Resultados de 2025 mostram melhora brasileira em Leitura, Matemática e Ciências na comparação com 2006, embora desafios de aprendizagem ainda permaneçam
O Brasil aparece entre os países que registraram maior avanço no desempenho educacional nas últimas duas décadas, segundo os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2025.
A avaliação, coordenada internacionalmente pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), analisa conhecimentos e habilidades de estudantes de 15 anos. No Brasil, a aplicação é responsabilidade do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Na comparação entre 2006 e 2025, o país aparece entre as dez nações com maior crescimento nas três áreas avaliadas. O Brasil ocupa a 7ª posição em avanço de Leitura e Matemática e a 8ª em Ciências, considerando o grupo analisado pelo Inep.
Distância para países da OCDE diminuiu
Em 2025, os estudantes brasileiros alcançaram 408 pontos em Leitura, 377 em Matemática e 409 em Ciências.
Outro dado considerado relevante é a redução da distância entre o desempenho brasileiro e a média dos países da OCDE.
Em Leitura, a diferença caiu de 102 pontos, em 2006, para 58 pontos em 2025. Em Matemática, passou de 131 para 92 pontos. Já em Ciências, a distância diminuiu de 113 para 77 pontos.
Os números indicam avanço ao longo do período, mas também mostram que o país ainda tem espaço significativo para melhorar o nível de aprendizagem dos estudantes.
Mais de 30 mil brasileiros participaram
A edição de 2025 reuniu aproximadamente 760 mil estudantes de 91 países e economias.
No Brasil, 30.140 alunos participaram da avaliação. Mais de 72% estudavam em escolas estaduais e quase 85% estavam no primeiro ou segundo ano do ensino médio no momento da aplicação.
O Pisa também analisou a relação dos jovens com o ambiente escolar. Segundo os questionários, 81% dos estudantes brasileiros disseram frequentar escolas com alguma restrição ao uso de celulares.
Os resultados reforçam o debate sobre qualidade do ensino, recuperação da aprendizagem e políticas públicas capazes de transformar a melhora registrada nas últimas décadas em avanços ainda maiores dentro das salas de aula.

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