O primeiro-ministro espanhol marcou votação para 29 de novembro após derrota no Parlamento em medidas externas à habitação; país enfrenta protestos contra alta dos aluguéis e falta de moradias.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, anunciou nesta segunda-feira (5) a convocação de eleições gerais antecipadas para 29 de novembro de 2026 . A decisão ocorre depois de o governo sofrer uma importante derrota no Parlamento em propostas destinadas a enfrentar a crescente crise habitacional do país.
Sánchez liderou um governo de minoria parlamentar e enfrentou dificuldades para aprovar medidas importantes no Congresso. Na semana passada, os deputados rejeitaram decretos consideradas centrais pelo Executivo para tentar reduzir a pressão sobre o mercado imobiliário.
Crise da moradia aumenta pressão sobre governo
A Espanha enfrenta uma forte alta nos preços dos imóveis e dos aluguéis, especialmente em grandes centros urbanos e regiões turísticas.
O problema ganhou dimensão nacional com manifestações que cobram mais moradias acessíveis, proteção para inquilinos e medidas contra despejos . O Banco da Espanha estima que o país poderá enfrentar um déficit superior a 1 milhão de residências até 2028 caso a oferta não acompanhe a demanda.
A dificuldade de acesso à moradia tornou-se um dos principais temas políticos do país e passou a exercer pressão direta sobre o governo Sánchez.
Derrota no Parlamento antes do anúncio
A convocação ocorreu após o Parlamento rejeitar medidas propostas pelo governo para enfrentar uma crise. Sánchez decidiu antecipar uma eleição que, pelo calendário regular, poderia ocorrer posteriormente.
Ao pronunciar-se, o primeiro-ministro busca obter um novo mandato parlamentar capaz de dar maior estabilidade ao Executivo e permitir a aprovação de reformas que atualmente encontram resistência entre os partidos.
Eleição será realizada em novembro
Os espanhóis voltarão às urnas em 29 de novembro , quando serão escolhidos os membros do Congresso dos Deputados e do Senado.
A disputa terá como principais forças o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) , de Sánchez, o conservador Partido Popular (PP) , liderado por Alberto Núñez Feijóo, e o partido Vox , além de outras legendas nacionais e regionais.
O resultado determinará a composição do Parlamento e, posteriormente, qual candidato conseguirá reunir apoio suficiente para formar o próximo governo.
Habitação deve vencer campanha eleitoral
A crise imobiliária deverá ocupar posição central na campanha. Sánchez pretende defender medidas de proteção aos inquilinos e ampliação da oferta de moradias, enquanto a oposição também apresenta propostas para estimular novas construções e reduzir a pressão sobre os preços.
Além da habitação, temas como economia, imigração, relações entre o governo central e as regiões autônomas e estabilidade política devem marcar as semanas que antecederam a votação.
A antecipação das eleições abre uma nova etapa na política espanhola e transforma a crise da moradia em um dos principais pontos da disputa pelo comando do país.

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