Brasil perde professores jovens e número de docentes com mais de 60 anos dobra em uma década

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Estudo aponta queda de 31,1% entre profissionais de até 24 anos e acende alerta para renovação do quadro docente

O Brasil enfrenta um desafio crescente para renovar o quadro de professores do ensino médio. Levantamento divulgado pelo Instituto Semesp mostra uma redução significativa da presença de profissionais mais jovens na sala de aula.

Entre 2015 e 2025, o número de professores do ensino médio com até 24 anos caiu 31,1%. No sentido contrário, o contingente de profissionais com 60 anos ou mais aumentou 104,5% no mesmo período.

Os números fazem parte da segunda edição do estudo “Apagão dos Professores: o desafio da renovação dos professores no Brasil”, que analisa mudanças na composição do quadro docente brasileiro.

Segundo o levantamento, o envelhecimento dos profissionais pode se tornar um problema principalmente à medida que uma parcela maior dos professores se aproxima da aposentadoria sem que haja entrada proporcional de novos docentes.

Outro fator destacado pelo estudo é o crescimento da contratação de professores temporários e terceirizados, fenômeno que altera o perfil das redes públicas de ensino e pode aumentar a rotatividade de profissionais.

A situação também levanta discussões sobre a atratividade da carreira docente. Remuneração, condições de trabalho, formação profissional e perspectivas de carreira estão entre os fatores apontados em diferentes debates sobre a dificuldade de atrair novos professores.

O cenário apresentado pela pesquisa não significa uma falta imediata de docentes em todas as regiões ou disciplinas, mas indica uma tendência que pode criar dificuldades futuras caso a renovação profissional não acompanhe as aposentadorias previstas para os próximos anos. 

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