Estado registrou 922 focos ativos, enquanto Santarém apresentou índices de qualidade do ar classificados como muito insalubres.
SANTARÉM – O avanço dos incêndios florestais no Pará provocou uma deterioração significativa da qualidade do ar, colocando em alerta autoridades ambientais e de saúde pública.
Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil em 19 de outubro, o estado registrava 922 focos ativos de incêndio, o maior número do país naquele momento, conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Na cidade de Santarém, no oeste paraense, o índice de qualidade do ar chegou a 260, classificação considerada muito insalubre pela plataforma internacional IQAir.
A concentração de partículas finas na atmosfera atingiu 185 microgramas por metro cúbico, indicando uma situação preocupante para a saúde da população.
A exposição prolongada à fumaça pode provocar problemas respiratórios e cardiovasculares, especialmente em crianças, idosos e pessoas com doenças preexistentes.
O agravamento dos incêndios levou o governo federal a reforçar a atuação das Forças Armadas e de órgãos ambientais na região amazônica.
Entre as medidas anunciadas estavam a ampliação do número de aeronaves utilizadas no combate ao fogo e o fortalecimento da assistência médica às comunidades atingidas.
O cenário evidencia a necessidade de ações coordenadas de prevenção, fiscalização e combate aos incêndios, além de medidas emergenciais para proteger a população exposta à poluição.

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