Levantamento aponta queda do percentual de deputados que admitiram mudar de candidato; Lula aparece com 39% e Flávio Bolsonaro com 34% no cenário do primeiro turno
A pesquisa Quaest divulgada em 28 de setembromostra mudanças no comportamento do eleitorado na reta final da disputa presidencial de 2026.
Segundo a análise do diretor do instituto, Felipe Nunes , o percentual de eleitores selecionados como voto útil caiu de 16% para 12% nos últimos 15 dias , enquanto a parcela de indecisos passou de 10% para 5%.
O levantamento foi realizado entre 24 e 28 de setembro , com 2.004 participantes de 16 anos ou mais em todo o país.
A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela Globo e pelo jornal O Globo e registrada no TSE sob o número BR-06520/2026 .
Como funciona o chamado voto útil
O chamado voto útil se refere ao eleitor que considera mudar sua escolha para apoiar uma candidatura que oferece maiores possibilidades de avanço na disputa.
Na análise da Quaest, o aparecimento é observado principalmente entre os candidatos que aparecem com percentuais menores nas pesquisas e que ainda admitiram mudar de opinião antes da votação.
A redução de 16% para 12% indica, segundo o instituto, que uma parcela desse eleitorado já consolidou sua decisão à medida que a eleição se aproxima.
Intenções de voto no primeiro turno
Na pesquisa divulgada em 28 de setembro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 39% das intenções de voto , enquanto Flávio Bolsonaro (PL) registra 34% .
Na sequência, Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD) aparecem com 4% cada. Renan Santos (Missão) tem 3% e Romeu Zema (Novo) registra 1%.
A rodada anterior tinha Lula com 37% e Flávio com 33%, segunda a série apresentada pela Quaest.
Menos indecisos
Outro movimento destacado pela Quaest foi a redução dos indecisos , de 10% para 5% em aproximadamente duas semanas.
A queda indica que mais entrevistados passaram a declaração de uma preferência ou outra opção de voto à medida que a campanha se aproxima do primeiro turno.
Esse movimento ocorre simultaneamente à redução do percentual de eleições convocadas pelo instituto como voto útil. Cenário de segunda volta
A mesma pesquisa também apresentou uma simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Nesse cenário, os dois aparecem com 42% do interesse de voto cada , caracterizando empate numérico dentro da pesquisa. 3% dos entrevistados se declararam indecisos e 13% disseram que não votariam em nenhum dos dois.
A pesquisa anterior registrou diferença entre os dois nesse cenário, e a Quaest informou que Lula oscilou dois pontos para cima nas últimas três rodadas, enquanto Flávio pediu em 42%.
Eleitores de outras candidaturas
A análise da Quaest também acompanha o grau de consolidação das escolhas entre candidatos de candidatos que aparecem com percentuais menores.
No levantamento anterior, realizado entre 17 e 20 de setembro, o instituto informou que uma parcela dos participantes de Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema presumiram mudança de voto.
Naquele estudo, a Quaest estimou que, entre esses políticos que poderiam mudar, aproximadamente 70% indicavam uma possível migração para Flávio Bolsonaro e 30% para Lula .
Esse dado se refere especificamente à intenção declarada pelos entrevistados naquele levantamento e não significa que essas mudanças necessariamente ocorreriam na votação.
Mudanças que aparecem em segmentos do eleitorado
Felipe Nunes também mencionou alterações em alguns grupos demográficos na comparação entre rodadas.
Segundo análise divulgada pelo diretor da Quaest, uma mudança mais evidente ocorreu entre as mulheres , grupo no qual o cenário passou de empate para uma diferença de novos pontos percentuais a favor de Lula. Ele também destacou alterações entre comissões de menor renda e beneficiários do Bolsa Família. Ó potiguar
Esses recortes fazem parte da pesquisa e devem ser interpretados considerando o tamanho das amostras e as respectivas margens de erro.
Campanhas acompanham movimento
A discussão sobre voto útil também passou a fazer parte das estratégias das campanhas na última semana antes da votação.
A campanha de Flávio Bolsonaro tem defendido publicamente a concentração de votos em sua candidatura, enquanto integrantes das campanhas de Caiado, Zema e Cury acompanham o movimento e demonstram preocupação com a possibilidade de perda de eleições na reta final.
As posições representam estratégias e avaliações das próprias campanhas e não são específicas uma decisão independente sobre o comportamento futuro do eleitorado.
O primeiro turno será em 4 de outubro
O primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 está marcado para domingo, 4 de outubro .
A pesquisa Quaest mostra que, a poucos dias da votação, uma parcela maior do eleitorado já declarou sua escolha, enquanto o percentual de indecisos e de eleitores que admitiram mudar de candidato eliminado em relação às rodadas anteriores.
Os dados retratam o cenário medido pela Quaest no período de 24 a 28 de setembro. Como toda pesquisa eleitoral, o levantamento representa as opiniões dos entrevistados naquele momento e está sujeito à margem de erro e às mudanças de comportamento até o dia da votação.

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