas no período de campanha ou na segurança de candidatos deixam de alcançar uma parte importante das vítimas. Vereadores, prefeitos e outras lideranças seguem expostos depois da votação, durante a rotina de trabalho. 

    Ameaças são a forma de violência mais frequente

    Entre as ocorrências identificadas, as ameaças lideram os registros, com 193 casos. Na sequência aparecem ofensas, agressões físicas, atentados e assassinatos.

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    Mulheres representam metade das vítimas

    Apesar da baixa presença feminina nos espaços de representação, mulheres cisgêneras, trans e travestis foram vítimas em 50,6% dos episódios, segundo o levantamento.

    A pesquisa também identificou diferenças nos tipos de ataques. 

    Os homens foram os principais alvos da violência física, enquanto ameaças e ofensas atingiram proporcionalmente mais as mulheres.

    Todos os 31 registros de ameaças de violência sexual tiveram mulheres como alvo.

     O mesmo ocorreu nos 67 episódios com conteúdo de conotação sexual ou comentários sobre o corpo e a aparência.

    Para as pesquisadoras, essas práticas criam obstáculos à permanência de mulheres na política e podem intimidar novas candidaturas. 

    A violência afeta tanto a segurança pessoal quanto as condições de participação nos espaços de decisão. 

    Vereadores e prefeitos concentram os ataques

    A política municipal reuniu 63% dos casos, com vereadores e prefeitos entre os principais alvos. A concentração também aparece nos episódios mais graves.

    Dos 28 registros com intenção de matar, 24 ocorreram contra agentes políticos locais. Esse grupo inclui dez dos 11 assassinatos e 14 dos 17 atentados contabilizados.

    O resultado reforça a exposição de representantes que atuam diretamente nos municípios. Segundo as organizações, a proteção dessas lideranças precisa considerar os riscos presentes durante todo o mandato. 

    Poucos episódios resultaram em punição

    O estudo aponta uma baixa proporção de responsabilização dos autores. Embora 300 episódios tenham sido objeto de denúncia formal ou pública, apenas 46 casos tinham apuração judicial ou policial em andamento, conforme as informações reunidas.

    Somente nove ocorrências, equivalentes a 2,5% do total, haviam resultado em punição efetiva. 

    A pesquisa também identificou 52 episódios dentro do próprio local de trabalho parlamentar.

    Em 64 casos, o agressor ocupava mandato eletivo ou cargo público. As entidades defendem respostas institucionais que incluam prevenção, acolhimento das vítimas, investigação e responsabilização. 

  • Governo Trump destina US$ 1 milhão a projeto que contesta STF no Brasil, diz jornal

    Governo Trump destina US$ 1 milhão a projeto que contesta STF no Brasil, diz jornal

    niciativa prevê apoio a organizações que questionam a atuação do Supremo e integra pacote de US$ 176,9 milhões do Departamento de Estado americano.

    O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destinou US$ 1 milhão a um projeto voltado a apoiar grupos da sociedade civil que contestam a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF).

     A informação foi divulgada pelo jornal britânico The Guardian, com base em documentos sobre concessões do Departamento de Estado americano.

    A iniciativa recebeu o nome de “Countering Lawfare and Censorship in Brazil”, em tradução livre, “Combate ao uso do sistema judicial como instrumento de perseguição e à censura no Brasil”. 

    Segundo a documentação citada pelo jornal, o programa pretende financiar organizações contrárias ao que descreve como excesso de poder judicial e censura por parte do Supremo. 

    Essas classificações expressam a posição do projeto, não uma conclusão judicial sobre a Corte brasileira. 

    Recursos fazem parte de pacote internacional

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    O financiamento relacionado ao Brasil integra um conjunto de 43 concessões que somam US$ 176,9 milhões, provenientes do Fundo de Direitos Humanos e Democracia, administrado pelo Departamento de Estado.

    Segundo o Guardian, o pacote inclui iniciativas ligadas a pautas conservadoras e de direita em diferentes países. 

    A reportagem aponta uma mudança nas prioridades do financiamento americano, com projetos voltados a temas como anticomunismo, imigração, proteção de cristãos e oposição a políticas que o governo Trump classifica como “ideologia de gênero”.

    O maior valor mencionado é uma concessão de US$ 40 milhões para um consórcio liderado pela Victims of Communism Memorial Foundation, organização dedicada à memória das vítimas de regimes comunistas. 

    Organizações beneficiárias no Brasil não foram detalhadas

    Apesar da previsão de recursos para o projeto brasileiro, o Departamento de Estado não informou quais organizações poderão receber o financiamento.

    A pasta afirmou ao jornal britânico que os programas continuam em análise e que os possíveis beneficiários precisarão cumprir as exigências federais aplicáveis às concessões. A destinação orçamentária, portanto, não permite concluir que o dinheiro já tenha sido transferido a entidades brasileiras.

    Essa diferença é relevante para compreender o estágio da iniciativa: os documentos indicam a previsão de apoio financeiro, mas não esclarecem os destinatários nem confirmam o recebimento dos valores por organizações no Brasil. 

    Liberação provocou resistência no Congresso americano

    O pacote também gerou questionamentos entre parlamentares dos Estados Unidos. Segundo a reportagem, a senadora democrata Jeanne Shaheen, principal representante de seu partido na Comissão de Relações Exteriores do Senado, mantinha bloqueios sobre US$ 22 milhões em concessões.

    Entre os projetos atingidos estavam iniciativas relacionadas ao Brasil, à África do Sul, à Nigéria e a países europeus. 

    Um assessor democrata ouvido pelo Guardian afirmou que o secretário de Estado, Marco Rubio, assinou um memorando para desconsiderar os bloqueios e comprometer os recursos.

    A disputa ocorreu perto do encerramento do ano fiscal americano, em 30 de setembro, quando expirava o prazo para a destinação da verba. Shaheen criticou o uso do fundo para apoiar organizações ideologicamente alinhadas ao governo em democracias estabelecidas. 

    Projeto amplia debate sobre atuação dos EUA no Brasil

    A iniciativa acrescenta uma frente de financiamento à relação entre o governo Trump e grupos que questionam decisões do Supremo. 

    Seu foco declarado é apoiar organizações da sociedade civil, por meio de recursos de um fundo destinado a direitos humanos e democracia.

    Permanecem sem detalhamento público os nomes dos possíveis beneficiários brasileiros, as atividades que serão financiadas e o cronograma de execução.

    A informação disponível aponta para um projeto previsto nos documentos americanos, cujas acusações de censura e excesso judicial devem ser atribuídas aos responsáveis pela iniciativa.

  • PF avalia apresentar a Fachin relatório sobre ministros citados no caso Master

    PF avalia apresentar a Fachin relatório sobre ministros citados no caso Master

    Corporação pretende submeter ao presidente do STF sua posição sobre o material envolvendo integrantes da Corte; menções não comprovam participação em irregularidades.

    A Polícia Federal discute apresentar ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, um relatório com sua avaliação sobre as citações a integrantes da Corte nas investigações envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master.

    Segundo informações apuradas pelo blog da jornalista Andréia Sadi, do g1, e reproduzidas por outros veículos, a intenção é reunir o material e expor a posição da corporação para que Fachin defina o encaminhamento. O movimento ainda depende da confirmação de uma agenda com o presidente do Supremo.

    Exposição pública aumenta pressão por uma resposta

    De acordo com fontes da PF ouvidas pela reportagem, a divulgação de referências a ministros e de informações sobre relações com Vorcaro ou pessoas ligadas ao grupo Master aumentou a pressão por uma resposta institucional.

    A avaliação relatada pelos investigadores é que o material não pode ser simplesmente ignorado. 

    Ao mesmo tempo, a corporação pretende submeter sua posição à presidência do STF antes de qualquer novo encaminhamento relacionado aos magistrados.

    Nesse cenário, o relatório seria uma forma de apresentar formalmente a situação e permitir que o presidente da Corte decida quais providências devem ser adotadas. A reportagem não informa que Fachin já tenha autorizado novas investigações ou tomado uma decisão sobre o documento. 

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    Toffoli, Moraes e Nunes Marques aparecem em diferentes contextos

    Entre os ministros mencionados no material ou nas discussões em torno do caso estão Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Kassio Nunes Marques. As referências surgem em contextos distintos e precisam ser analisadas individualmente.

    A presença de um nome em documentos de uma investigação não representa, por si só, comprovação de envolvimento em irregularidades. 

    O eventual encaminhamento dependerá da avaliação do conteúdo e de uma definição institucional sobre os próximos passos. 

    Episódio anterior orienta discussão dentro da PF

    A estratégia discutida pela corporação leva em conta o episódio envolvendo Dias Toffoli no início do ano. 

    Na ocasião, ministros criticaram o que consideraram um avanço da Polícia Federal sobre um integrante do Supremo sem a definição institucional necessária. A PF negou ter agido dessa maneira.

    Segundo a apuração, a intenção agora é reforçar a formalização do procedimento, levando o material à presidência da Corte.

     A expectativa é pela definição de uma reunião na qual os representantes da Polícia Federal possam apresentar sua avaliação e solicitar um encaminhamento.

    Até essa definição, o que existe é a discussão sobre a entrega de um relatório, sem anúncio, na reportagem, de uma nova investigação autorizada contra os ministros mencionados. 

  • Carlos Bernardo apresenta proposta de Hospital Binacional para atendimento de alta complexidade na fronteira

    Carlos Bernardo apresenta proposta de Hospital Binacional para atendimento de alta complexidade na fronteira

    Projeto defendido pelo candidato prevê cooperação entre Brasil e Paraguai para ampliar a estrutura de saúde na região; trajetória profissional na área de educação em saúde integra o contexto da proposta
    Ponta Porã (MS) – A criação de um Hospital Binacional de Fronteira é uma das propostas apresentadas pelo candidato a deputado federal pelo União Brasil Carlos Bernardo para ampliar a estrutura de atendimento de alta complexidade na região de fronteira entre Mato Grosso do Sul e o Paraguai.
    A proposta prevê uma unidade destinada ao atendimento da população fronteiriça, com modelo de cooperação entre Brasil e Paraguai. Entre as possibilidades apresentadas está a participação da Itaipu Binacional na estruturação do projeto.
    Segundo Bernardo, a proposta considera a dinâmica das cidades localizadas na faixa de fronteira, onde brasileiros e paraguaios circulam diariamente e compartilham demandas relacionadas a serviços públicos, comércio, trabalho e saúde.
    “A fronteira possui uma dinâmica própria e precisamos discutir soluções que considerem essa realidade. 
    A proposta do Hospital Binacional é criar uma estrutura de alta complexidade capaz de ampliar a capacidade regional de atendimento e reduzir a necessidade de deslocamentos para outros centros”, afirma.
    A proposta foi apresentada a representantes dos governos brasileiro e paraguaio, à Itaipu Binacional e à Secretaria do Patrimônio da União (SPU).
     O projeto ainda depende de estudos técnicos, definição de responsabilidades entre os entes envolvidos, fontes de financiamento e demais procedimentos administrativos necessários para eventual implantação.
    Experiência profissional na área de formação em saúde
    A atuação profissional de Carlos Bernardo também inclui a gestão da Universidade Interamericana, instituição de ensino superior sediada no Paraguai, onde exerce a função de CEO.

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     A universidade mantém seis clínicas-escola destinadas à formação prática de estudantes da área da saúde e ao atendimento da comunidade. Segundo dados institucionais, essas unidades realizam aproximadamente 40 mil atendimentos por ano.
    Os serviços integram as atividades acadêmicas da instituição e permitem que estudantes desenvolvam atividades práticas supervisionadas por profissionais. 

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    “A experiência de acompanhar a formação de profissionais da saúde e a rotina das clínicas-escola permite conhecer de perto algumas das demandas existentes na região de fronteira. Essa vivência também contribuiu para a construção das propostas que estamos apresentando para o setor”, afirma Bernardo.
    As clínicas-escola são atividades permanentes da Universidade Interamericana e funcionam independentemente do processo eleitoral.
    Hospital Escola
    Paralelamente, a Universidade Interamericana desenvolve um projeto institucional para implantação de um Hospital Escola. A iniciativa integra o planejamento acadêmico da universidade e tem como objetivo ampliar os espaços destinados à formação prática dos estudantes e às atividades assistenciais vinculadas ao ensino.
    Bernardo ressalta que o Hospital Escola e a proposta de Hospital Binacional possuem naturezas distintas. 
    “O Hospital Escola é um projeto acadêmico da universidade, voltado à formação profissional e às atividades de ensino e assistência. O Hospital Binacional é uma proposta de política pública que depende da participação e da decisão dos governos dos dois países. São iniciativas diferentes, embora ambas estejam relacionadas ao fortalecimento da estrutura de saúde da região”, explica.
    Atendimento regional
    Na avaliação do candidato, ampliar a oferta de atendimento especializado na região de fronteira pode contribuir para reduzir deslocamentos de pacientes para cidades que atualmente concentram serviços de maior complexidade.

    “O objetivo é discutir uma estrutura regional capaz de ampliar o acesso a serviços especializados. Qualquer projeto dessa dimensão exige planejamento, estudos técnicos, cooperação entre os governos e definição de fontes de financiamento. É uma proposta que precisa ser construída institucionalmente”, conclui Carlos Bernardo.
  • Defesa de Bolsonaro apresenta nova revisão criminal ao STF e pede suspensão da pena

    Defesa de Bolsonaro apresenta nova revisão criminal ao STF e pede suspensão da pena

    Advogados questionam provas digitais usadas na condenação de 27 anos e três meses e citam manifestações recentes de ministros do Supremo. Nunes Marques será o relator da ação.

    A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma nova revisão criminal para tentar anular sua condenação a 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista. 

    Na mesma ação, os advogados pedem uma decisão provisória para suspender a execução da pena enquanto o caso é analisado.

    O pedido foi protocolado em 25 de setembro e ficará sob a relatoria do ministro Kassio Nunes Marques, que já é responsável por outra revisão criminal relacionada à mesma condenação. 

    Bolsonaro atualmente cumpre pena em prisão domiciliar.

    A apresentação da nova ação não significa que a condenação tenha sido anulada ou que a suspensão solicitada tenha sido concedida. 

    Parecer técnico questiona verificação de provas digitais

    Um dos principais argumentos da nova revisão é um parecer técnico apresentado pelos advogados como prova nova. 

    Segundo a defesa, o documento aponta problemas relacionados à cadeia de custódia e limitações para verificar a origem e o processamento de parte das evidências digitais utilizadas na ação penal.

    A cadeia de custódia reúne os procedimentos de documentação e preservação das provas, permitindo acompanhar o tratamento do material desde sua coleta. Os advogados sustentam que as condições de acesso aos arquivos não teriam permitido uma conferência integral das evidências.

    O parecer, porém, não afirma que as provas tenham sido adulteradas. 

    O questionamento apresentado pela defesa está relacionado à possibilidade de verificar tecnicamente o material e aos procedimentos empregados no tratamento dos dados. Essas alegações ainda precisam ser examinadas pelo Supremo. 

    Defesa cita manifestações de Alexandre de Moraes

    A petição também utiliza declarações recentes do ministro Alexandre de Moraes sobre a necessidade de acesso a informações e de tempo adequado para analisar grandes volumes de arquivos.

    Os advogados comparam o tratamento dado às provas na ação penal de Bolsonaro com discussões ocorridas no Supremo em setembro, relacionadas ao caso Master. 

    Segundo a defesa, garantias consideradas necessárias naquele procedimento deveriam ter sido aplicadas também ao processo do ex-presidente.

    O argumento é que o volume de dados disponibilizados exigiria mais tempo para análise antes dos depoimentos e de outras etapas da instrução. A defesa afirma que a ausência desse prazo teria prejudicado o exercício do contraditório e da ampla defesa. Trata-se da interpretação apresentada pelos advogados para fundamentar a revisão, que será submetida à avaliação judicial.  

    Supremo já havia rejeitado alegação de cerceamento

    Durante o julgamento da ação penal, o STF afastou a alegação de que a defesa teria sido impedida de exercer adequadamente sua atuação. O acórdão considerou suficiente o acesso concedido ao material e registrou que a Polícia Federal havia documentado os procedimentos de extração das provas digitais.

    Na nova iniciativa, os advogados voltam a contestar esses pontos e solicitam a anulação de atos processuais, além da exclusão de provas que consideram ilícitas e de elementos eventualmente derivados delas.

    As supostas irregularidades são alegações da defesa e não representam um reconhecimento de ilegalidade pelo STF. Caberá à Corte avaliar os fundamentos apresentados e decidir se justificam alguma alteração no processo ou na condenação. 

    Novo pedido sucede retirada de solicitação anterior

    A ação foi apresentada um dia depois de outro movimento dos advogados. Em 24 de setembro, a defesa havia solicitado a suspensão do cumprimento da pena em uma revisão criminal que já estava em tramitação.

    Horas depois, retirou apenas o pedido de suspensão, mantendo a revisão anterior. Em 25 de setembro, protocolou a nova ação e voltou a solicitar a interrupção da execução da pena.

    Nunes Marques já havia sido sorteado relator da primeira revisão, apresentada em maio. 

    A existência daquele processo fundamentou o encaminhamento da nova solicitação ao mesmo ministro. Revisão criminal permite contestar condenação definitiva

    Segundo o STF, a revisão criminal pode ser apresentada após o trânsito em julgado, quando a condenação se torna definitiva. 

    O instrumento permite buscar a anulação da decisão, a alteração da classificação dos crimes ou a redução da pena, desde que sejam atendidas as condições previstas em lei.

    Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma por organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração de patrimônio tombado.

    A análise inicial da revisão cabe ao relator, enquanto a competência para seu julgamento é do Plenário do Supremo. Caso a ação seja considerada procedente, o tribunal poderá modificar a pena, alterar a classificação dos crimes, anular o processo ou absolver o condenado. A revisão criminal não pode resultar no aumento da pena. 

  • Mendonça revê voto sobre Nossa Senhora Aparecida após conversas com ministros do TSE

    Mendonça revê voto sobre Nossa Senhora Aparecida após conversas com ministros do TSE

    Mudança preservou publicação do humorista Antonio Tabet, mas manteve restrições a conteúdos que atribuíam a Flávio Bolsonaro uma suposta iniciativa para retirar da santa o título de Padroeira do Brasil.

    O ministro André Mendonça reformulou parte de seu voto no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante o julgamento sobre publicações que relacionavam o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) a uma informação falsa envolvendo Nossa Senhora Aparecida. 

    A mudança ocorreu após conversas com o presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, e outros ministros, segundo apuração divulgada pela jornalista Camila Bomfim, do g1, e repercutida por outros veículos.

    A revisão permitiu a manutenção de uma postagem do humorista Antonio Tabet. Ao mesmo tempo, o tribunal manteve restrições a conteúdos que apresentavam como verdadeira a alegação de que o candidato pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A alteração, portanto, não representou a liberação de todas as publicações discutidas no processo. 

    Liberdade de expressão entrou no centro da discussão

    Em seu posicionamento inicial, Mendonça havia defendido a retirada de mais de mil publicações relacionadas ao caso, incluindo o conteúdo de Tabet. A abrangência da medida provocou discussões entre os integrantes do tribunal sobre os limites da intervenção da Justiça Eleitoral nas redes sociais.

    Segundo a apuração de Camila Bomfim, ministros alertaram o relator de que a remoção de uma postagem de humor que não mencionava nominalmente o candidato poderia transmitir uma mensagem problemática sobre a proteção à liberdade de expressão.

    Após os diálogos, Mendonça modificou seu entendimento sobre esse conteúdo específico. A reformulação buscou estabelecer uma distinção entre uma manifestação crítica e uma publicação que atribuísse ao candidato uma iniciativa concreta relacionada ao título religioso. 

    Por que a publicação de Tabet foi liberada

    A revisão ocorreu na noite de quarta-feira, 30 de setembro, antes do encerramento do julgamento virtual. Naquele momento, já havia maioria formada para manter a proibição inicialmente discutida.

    Ao reconsiderar a retirada da postagem, Mendonça entendeu que o texto de Tabet não atribuía a Flávio Bolsonaro uma ação concreta para retirar da santa o posto de Padroeira do Brasil. 

    O ministro destacou a necessidade de uma intervenção mínima e de proteção reforçada à liberdade de expressão. Os demais integrantes da Corte acompanharam a liberação desse conteúdo.

    Depois da mudança, Tabet voltou a publicar a mensagem em suas redes sociais e comemorou a possibilidade de mantê-la disponível. A decisão referente ao humorista foi específica e não afastou as restrições aplicadas aos demais conteúdos abrangidos pelo julgamento. 

    Caso também envolveu decisões no Supremo

    A discussão ultrapassou o âmbito da Justiça Eleitoral e chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF).

     O ministro Flávio Dino havia derrubado a primeira decisão individual de Mendonça, enquanto Luiz Fux posteriormente restabeleceu a determinação. Ambos pediram que a questão fosse submetida ao plenário.

    Conforme a apuração repercutida sobre os bastidores, Nunes Marques levou ao presidente do Supremo, Edson Fachin, sua preocupação com a sobreposição de decisões do STF sobre a Justiça Eleitoral. 

    Fachin pediu que o assunto fosse discutido primeiro no TSE, levando à realização do julgamento virtual.

    Nesse contexto, a revisão parcial do voto foi vista internamente como uma possibilidade de resolver a controvérsia na própria Corte eleitoral e reduzir a tensão institucional. 

    O resultado preservou a manifestação de Tabet e manteve a retirada de publicações que tratavam a informação falsa sobre o candidato como um fato. 

  • Receita Federal libera R$ 1,26 bilhão em restituições para mais de 412 mil contribuintes

    Receita Federal libera R$ 1,26 bilhão em restituições para mais de 412 mil contribuintes

    Lote contempla pessoas que saíram da malha fina e restituições residuais de anos anteriores

    BRASÍLIA – A Receita Federal realiza nesta quarta-feira, 30 de setembro, o pagamento de um novo lote de restituições do Imposto de Renda.

    Ao todo, 412.186 contribuintes recebem aproximadamente R$ 1,26 bilhão, incluindo pessoas que haviam caído na malha fina e posteriormente regularizaram suas pendências.

    O pagamento também inclui restituições residuais de anos anteriores. 

    Do valor total, aproximadamente R$ 466,68 milhões são destinados a contribuintes com prioridade legal.

    Entre os beneficiários estão idosos, pessoas com deficiência ou doença grave e profissionais cuja principal fonte de renda seja o magistério.

    A maior quantidade de restituições, porém, corresponde a contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida ou optaram pelo recebimento por Pix.

    Segundo os dados divulgados, 281.609 pessoas estão nesse grupo.

    Também aparecem na relação 59.722 contribuintes entre 60 e 79 anos, além de 9.250 pessoas com mais de 80 anos.O depósito é feito diretamente na conta bancária ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração.

    Caso o dinheiro não seja creditado devido a problemas como conta encerrada, o valor permanece disponível para resgate durante até um ano no Banco do Brasil.

    Quem não apareceu neste lote poderá consultar o extrato da declaração no sistema eletrônico da Receita para verificar a existência de pendências.

    A regularização pode permitir que o contribuinte seja incluído em futuros lotes de restituição.

  • Brasil entra em nova fase comercial com países europeus a partir de outubro

    Brasil entra em nova fase comercial com países europeus a partir de outubro

    Acordo entre Mercosul e EFTA amplia comércio com Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein

    BRASÍLIA – Um novo acordo de livre comércio começa a produzir efeitos jurídicos para o Brasil nesta quinta-feira, 1º de outubro, criando novas oportunidades para empresas brasileiras no mercado europeu.

    O tratado envolve o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio, a EFTA, formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

    No lado sul-americano, participam Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia.

    O acordo foi promulgado pelo Brasil após a conclusão do processo interno necessário para sua entrada em vigor. 

    A proposta é diminuir barreiras comerciais, facilitar investimentos e ampliar o intercâmbio de produtos e serviços entre as duas regiões.

    A redução de tarifas pode beneficiar exportadores brasileiros, especialmente empresas que buscam ampliar vendas para países europeus fora da União Europeia.

    Os países da EFTA possuem mercados de elevado poder de compra e importam produtos agrícolas, alimentos, produtos industriais, matérias-primas e diversos serviços.

    Ao mesmo tempo, empresas desses países também poderão ter acesso facilitado aos mercados do Mercosul.

    Paraguai também está envolvido

    O acordo possui importância especial para a região de fronteira porque o Paraguai também integra o Mercosul.

    Isso significa que empresas paraguaias poderão se beneficiar das condições negociadas pelo bloco, respeitando as regras específicas do tratado.

    O acordo poderá criar oportunidades em áreas como agricultura, indústria, logística, comércio e investimentos.

    Para empresas brasileiras e paraguaias, a abertura comercial também aumenta a necessidade de competitividade.

    Produtos importados podem chegar com custos menores, enquanto exportadores locais terão oportunidades de alcançar novos consumidores.

    O objetivo central é aumentar o fluxo de comércio e investimentos entre as duas regiões, criando regras mais previsíveis para empresas e investidores.

    Os efeitos práticos deverão aparecer gradualmente conforme as reduções tarifárias previstas no acordo forem aplicadas. 

  • Brasil e Estados Unidos avançam em negociação para tentar resolver impasse sobre tarifas

    Brasil e Estados Unidos avançam em negociação para tentar resolver impasse sobre tarifas

    Países criam grupo específico para discutir comércio bilateral enquanto representantes se encontram durante agenda do G20 nos Estados Unidos

    BRASÍLIA – Brasil e Estados Unidos deram um novo passo nas negociações comerciais nesta quarta-feira, 30 de setembro, com a criação de um grupo específico para tratar das tarifas impostas a produtos brasileiros e de outros pontos de divergência entre os dois países.

    As conversas fazem parte de uma tentativa de reduzir o impacto das medidas comerciais adotadas nos últimos meses e construir uma solução negociada entre Brasília e Washington.

    Representantes brasileiros e norte-americanos já vinham trocando documentos e preparando novas rodadas de negociação. Um dos principais encontros ocorre durante compromissos relacionados ao G20, em Milwaukee, nos Estados Unidos, onde integrantes dos dois governos voltaram a discutir o assunto. 

    O governo brasileiro busca principalmente rever tarifas adicionais aplicadas pelos Estados Unidos sobre parte das exportações do país. Em julho, Washington havia aplicado tarifa de 25% sobre determinados produtos brasileiros, levando o Brasil a intensificar o diálogo diplomático e comercial. 

    A retomada das negociações ganhou força depois de contatos diretos entre os governos dos dois países. Nos últimos meses, autoridades brasileiras defenderam que as tarifas prejudicam empresas exportadoras e podem provocar aumento de custos para compradores norte-americanos.

    A criação de um grupo específico indica que as tratativas devem se tornar mais técnicas, envolvendo representantes responsáveis por comércio exterior, indústria e relações internacionais.

    Entre os setores brasileiros que acompanham de perto as negociações estão segmentos ligados à indústria, agronegócio, mineração e produtos manufaturados, principalmente aqueles que dependem do mercado norte-americano.

    Entidades empresariais brasileiras também vêm defendendo uma solução negociada. A Confederação Nacional da Indústria, a Câmara Americana de Comércio e representantes empresariais dos Estados Unidos já manifestaram apoio à preservação da relação comercial entre os dois países. O comércio bilateral movimenta bilhões de dólares todos os anos e envolve desde alimentos e matérias-primas até equipamentos industriais e produtos tecnológicos.

    O avanço das negociações não significa que as tarifas serão retiradas imediatamente. As equipes ainda precisam discutir quais produtos poderão receber tratamento diferenciado e quais condições serão exigidas por cada país.

    Nos próximos dias, o resultado das reuniões deverá indicar se Brasil e Estados Unidos conseguirão avançar para uma proposta mais concreta de redução das barreiras comerciais.