NetLab da UFRJ identificou publicidade e recomendações de vídeos; plataformas afirmam atuar para proteger o processo eleitoral.
Um levantamento do NetLab da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) apontou circulação de anúncios político-eleitorais e recomendações de conteúdos de candidatos durante o primeiro turno, em 4 de outubro.
Segundo os pesquisadores, foram encontrados 568 anúncios considerados irregulares nas plataformas da Meta. Outros seis simulavam comunicações da Justiça Eleitoral e divulgavam uma suposta possibilidade de votar pela internet.
Anúncios falsos ofereciam votação pelo celular
As peças apresentavam o voto remoto como serviço oficial e, em alguns casos, direcionavam usuários a páginas que solicitavam CPF. A possibilidade anunciada era falsa, conforme o levantamento.
O monitoramento também identificou anúncios no Kwai e no Google, além de vídeos de candidatos recomendados pelo TikTok e pelo YouTube. Os pesquisadores registraram limitações e divergências nos dados disponibilizados pelas plataformas.
Empresas apresentam respostas
À Agência Brasil, a Meta afirmou cumprir a legislação e contestou a representatividade da amostragem. O Kwai informou que manteve uma operação especial e aguardava acesso aos conteúdos citados.
O TikTok destacou ações de remoção de vídeos que violavam suas políticas. O Google afirmou proibir publicidade política no Brasil e agir contra violações. As conclusões apresentadas são do estudo acadêmico.

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