Metal precioso ultrapassou novamente a faixa de US$ 4,3 mil por onça em sessão marcada por cautela internacional
O ouro voltou a ganhar força nos mercados internacionais nesta quarta-feira (16), enquanto investidores aguardam uma das decisões mais importantes do mês para a economia mundial: o anúncio de juros do Federal Reserve.
O ouro à vista registrou avanço superior a 1% durante a sessão, negociado acima de US$ 4,3 mil por onça, segundo dados divulgados pela Reuters.
Por que o ouro sobe em períodos de incerteza?
Historicamente, o metal precioso é procurado por parte dos investidores em momentos de tensão econômica, inflação elevada ou aumento dos riscos geopolíticos.
O ouro não funciona exatamente como ações ou títulos de renda fixa. Seu preço costuma refletir uma combinação de fatores, incluindo confiança no dólar, juros internacionais, compras de bancos centrais e busca por proteção patrimonial.
Nesta quarta-feira, a desvalorização do dólar e a redução momentânea dos preços do petróleo ajudaram o metal.
Juros podem mudar direção do mercado
Existe, no entanto, uma relação importante entre ouro e taxas de juros.
Como o metal não paga juros, ativos de renda fixa podem ficar relativamente mais atraentes quando as taxas aumentam.
Por isso, investidores acompanham cuidadosamente não apenas a decisão do Federal Reserve, mas também as declarações de seus dirigentes sobre os próximos meses.
Outros metais também avançaram
A movimentação não ficou restrita ao ouro.
Prata, platina e paládio também registraram valorização durante a sessão.
O comportamento dos metais ocorre em meio a forte volatilidade nos mercados de energia e títulos públicos.
Com conflitos internacionais, déficit fiscal norte-americano e inflação ainda presentes no radar, o ouro permanece como um dos ativos mais observados pelos mercados globais.

Deixe um comentário