Categoria: Mundo

  • Expedição brasileira mergulha até 4,5 mil metros para investigar abismos do Atlântico

    Expedição brasileira mergulha até 4,5 mil metros para investigar abismos do Atlântico

    Missão científica parte de Fortaleza para explorar formação submarina de mil quilômetros entre Brasil e África

    Uma expedição científica iniciou uma missão para explorar uma das regiões mais profundas e menos conhecidas do Oceano Atlântico, utilizando equipamentos capazes de chegar a milhares de metros abaixo da superfície.

    Batizada de The Gap, a operação partiu de Fortaleza, no Ceará, com destino à Zona de Fratura Romanche, formação submarina localizada aproximadamente entre o Nordeste brasileiro e a costa oeste do continente africano.

    A estrutura possui aproximadamente mil quilômetros de extensão e é formada por uma sequência de montanhas, vales e paredes submarinas.

    Os pesquisadores utilizarão um veículo operado remotamente e um submarino autônomo a partir do navio científico Falkor (too). Os equipamentos permitirão mapear o fundo oceânico e coletar amostras sem que pesquisadores precisem descer fisicamente às áreas de maior profundidade.

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    Algumas regiões investigadas ficam a aproximadamente 4.500 metros abaixo da superfície do mar, onde a pressão é extremamente elevada e a luz solar não consegue chegar.

    A equipe pretende coletar rochas e organismos encontrados nas paredes da formação submarina. Essas amostras poderão ajudar cientistas a entender melhor tanto a geologia da região quanto as espécies adaptadas às condições extremas das grandes profundidades.

    O estudo também pode contribuir para o conhecimento sobre biodiversidade marinha, evolução e funcionamento dos ecossistemas do fundo oceânico — áreas que permanecem entre as menos exploradas do planeta.

  • Concurso da Transpetro oferece 281 vagas e salários que podem chegar a R$ 15 mil

    Concurso da Transpetro oferece 281 vagas e salários que podem chegar a R$ 15 mil

    Processo seletivo conta ainda com 3.890 oportunidades para cadastro de reserva e terá provas em dezembro

    Termina nesta segunda-feira (21) o prazo prorrogado para inscrições no concurso público da Transpetro, subsidiária da Petrobras responsável por atividades de transporte e logística de combustíveis.

    O processo seletivo disponibiliza 281 vagas para contratação imediata, além de outras 3.890 oportunidades para formação de cadastro de reserva. A seleção é organizada pela Fundação Cesgranrio.

    A empresa havia estabelecido inicialmente o dia 15 de setembro como último dia para inscrições, mas decidiu ampliar o período até 21 de setembro. O cronograma das provas também sofreu alteração.

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    A avaliação, que inicialmente estava prevista para novembro, passou para 6 de dezembro de 2026. A Transpetro informou a mudança por meio de atualização publicada no Diário Oficial da União.

    As remunerações variam conforme o cargo, a formação exigida e a área profissional. Para algumas funções, os salários podem chegar a aproximadamente R$ 15 mil, o que aumentou a procura pelo processo seletivo.

    Além das vagas imediatas, o cadastro de reserva permite que outros candidatos aprovados possam ser convocados durante o período de validade do concurso, conforme a necessidade da companhia.

    A Transpetro atua em áreas estratégicas da cadeia energética brasileira, operando terminais, oleodutos, gasodutos e navios. O novo processo seletivo faz parte da recomposição de profissionais da empresa e contempla diferentes níveis de formação. 

  • Brasil realiza megaexercício para testar reação a ataques cibernéticos contra serviços essenciais

    Brasil realiza megaexercício para testar reação a ataques cibernéticos contra serviços essenciais

    Simulação reúne mais de 1,3 mil participantes e testa segurança de sistemas de energia, água, bancos e telecomunicações

    O Brasil iniciou nesta segunda-feira (21) a oitava edição do Exercício Guardião Cibernético, uma grande operação de treinamento voltada à proteção das infraestruturas digitais consideradas essenciais para o funcionamento do país.

    A iniciativa é coordenada pelo Exército Brasileiro e reúne mais de 1,3 mil participantes, cerca de 300 organizações e representantes de 14 países. As atividades ocorrem entre os dias 21 e 25 de setembro e envolvem órgãos públicos, instituições militares e empresas privadas.

    Durante os exercícios, os participantes enfrentam cenários simulados de invasões, ataques digitais e interrupções de sistemas. O objetivo é avaliar como diferentes instituições responderiam caso estruturas reais fossem atingidas por uma ofensiva cibernética.

    Entre os setores considerados estratégicos estão energia elétrica, abastecimento de água, telecomunicações e sistema financeiro. Uma falha em qualquer uma dessas áreas pode provocar impactos que vão muito além do ambiente digital, afetando diretamente serviços utilizados diariamente pela população.

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    A simulação também permite identificar falhas de comunicação entre as instituições, testar protocolos de emergência e aperfeiçoar a capacidade de compartilhamento de informações durante uma crise.

    As atividades são realizadas em Brasília e outras grandes cidades brasileiras, permitindo avaliar diferentes tipos de infraestrutura e cenários regionais.

    A expansão de exercícios desse tipo acompanha o crescimento mundial das ameaças digitais. Governos, bancos, hospitais, empresas de energia e sistemas de transporte estão entre os principais alvos de ataques cibernéticos, fazendo com que a proteção de redes críticas se torne parte cada vez mais importante da segurança nacional.

  • Por que cavalos conseguem dormir em pé? Entenda como funciona o sono dos equinos

    Por que cavalos conseguem dormir em pé? Entenda como funciona o sono dos equinos

    Mecanismo natural permite que o animal descanse sem cair, mas cavalos também precisam se deitar para atingir fases mais profundas do sono

    Ver um cavalo aparentemente dormindo em pé é uma cena comum em fazendas, haras e propriedades rurais. 

    O comportamento pode parecer estranho para quem está acostumado com o sono humano, mas faz parte da própria evolução dos equinos.

    A resposta para uma das curiosidades mais conhecidas sobre esses animais é simples: o cavalo pode dormir tanto em pé quanto deitado. Cada posição, porém, está relacionada a diferentes fases do descanso.

    Durante os períodos mais leves do sono, o animal consegue permanecer em pé graças a características especiais de sua anatomia. Já para alcançar fases mais profundas, especialmente o chamado sono REM, ele precisa se deitar.

    Dormir em pé é uma estratégia de sobrevivência

    O comportamento tem ligação direta com a evolução dos cavalos.

    Na natureza, os equinos são animais de presa. 

    Permanecer deitado por muito tempo poderia tornar um indivíduo mais vulnerável diante da aproximação de predadores, já que levantar um corpo grande e pesado leva mais tempo do que simplesmente iniciar uma corrida estando em pé.

    Por isso, a capacidade de descansar nessa posição representa uma vantagem: mesmo durante um cochilo, o cavalo permanece em condições de reagir rapidamente a sons ou movimentos suspeitos ao redor.

    Mesmo depois de milhares de anos de domesticação, esse comportamento continua presente.

    Como o cavalo fica em pé sem fazer esforço?

    O segredo está em um conjunto de estruturas conhecido como aparelho de sustentação, ou stay apparatus.

    O sistema envolve principalmente tendões, ligamentos e articulações das patas e funciona como uma espécie de mecanismo de estabilização.

    Ao ativá-lo, o animal consegue manter os membros posicionados com muito pouco esforço muscular. Dessa maneira, pode relaxar e cochilar sem precisar contrair constantemente os músculos para evitar uma queda.

    Em termos simples, é como se determinadas articulações permanecessem estabilizadas enquanto o cavalo descansa.

    Cavalo também precisa dormir deitado

    Apesar da fama de dormir em pé, permanecer nessa posição não é suficiente para completar todo o ciclo de sono.

    Cavalos normalmente se deitam quando estão em um ambiente no qual se sentem seguros. Isso acontece porque determinadas fases mais profundas do sono exigem maior relaxamento muscular.

    Durante o sono REM, por exemplo, há uma redução acentuada do tônus dos músculos. Nesse estágio, o animal precisa estar apoiado no chão para conseguir relaxar adequadamente.

    Por isso, encontrar um cavalo deitado nem sempre significa doença ou algum problema. Em condições normais, esse comportamento faz parte do descanso saudável do animal.

    Sono ocorre em vários períodos ao longo do dia

    Outro ponto interessante é que os cavalos não costumam concentrar todo o descanso em um único período longo, como acontece geralmente com seres humanos.

    O padrão é chamado de sono polifásico: eles alternam pequenos períodos de descanso e vigília durante as 24 horas.

    Uma revisão sobre comportamento do sono equino aponta aproximadamente 230 minutos de sono por dia, embora duração e distribuição possam variar de acordo com idade, ambiente, rotina e características individuais.

    Parte desse período ocorre em pé e parte deitada.

    Segurança influencia diretamente o descanso

    Para um cavalo decidir se deitar, o ambiente precisa transmitir segurança.

    Espaços inadequados, excesso de barulho, movimentação constante, desconforto, presença de animais com os quais não está habituado ou outras situações de estresse podem fazer com que alguns equinos evitem permanecer deitados.

    A convivência em grupo também influencia esse comportamento. Em condições naturais, enquanto alguns indivíduos descansam, outros podem permanecer mais atentos ao ambiente.

    O instinto coletivo ajuda a explicar por que muitos animais se sentem mais confortáveis para deitar quando estão próximos de companheiros conhecidos.

    Falta de sono profundo merece atenção

    Se um cavalo nunca se deita durante períodos prolongados, pode existir algum problema relacionado ao ambiente, desconforto ou condição física.

    A privação de sono profundo pode provocar sonolência excessiva e episódios em que o animal parece perder momentaneamente a sustentação enquanto tenta dormir em pé.

    Mudanças persistentes no padrão de repouso devem ser avaliadas por um médico-veterinário, principalmente quando aparecem acompanhadas de alterações de comportamento ou dificuldade para se movimentar.

    Comportamento revela adaptação dos equinos

    A capacidade de alternar entre o descanso em pé e deitado é um exemplo de como a anatomia e o comportamento dos cavalos foram moldados pela sobrevivência.

    Em pé, eles conseguem realizar cochilos e manter maior capacidade de reação ao ambiente. Quando se sentem protegidos, deitam para completar as fases mais profundas e restauradoras do sono.

    Portanto, dizer simplesmente que “cavalo dorme em pé” é apenas parte da história. O animal realmente consegue descansar nessa posição, mas também precisa se deitar regularmente para ter um ciclo de sono completo.

  • Do voto feminino à habitação popular: conheça Carmen Portinho, pioneira do urbanismo brasileiro

    Do voto feminino à habitação popular: conheça Carmen Portinho, pioneira do urbanismo brasileiro

    Engenheira, urbanista e defensora dos direitos das mulheres, Carmen Portinho participou da luta pelo voto feminino e deixou obras que marcaram a arquitetura e a política habitacional do país

    Muito antes de mulheres ocuparem com maior frequência universidades, cargos técnicos e espaços de decisão, Carmen Velasco Portinho já desafiava barreiras em algumas das áreas mais dominadas por homens no Brasil.

    Nascida em Corumbá, atual Mato Grosso do Sul, em 26 de janeiro de 1903, Carmen tornou-se engenheira civil, urbanista e uma das principais defensoras da ampliação dos direitos das mulheres durante o século 20.

    Sua trajetória reuniu duas frentes que marcariam sua vida: a luta pela participação feminina na sociedade e a busca por cidades capazes de oferecer melhores condições de moradia e qualidade de vida.

    Em reconhecimento à sua contribuição, Carmen foi oficialmente declarada Patrona do Urbanismo no Brasil em dezembro de 2022, pela Lei nº 14.477.

    Uma das primeiras engenheiras do Brasil

    Carmen se formou em Engenharia Civil em 1925, pela Escola Politécnica da antiga Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

    Sua presença em um curso majoritariamente masculino já representava uma ruptura com os padrões sociais da época.

    Depois da graduação, ingressou no quadro técnico da Diretoria de Obras e Viação da então Prefeitura do Distrito Federal, no Rio de Janeiro.

    A carreira seria marcada por outras conquistas. 

    Em 1939, Carmen tornou-se a primeira mulher brasileira a receber o título de urbanista, consolidando-se como uma das principais pioneiras da área no país.

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    Luta pelo voto feminino

    Paralelamente à carreira profissional, Carmen também participou ativamente da organização do movimento pelos direitos das mulheres.

    Ao lado de nomes como Bertha Lutz, Jerônima Mesquita e Stella Guerra Durval, participou da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, entidade ligada ao movimento sufragista e dedicada à conquista da igualdade de direitos e maior autonomia para as mulheres.

    Naquele período, uma das principais reivindicações era o direito de as mulheres participarem das eleições.

    O voto feminino foi incorporado à legislação eleitoral brasileira em 1932, representando uma das maiores conquistas políticas daquele movimento.

    Mas a atuação de Carmen não se limitava às urnas.

     Ela também defendia o acesso das mulheres à educação, a valorização profissional, a proteção à maternidade e à infância e uma participação feminina cada vez maior na vida econômica e pública.

    Urbanismo e reconstrução no pós-guerra

    A carreira de Carmen ganhou uma dimensão internacional em 1945.

    Com uma bolsa do Conselho Britânico, ela viajou para a Inglaterra para acompanhar trabalhos relacionados à reurbanização de cidades britânicas afetadas pela Segunda Guerra Mundial.

    A experiência influenciaria diretamente suas propostas no Brasil.

    Depois de retornar ao Rio de Janeiro, Carmen sugeriu à administração municipal a criação de uma estrutura dedicada especificamente à construção de moradias populares.

    A proposta avançou e, em 1946, foi criado o Departamento de Habitação Popular da Secretaria de Viação e Obras Públicas da Prefeitura do Distrito Federal, órgão que passou a ser dirigido por ela.

    Pedregulho se torna referência

    Entre os projetos ligados à atuação de Carmen está o Conjunto Residencial Prefeito Mendes de Moraes, mais conhecido como Pedregulho, localizado em São Cristóvão, no Rio de Janeiro.

    O projeto arquitetônico foi desenvolvido por Affonso Eduardo Reidy, companheiro de Carmen e um dos nomes importantes da arquitetura moderna brasileira.

    O empreendimento buscava ir além da simples construção de apartamentos.

    A proposta reunia habitação e equipamentos coletivos, pensando na rotina das famílias e na integração entre moradia, educação, lazer e serviços.

    Essa concepção ajudou a transformar Pedregulho em uma das referências da arquitetura moderna e das políticas de habitação social brasileiras.

    Participação no Museu de Arte Moderna

    Carmen também esteve ligada a outros projetos importantes da arquitetura brasileira.

    Sua trajetória profissional se conecta à construção do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio), outro projeto arquitetônico de Affonso Eduardo Reidy.

    Além da engenharia e do urbanismo, Carmen manteve forte ligação com as artes e a cultura ao longo da vida.

    Um legado que atravessou o século

    Carmen Portinho nasceu em 1903 e morreu em 2001, aos 98 anos.

    Ao longo de quase todo o século 20, acompanhou — e ajudou a impulsionar — profundas mudanças na participação das mulheres na sociedade brasileira.

    Sua história combina engenharia, urbanismo, direitos femininos, habitação popular e políticas públicas.

    Mais de duas décadas depois de sua morte, o reconhecimento oficial de sua importância ganhou força com a sanção da Lei nº 14.477, de 15 de dezembro de 2022, que declarou Carmen Velasco Portinho Patrona do Urbanismo no Brasil.

    A homenagem consolida o nome de uma profissional que não apenas abriu caminhos para outras mulheres na engenharia e no urbanismo, mas também ajudou a introduzir no debate brasileiro uma visão de cidade voltada para a moradia, os serviços públicos e a qualidade de vida da população.

  • Gasolina com 35% de etanol pode afetar carros? Entenda quais peças exigem atenção

    Gasolina com 35% de etanol pode afetar carros? Entenda quais peças exigem atenção

    Governo realiza estudos sobre mistura E35; especialistas apontam maior preocupação com veículos antigos, enquanto gasolina comercializada atualmente contém 32% de etanol

    A possibilidade de elevar para 35% o percentual de etanol anidro misturado à gasolina voltou a chamar a atenção dos motoristas brasileiros.

     O aumento é permitido pela legislação, mas ainda depende da conclusão de estudos técnicos antes de uma eventual adoção nos postos.

    Atualmente, a gasolina comum e aditivada comercializada no Brasil utiliza a mistura E32, formada por 32% de etanol anidro e 68% de gasolina.

     A mudança de E30 para E32 começou em 1º de agosto de 2026 e foi estabelecida inicialmente por 180 dias, com possibilidade de prorrogação.

    O governo afirma que os testes realizados para a implementação do E32 não identificaram impactos relevantes no funcionamento dos veículos avaliados, inclusive em modelos que não utilizam tecnologia flex. 

    Ao mesmo tempo, estudos complementares continuam avaliando misturas superiores, entre elas a E35, principalmente em relação à durabilidade de componentes no longo prazo.

    E35 ainda está em fase de avaliação

    A Lei do Combustível do Futuro permite que a quantidade de etanol anidro presente na gasolina chegue a 35%, desde que sejam cumpridos os requisitos técnicos estabelecidos para a mudança.

    Isso significa que a autorização legal não representa uma alteração automática do combustível vendido ao consumidor.

    O Ministério de Minas e Energia informa que os estudos sobre misturas superiores ao E32 analisam justamente aspectos como durabilidade das peças e possíveis efeitos provocados pelo uso prolongado do combustível.

    A gasolina premium, por sua vez, permanece com 25% de etanol anidro, conforme a regulamentação vigente.

    Carros antigos estão entre os que mais preocupam

    Caso o E35 seja aprovado no futuro, especialistas em mecânica apontam que os veículos antigos projetados originalmente para utilizar apenas gasolina tendem a exigir maior atenção.

    Isso acontece porque componentes usados em carros de gerações anteriores podem não ter sido desenvolvidos considerando concentrações elevadas de etanol.

    Entre os componentes que podem exigir acompanhamento estão carburador, tanque metálico, mangueiras, juntas, vedações e partes do sistema de alimentação de combustível.

    Nos veículos modernos, principalmente os flex, a eletrônica do motor consegue fazer correções na mistura de ar e combustível de acordo com as características identificadas durante o funcionamento.

    Carburador é um dos principais pontos de atenção

    Os carros equipados com carburador estão entre os mais sensíveis.

    Diferentemente dos sistemas modernos de injeção eletrônica, o carburador trabalha com regulagens mecânicas responsáveis pela quantidade de combustível e ar enviada ao motor.

    Uma alteração significativa na composição do combustível pode, portanto, modificar as condições para as quais o componente foi originalmente regulado.

    Além disso, determinados materiais utilizados em sistemas antigos de combustível podem apresentar maior suscetibilidade à deterioração quando expostos continuamente a combustíveis com maior concentração de álcool.

    Tanques metálicos e componentes de borracha

    Outro ponto observado nos veículos antigos são os tanques metálicos.

    O etanol possui características diferentes da gasolina e apresenta afinidade com a água.

     Dependendo da construção, conservação e idade do sistema, a presença de umidade pode contribuir para processos de corrosão.

    Nos automóveis mais modernos, os tanques são normalmente produzidos com materiais compatíveis com os combustíveis atualmente utilizados.

    Mangueiras, anéis de vedação e outros componentes fabricados com materiais mais antigos também podem exigir inspeção em veículos que não tenham sido projetados considerando concentrações elevadas de etanol.

    Consumo pode aumentar

    Mesmo quando não há danos mecânicos, outro efeito possível do aumento do percentual de etanol é a redução da autonomia.

    O etanol possui menor quantidade de energia por litro em comparação com a gasolina. 

    Dessa forma, quanto maior sua participação na mistura, maior pode ser a quantidade de combustível necessária para percorrer a mesma distância.

    Nos estudos utilizados pelo governo para implementar a gasolina E32, foram avaliados justamente fatores como consumo, dirigibilidade, partida a frio, desempenho e emissões.

    Segundo o Ministério de Minas e Energia, os testes realizados com o E32 apresentaram comportamento semelhante ao observado nas misturas com menor quantidade de etanol e não mostraram impactos relevantes para a frota analisada.

    Carros flex possuem maior capacidade de adaptação

    Os veículos flex foram desenvolvidos justamente para funcionar com diferentes proporções de gasolina e etanol.

    Sensores e a central eletrônica do motor identificam as características do combustível e fazem ajustes em parâmetros como quantidade injetada e momento da ignição.

    Por isso, esses modelos tendem a apresentar maior capacidade de adaptação às mudanças na composição da gasolina.

    Já automóveis antigos movidos exclusivamente a gasolina, principalmente os fabricados antes da popularização da tecnologia flex, representam um dos principais grupos que precisam ser considerados durante os estudos sobre o E35.

    Mudança depende dos testes

    Por enquanto, o motorista não encontrará gasolina E35 como mistura obrigatória nos postos brasileiros.

    A gasolina comum permanece temporariamente no padrão E32, enquanto o governo realiza avaliações de misturas superiores.

    Os estudos são importantes justamente para determinar se a elevação para 35% poderá ocorrer sem comprometer segurança, desempenho, durabilidade e compatibilidade com a frota brasileira.

    Somente depois dessas avaliações uma eventual nova alteração poderá avançar.

  • Anitta evita comparações com antigas rainhas e inicia reinado na Grande Rio: “É a fórmula do fracasso”

    Anitta evita comparações com antigas rainhas e inicia reinado na Grande Rio: “É a fórmula do fracasso”

    Cantora foi coroada rainha de bateria da escola de Duque de Caxias e afirmou que pretende construir sua própria trajetória no posto ocupado anteriormente por Paolla Oliveira e Virginia Fonseca

    Anitta iniciou oficialmente seu reinado à frente da bateria da Grande Rio.

    A cantora foi coroada neste domingo (20), durante uma cerimônia realizada na quadra da escola de samba, em Duque de Caxias, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

    A chegada da artista ao posto naturalmente trouxe comparações com nomes que passaram recentemente pela função, especialmente Paolla Oliveira e Virginia Fonseca. 

    Questionada sobre o assunto durante a coroação, Anitta deixou claro que prefere não seguir esse caminho.

    Segundo a cantora, comparar sua trajetória com a de outras pessoas pode atrapalhar a construção de uma identidade própria. 

    Ela afirmou que procura concentrar seus esforços naquilo que pode acrescentar ao projeto e no que considera importante para sua experiência dentro da escola.

    A postura também reflete a maneira como Anitta diz conduzir sua carreira artística. Para a cantora, cada pessoa ocupa o espaço de uma forma diferente, e tentar reproduzir fórmulas anteriores não faz parte de seus planos.

    Sucessão reúne nomes conhecidos

    Anitta assume uma posição que ganhou grande visibilidade nos últimos anos.

    Paolla Oliveira permaneceu por várias temporadas à frente da bateria da Grande Rio e, posteriormente, passou a faixa para Virginia Fonseca, responsável pelo posto no Carnaval de 2026. 

    Virginia deixou a função em agosto para dedicar mais tempo à família e aos negócios.

    Anitta foi oficialmente anunciada como nova rainha no início de setembro e será a representante da bateria da escola no Carnaval de 2027.

    Além do posto na avenida, a artista também se envolveu diretamente na preparação artística da agremiação. Uma composição que conta com sua assinatura chegou à final da disputa de samba-enredo da Grande Rio para 2027.

    Sintonia com Mestre Fafá

    Outro ponto destacado por Anitta foi a relação construída com Mestre Fafá, responsável pela bateria da escola.

    A cantora contou que a identificação entre os dois aconteceu rapidamente e demonstrou entusiasmo com a parceria para a preparação do desfile. A expectativa é que a aproximação ajude Anitta a conhecer ainda mais a dinâmica da bateria e a rotina da comunidade ao longo dos próximos meses.

    A artista também vem se preparando para a função.

     Antes mesmo da coroação, Anitta realizou aulas de samba e buscou orientação de profissionais ligados ao Carnaval para aprimorar sua participação na avenida.

    Cantora promete presença na comunidade

    Mesmo conciliando o Carnaval com uma agenda internacional de shows, Anitta afirmou que pretende participar dos compromissos importantes da escola.

    Durante a coroação, ela explicou que viajar constantemente já faz parte de sua rotina profissional e que a organização da agenda foi uma das questões consideradas antes de aceitar o convite da Grande Rio.

    A cantora também reforçou que chega ao posto com respeito pela comunidade e pela história da agremiação.

    A coroação contou com quadra lotada, apresentação de músicas de seu projeto “EQUILIBRIVM”, samba no pé e momentos de emoção. A artista foi coroada por Eloína dos Leopardos e recebeu forte apoio do público presente.

    Agora, com o título oficialmente entregue, começa a preparação para o próximo Carnaval. 

    Anitta terá pela frente ensaios, eventos da comunidade e a missão de conduzir a bateria da Grande Rio pela Marquês de Sapucaí em 2027.

  • Após desistência de Bachelet, Brasil defende participação de mulheres da região na disputa pela ONU

    Após desistência de Bachelet, Brasil defende participação de mulheres da região na disputa pela ONU

    Governo brasileiro afirma que a América Latina e o Caribe têm mulheres com experiência e qualificação para ocupar o cargo de secretária-geral das Nações Unidas

    O governo brasileiro defendeu que a América Latina e o Caribe possuem mulheres com experiência e qualificação para disputar o cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), após a ex-presidente chilena Michelle Bachelet desistir de concorrer à sucessão de António Guterres.

    A retirada de Bachelet modifica o cenário da disputa pelo comando da organização e reacende o debate sobre a possibilidade de a região apresentar uma candidatura feminina.

    Bachelet retira candidatura

    Michelle Bachelet é candidata a secretária-geral da ONU com apoio de Brasil  e México - RFI

    Michelle Bachelet, que governou o Chile por dois mandatos e também ocupou o cargo de alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, havia sido apontada como um dos principais nomes latino-americanos para a sucessão.

    A desistência encerra, neste momento, a possibilidade de sua candidatura representar a região no processo.

    Bachelet possui uma trajetória política e internacional de décadas, incluindo experiências no governo chileno e dentro da própria estrutura da ONU.

    Brasil defende candidatura feminina

    Após a decisão da chilena, o governo brasileiro afirmou que a região ainda possui mulheres capazes de ocupar o principal cargo da organização internacional.

    A posição brasileira ocorre em meio às discussões sobre a sucessão de António Guterres, cujo mandato se aproxima do fim.

    O processo envolve consultas entre países-membros e deverá avançar nos próximos meses.

    América Latina busca espaço na ONU

    A representação regional também é um dos fatores considerados nas discussões sobre a sucessão.

    A escolha do próximo secretário-geral passa por negociações diplomáticas entre os países-membros, enquanto o Conselho de Segurança exerce papel central no processo.

    A região latino-americana busca manter participação relevante nas discussões sobre o futuro comando da organização.

    Mulheres ainda são minoria no comando

    A possibilidade de uma mulher assumir a Secretaria-Geral da ONU também coloca em debate a representação feminina nos cargos mais altos da diplomacia internacional.

    Desde a criação das Nações Unidas, em 1945, nenhuma mulher ocupou o cargo de secretária-geral.

    A discussão sobre uma possível candidata feminina ganhou força nos últimos anos, especialmente entre países que defendem maior equilíbrio de gênero nas instituições internacionais.

    Processo de escolha ainda está em andamento

    A definição do próximo secretário-geral depende de negociações diplomáticas e de uma votação no Conselho de Segurança antes da nomeação pela Assembleia Geral.

    O candidato precisa obter o apoio necessário entre os membros do Conselho, incluindo a ausência de veto dos cinco membros permanentes.

    Por isso, a retirada de uma candidatura não encerra a disputa nem define antecipadamente quem ocupará o cargo.

    Região deverá avaliar novos nomes

    Com a saída de Bachelet, países latino-americanos e caribenhos podem avaliar outras possibilidades para manter a região presente na disputa.

    O Brasil, ao defender que existem mulheres qualificadas na região, sinaliza a intenção de manter o debate sobre uma candidatura feminina latino-americana.

    A sucessão de António Guterres deverá continuar sendo negociada diplomaticamente, com diferentes países avaliando nomes e prioridades para a próxima gestão da ONU.

  • Trump diz que “fake news” devem ser “detidas” após restrições a veículos na Casa Branca

    Trump diz que “fake news” devem ser “detidas” após restrições a veículos na Casa Branca

    Presidente americano amplia confronto com parte da imprensa após impedir acesso de CNN, MS NOW e Politico à sede do governo

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a atacar veículos de imprensa nesta segunda-feira (21), poucos dias depois de seu governo restringir o acesso da CNN, da MS NOW e do Politico à Casa Branca.

    Em uma publicação nas redes sociais, Trump afirmou que o governo americano está promovendo uma ofensiva contra o que chama de “fake news” e declarou que esse tipo de conteúdo representa uma ameaça à segurança nacional. Ele não apresentou exemplos específicos para sustentar as acusações.

    Veículos foram impedidos de entrar na Casa Branca

    Jornal Nacional's video on X

    A decisão contra os três veículos foi anunciada por Trump em 18 de setembro. O presidente acusou as empresas de comunicação de divulgar “ficção e mentiras” durante a cobertura de seu governo.

    Nos dias seguintes, repórteres dos veículos tiveram a entrada negada nas dependências da Casa Branca e tiveram suas credenciais de imprensa desativadas.

    Trump também indicou que outras organizações de imprensa poderiam sofrer restrições semelhantes.

    Empresas recorrem à Justiça

    A disputa ganhou uma nova dimensão nesta segunda-feira. CNN, MS NOW e Politico anunciaram uma ação judicial contra o governo Trump, argumentando que a retirada das credenciais viola direitos protegidos pela Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos.

    Os veículos afirmam que o governo não poderia restringir o acesso de jornalistas à Casa Branca como forma de resposta ao conteúdo de suas reportagens.

    Debate envolve liberdade de imprensa

    A medida abriu uma discussão sobre os limites da relação entre a Presidência dos Estados Unidos e os veículos responsáveis pela cobertura jornalística da Casa Branca.

    Especialistas em direito constitucional citados pela imprensa americana questionaram a justificativa apresentada pelo governo e apontaram possíveis conflitos com as garantias de liberdade de imprensa previstas na Primeira Emenda.

    A disputa agora deverá ser analisada também pelo Judiciário americano, que poderá avaliar se as restrições adotadas pelo governo são compatíveis com as normas constitucionais.

    Trump afirma que poderá ampliar restrições

    O presidente americano mantém a possibilidade de ampliar a lista de veículos impedidos de acessar a Casa Branca.

    A medida ocorre em um contexto de relação cada vez mais conflituosa entre o governo e parte da imprensa americana. Trump frequentemente utiliza o termo “fake news” para se referir a reportagens que considera incorretas ou desfavoráveis.

    Caso ganha repercussão internacional

    A disputa ultrapassou os limites da cobertura presidencial e passou a ser acompanhada como uma discussão sobre liberdade de imprensa, acesso a informações públicas e limites do poder presidencial.

    O processo judicial apresentado pelos veículos poderá definir os próximos passos do confronto entre as organizações de comunicação e o governo americano.

    Enquanto Trump mantém as acusações contra o que chama de “fake news”, os veículos afetados recorrem à Justiça para tentar recuperar o acesso à Casa Branca e preservar suas atividades de cobertura presidencial.

  • Primavera começa nesta terça com El Niño em rápida intensificação e alerta para calor, chuva e seca no Brasil

    Primavera começa nesta terça com El Niño em rápida intensificação e alerta para calor, chuva e seca no Brasil

    Estação começa às 21h05 desta terça-feira (22); previsão aponta excesso de chuva no Sul, temperaturas acima da média em grande parte do país e estiagem prolongada em áreas do Norte e Nordeste.


    A primavera de 2026 começa oficialmente nesta terça-feira (22), às 21h05, no horário de Brasília, trazendo um cenário climático que deve exigir atenção em diferentes regiões brasileiras.

     A nova estação se estende até 21 de dezembro, e será marcada pela influência de um El Niño em rápida intensificação.

    Dados atualizados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com base nas projeções do Centro de Previsão Climática da NOAA, indicam mais de 90% de probabilidade de o El Niño atingir intensidade muito forte durante a primavera e o verão de 2026/2027. 

    A atualização de setembro aponta ainda 75% de probabilidade de o episódio figurar entre os mais intensos registrados desde 1950 no trimestre entre outubro e dezembro.

    O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial e provoca mudanças importantes na circulação atmosférica. 

    No Brasil, seus efeitos costumam favorecer mais chuva no Sul e condições mais secas nas regiões Norte e Nordeste, embora a intensidade dos impactos varie ao longo da estação.

    Sul deve concentrar volumes elevados de chuva

    A Região Sul aparece entre as áreas que mais exigirão acompanhamento durante os próximos meses. 

    Os modelos climáticos indicam maior probabilidade de precipitações acima da média, especialmente em partes do Rio Grande do Sul e em outros pontos da região.

    O cenário aumenta a atenção para episódios de chuva intensa, cheias e inundações.

     Além dos volumes acumulados, a primavera normalmente favorece a formação de tempestades acompanhadas de rajadas de vento, descargas elétricas e eventual queda de granizo.

    O Inmet destaca, porém, que uma previsão climática sazonal mostra tendências gerais e não permite antecipar exatamente em quais cidades ou datas ocorrerão eventos extremos.

    Sudeste terá alternância entre calor e chuva

    No Sudeste, a primavera representa normalmente o retorno gradual do período chuvoso. 

    O aumento da umidade proveniente da Amazônia contribui para a formação de áreas de instabilidade e, ao longo da estação, podem ocorrer os primeiros episódios da Zona de Convergência do Atlântico Sul.

    Apesar disso, o comportamento da chuva deverá apresentar diferenças dentro da própria região. 

    Partes de São Paulo apresentam maior probabilidade de precipitação acima da média, enquanto setores de Minas Gerais e Espírito Santo podem registrar volumes abaixo do normal em determinados períodos.

    As temperaturas tendem a permanecer elevadas, criando condições favoráveis para períodos de calor intenso intercalados com tempestades.

    Centro-Oeste terá calor forte e risco associado à estiagem

    O Centro-Oeste também deve sentir de forma significativa os efeitos da combinação entre temperaturas elevadas e irregularidade das chuvas.

    Partes de Mato Grosso, norte de Goiás e outras áreas do Brasil Central apresentam tendência de precipitações abaixo da média. 

    Já Mato Grosso do Sul está em uma faixa onde há possibilidade de chuva acima do normal em determinados períodos.

    A combinação de calor, baixa umidade e vegetação seca pode manter elevado o risco de propagação de incêndios, principalmente caso o estabelecimento regular do período chuvoso demore a ocorrer.

    Norte pode enfrentar estiagem mais prolongada

    Na Região Norte, o cenário climático aponta maior probabilidade de chuva abaixo da média em extensas áreas.

    Estados como Amazonas, Pará, Roraima e Amapá estão entre os pontos acompanhados devido à possibilidade de prolongamento das condições de estiagem.

     Na Amazônia Legal, o período entre setembro e novembro normalmente marca a passagem da estação seca para a chuvosa, mas a influência do El Niño pode atrasar essa transição.

    Menores volumes de chuva, associados a temperaturas elevadas, podem afetar a disponibilidade hídrica e aumentar a vulnerabilidade da vegetação aos incêndios florestais.

    Nordeste deve permanecer mais seco

    O Nordeste também aparece entre as regiões com maior probabilidade de chuva abaixo da média nos próximos meses.

    A primavera já coincide com um período naturalmente seco em partes do interior nordestino, especialmente em áreas mais ao norte. Com o El Niño, o déficit de precipitação pode se prolongar, enquanto as temperaturas tendem a permanecer acima do padrão histórico em grande parte da região.

    Segundo o Inmet, as médias de temperatura durante a primavera normalmente ultrapassam os 28°C em grandes áreas das regiões Norte e Nordeste.

    Calor deve ganhar espaço em praticamente todo o Brasil

    Além das diferenças na distribuição das chuvas, uma das características mais importantes da primavera de 2026 deverá ser o aumento das temperaturas.

    O prognóstico oficial indica tendência de valores acima da média em grande parte do território nacional. 

    O calor mais persistente aumenta o desconforto térmico, eleva a evaporação da água do solo e pode favorecer a formação rápida de tempestades quando massas de ar quente encontram frentes frias.

    Isso não significa que o frio desaparecerá completamente.

     Massas de ar frio ainda podem avançar pelo país durante a primavera e provocar quedas temporárias nas temperaturas, principalmente no Centro-Sul.

    El Niño deve continuar se fortalecendo

    O atual episódio de El Niño foi oficialmente identificado em junho. 

    Desde então, o fenômeno vem apresentando rápida intensificação.

    Em agosto, o índice de temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4 chegou a aproximadamente +1,8°C, enquanto algumas áreas do Pacífico Equatorial registraram anomalias ainda maiores. 

    As projeções apontam continuidade do fortalecimento até o fim de 2026.

    Os órgãos meteorológicos ressaltam que um El Niño muito forte não significa automaticamente que todos os eventos climáticos serão mais extremos. 

    O fenômeno modifica as probabilidades, mas chuvas intensas, ondas de calor e períodos de seca também dependem da interação com frentes frias, ciclones, massas de ar e outros sistemas atmosféricos.

    Por isso, a recomendação é acompanhar os avisos meteorológicos atualizados ao longo da primavera, especialmente em regiões sujeitas a inundações, tempestades, ondas de calor, baixa umidade e incêndios.