Categoria: Politica

  • Mesmo sob chuva, Carlos Bernardo reúne centenas de apoiadores em Dourados

    Mesmo sob chuva, Carlos Bernardo reúne centenas de apoiadores em Dourados

    Uma reunião dobradinha entre os candidatos a deputado federal Carlos Bernardo, 4455, e a deputado estadual Zé Teixeira, 22121, reuniu centenas de eleitores na noite desta sexta-feira (11).
    Dourados (MS) – Nem a chuva que caiu sobre Dourados na noite desta sexta-feira (11) impediu que eleitores e apoiadores comparecessem em peso para ouvir as propostas do candidato a deputado federal Carlos Bernardo, 4455. 
    O encontro também marcou a dobradinha política com o candidato a deputado estadual Zé Teixeira, 22121, reforçando uma parceria que pretende aproximar a representação de Mato Grosso do Sul na Assembleia Legislativa e em Brasília.

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    Depois de cumprir agenda em municípios da região, Carlos chegou a Dourados para apresentar propostas e falar sobre os principais desafios que pretende enfrentar caso seja eleito para a Câmara dos Deputados. 
    Saúde, educação, geração de oportunidades e fortalecimento da representação política do Estado estiveram entre os principais assuntos abordados durante a reunião.
    “Nós temos planos e vamos concretizá-los com a ajuda de vocês. Essa reunião é importante para que cada pessoa possa levar aos amigos, aos companheiros e aos colegas de trabalho a mensagem daquilo que queremos fazer por Mato Grosso do Sul”, afirmou Carlos.
    O encontro chegou a correr risco de ser cancelado por causa da chuva, mas a mobilização dos apoiadores manteve a agenda. 
    Antonio Coca, que acompanha a trajetória política de Carlos Bernardo, destacou que o candidato vem percorrendo diferentes regiões do Estado e lembrou que, mesmo diante das dificuldades impostas pelo tempo, a reunião precisava acontecer.
    “A gente tem que andar e, às vezes, tem que correr, porque o objetivo está logo ali. O Carlos está fazendo isso, andando, visitando as cidades e levando a mensagem dele”, afirmou Coca.
    Segundo ele, a chuva quase provocou o cancelamento da agenda.
     “Quase cancelamos duas vezes por causa do tempo. Mas entendemos que o tempo era esse: o tempo de estar reunido, de estar presente e de receber as pessoas”, completou.
    Saúde entre as prioridades
    Durante o encontro, Carlos Bernardo voltou a defender a construção de um hospital binacional na região de fronteira, projeto que, segundo ele, pode ampliar a capacidade de atendimento e ajudar a reduzir a pressão sobre a estrutura hospitalar de cidades como Dourados e Campo Grande.
    O candidato defendeu também investimentos na ampliação e modernização dos hospitais já existentes no Estado. 
    “Nós precisamos ampliar os hospitais, melhorar a estrutura e melhorar a qualidade do atendimento à população. Não podemos achar que está bom quando ainda existem pessoas esperando por atendimento e municípios enfrentando falta de vagas”, afirmou.
    Carlos ressaltou que a proposta do hospital binacional prevê integração entre Brasil e Paraguai e uma estrutura voltada ao atendimento da população da região de fronteira. 
    Para ele, a saúde exige planejamento regional e capacidade de articulação junto ao governo federal para viabilizar novos investimentos.
    A educação também ocupou espaço importante no discurso. Empresário do setor educacional, o candidato defendeu políticas capazes de ampliar a qualificação profissional e criar oportunidades para que jovens possam estudar, trabalhar e construir suas trajetórias dentro de Mato Grosso do Sul.

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    Carlos relacionou educação, desenvolvimento econômico e geração de empregos, argumentando que municípios do interior precisam de investimentos capazes de formar mão de obra e, ao mesmo tempo, atrair novas atividades econômicas.
    Ao falar sobre o tema, lembrou também a própria trajetória. 
    “Eu vim da pobreza. Minha casa era uma casinha simples, de chão batido e madeira. Morei aqui em Dourados e houve momentos em que era difícil até pagar a água e a energia. Eu dei a volta por cima, construí empresas e gerei empregos. É por conhecer essa realidade que quero levar essa discussão para Brasília”, declarou.
    Dobradinha com Zé Teixeira
    Depois de apresentar suas propostas, Carlos Bernardo destacou a parceria com Zé Teixeira, candidato à reeleição para deputado estadual pelo número 22121.
    “Zé Teixeira é um dos nossos grandes amigos e companheiros. Estamos com esse projeto em várias cidades, como Campo Grande, Dourados, Ponta Porã e na região do Cone Sul. Somos parceiros, amigos e temos os mesmos ideais de buscar soluções para melhorar a vida das pessoas”, afirmou Carlos.
    O candidato a deputado federal também destacou a experiência política de Zé Teixeira.
    “Zé é um cara que vai ficar na história de Dourados como político com P maiúsculo. Eu tenho respeito pela trajetória dele e, onde pudermos falar em nome dele e trabalhar juntos, estaremos juntos”, completou.
    O candidato à reeleição Zé Teixeira foi representado na reunião pelo vereador Pepa, que falou sobre a trajetória do deputado estadual e destacou características que, segundo ele, explicam sua longevidade na política.
    “O Zé é um homem simples, prático e objetivo. Se pode fazer, ele diz que vai fazer. Se não pode, também fala com clareza. Não enrola as pessoas. Essa forma de agir ele trouxe da vida pessoal e dos negócios para a política”, afirmou.
    Pepa também defendeu a importância de conciliar renovação política e experiência.
    “Precisamos dar oportunidade ao novo, mas não podemos deixar de reconhecer a experiência de quem tem bagagem. Essa experiência pode ajudar quem está chegando a encurtar caminhos em favor das pessoas, dos municípios e de Mato Grosso do Sul”, disse.
    Na avaliação do vereador, a presença de representantes articulados tanto na Assembleia Legislativa quanto na Câmara dos Deputados pode aumentar a capacidade de buscar recursos e defender projetos estratégicos para Dourados e demais municípios.
    Ao encerrar sua participação, Carlos afirmou que pretende atuar em Brasília buscando articulação para projetos de interesse do Estado, principalmente nas áreas de saúde, educação e desenvolvimento regional.
  • Cezinha de Madureira afirma que teve celular furtado antes de operação da Polícia Federal

    Cezinha de Madureira afirma que teve celular furtado antes de operação da Polícia Federal

    Deputado diz que aparelho desapareceu três dias antes de ser alvo de investigação; caso levanta questionamentos sobre dados que poderiam estar armazenados no telefone

    O deputado federal Cezinha de Madureira (PSD-SP) afirmou que teve o celular furtado três dias antes de ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF). A declaração foi feita após a ação policial e passou a integrar os desdobramentos do caso.

    Segundo o parlamentar, o aparelho desapareceu antes da operação, o que levantou questionamentos sobre informações e dados que poderiam estar armazenados no dispositivo.

    Celular desapareceu antes da operação

    Cezinha afirmou que o furto ocorreu poucos dias antes de os agentes da Polícia Federal cumprirem as medidas determinadas pela Justiça.

    O parlamentar comunicou o desaparecimento do aparelho às autoridades e passou a apresentar a informação como parte dos esclarecimentos relacionados à investigação.

    A cronologia dos acontecimentos chamou atenção porque o celular deixou de estar em posse do deputado antes da operação policial.

    PF realizou operação contra investigados

    A operação da Polícia Federal faz parte de uma investigação que apura possíveis irregularidades e busca reunir elementos para esclarecer a participação dos envolvidos.

    Durante ações desse tipo, aparelhos eletrônicos costumam ser considerados importantes fontes de informação, já que podem conter mensagens, documentos, contatos e outros registros relevantes para a investigação.

    No caso de Cezinha, a ausência do aparelho acrescenta uma circunstância específica à apuração.

    Deputado afirma que não teve controle sobre o aparelho

    A defesa do parlamentar deve utilizar o relato do furto para esclarecer que o telefone não estava mais sob posse de Cezinha quando a operação foi realizada.

    O objetivo é estabelecer a sequência dos acontecimentos e evitar interpretações sobre eventual tentativa de ocultação ou destruição de informações.

    A investigação deverá avaliar também quando e como o celular desapareceu e se o aparelho chegou a ser localizado posteriormente.

    Investigação ainda está em andamento

    A realização de uma operação policial não significa, por si só, que os investigados tenham cometido os crimes apurados.

    Cabe às autoridades reunir provas, analisar documentos e ouvir os envolvidos antes de chegar a conclusões sobre eventuais responsabilidades.

    O caso continua sob investigação e novos elementos podem ser incorporados ao processo.

    Caso ganha repercussão política

    Por envolver um deputado federal e uma operação da Polícia Federal, o episódio passou a ter repercussão no ambiente político de Brasília.

    A versão apresentada por Cezinha deverá ser confrontada com outros elementos reunidos pelos investigadores, incluindo documentos e informações obtidas durante a operação.

    O esclarecimento sobre o furto do celular poderá ser relevante para determinar se o aparelho tinha informações relacionadas ao objeto da investigação.

  • Corrupção ganha espaço entre as principais preocupações do eleitor, aponta Quaest

    Corrupção ganha espaço entre as principais preocupações do eleitor, aponta Quaest

    Levantamento mostra mudança nas prioridades dos brasileiros às vésperas da eleição presidencial e revela quais características mais pesam na escolha de um candidato

    A corrupção voltou a ganhar peso entre as preocupações dos eleitores brasileiros, segundo levantamento da Genial/Quaest divulgado nesta segunda-feira (14). A pesquisa mostra que o tema passou a ocupar uma posição de maior destaque na avaliação dos brasileiros sobre a eleição presidencial de 2026.

    O levantamento também revela que a relação de um candidato com casos de corrupção pode ter forte impacto tanto na escolha quanto na rejeição de um nome.

    Corrupção pesa na escolha do candidato

    De acordo com a pesquisa, 31% dos entrevistados apontam não estar envolvido com corrupção como a principal característica que procuram em um candidato à Presidência.

    O compromisso com a democracia aparece logo depois, citado por 28% dos eleitores. Na sequência estão ser firme no combate à violência e ao crime, com 15%, e ter experiência política, com 9%.

    Os dados mostram que, para uma parcela significativa do eleitorado, a reputação e a integridade do candidato são fatores importantes na decisão de voto.

    Envolvimento em corrupção também lidera rejeição

    Quando a pergunta muda para o principal motivo que faria o eleitor não votar de jeito nenhum em determinado candidato, a corrupção ganha ainda mais força.

    40% dos entrevistados afirmam que o envolvimento com casos de corrupção seria suficiente para afastá-los de um candidato. O percentual é quase o dobro dos 21% que apontam a falta de compromisso com a democracia como principal motivo de rejeição.

    Outros fatores aparecem com percentuais menores, indicando que corrupção e democracia concentram boa parte dos critérios utilizados pelos eleitores.

    Preferências mudam entre grupos políticos

    A pesquisa também mostra diferenças de acordo com a preferência eleitoral.

    Entre os eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o compromisso com a democracia aparece como principal característica, citado por 29%.

    Já entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), 41% consideram que o principal atributo de um candidato é não possuir envolvimento com casos de corrupção.

    No grupo de eleitores que se declara independente, a ausência de envolvimento com corrupção aparece com 33%, enquanto o compromisso com a democracia registra 26%.

    Cenário eleitoral segue competitivo

    Os dados sobre preocupação com corrupção são divulgados em meio a uma disputa presidencial ainda aberta.

    Na rodada da Quaest realizada no início de setembro, Lula aparecia com 37% das intenções de voto no primeiro turno, seguido por Flávio Bolsonaro, com 29%. Augusto Cury tinha 10%, enquanto outros candidatos registravam percentuais menores.

    Em uma eventual disputa de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, levantamentos recentes do instituto apontaram empate numérico de 41% para cada candidato.

    Pesquisa mostra prioridades do eleitor

    O levantamento indica que temas relacionados à integridade dos candidatos e à defesa das instituições democráticas ocupam espaço relevante na decisão do eleitorado.

    Com a aproximação do primeiro turno, previsto para outubro, essas percepções podem influenciar as estratégias das campanhas e a forma como os candidatos apresentarão suas propostas.

    A pesquisa foi realizada pela Quaest com 2.004 eleitores, entre 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07065/2026. 

  • Quaest mostra que Flávio Bolsonaro lidera transferência de votos no segundo turno

    Quaest mostra que Flávio Bolsonaro lidera transferência de votos no segundo turno

    Levantamento aponta maior migração entre eleitores de Zema e Renan Santos; Lula e Flávio aparecem empatados em 41% em uma eventual disputa presidencial

    Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada em setembro mostra que Flávio Bolsonaro (PL) é o candidato que mais consegue atrair votos de eleitores de outros presidenciáveis em um eventual segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    O levantamento analisou para onde migrariam os votos de apoiadores de outros nomes que aparecem na disputa presidencial. Os resultados mostram uma vantagem de Flávio principalmente entre eleitores de candidatos identificados com a direita.

    Eleitores de Zema e Renan são os que mais migram

    Entre os eleitores de Romeu Zema (Novo), 59% afirmam que votariam em Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno contra Lula. O percentual é o maior registrado entre os grupos analisados.

    Na sequência aparecem os apoiadores de Renan Santos (Missão), com 58%, e de Pablo Marçal, com 47%. Entre os eleitores de Augusto Cury (Avante), 46% indicam preferência por Flávio.

    O menor percentual de transferência para o senador aparece entre os eleitores de Ronaldo Caiado (PSD): 36%. Mesmo nesse grupo, o resultado é superior aos 25% que declararam intenção de votar em Lula.

    Lula recebe parte dos votos, mas em menor proporção

    O levantamento também mediu a transferência dos eleitores desses candidatos para Lula.

    Entre os apoiadores de Cury, 24% afirmam que votariam no presidente. O percentual cai para 19% entre os eleitores de Marçal, 14% entre os de Renan Santos e apenas 4% entre os apoiadores de Zema.

    Entre os eleitores de Caiado, Lula alcança 25%, contra 36% de Flávio.

    Empate entre Lula e Flávio no segundo turno

    A pesquisa também testou diretamente uma eventual disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro.

    O resultado mostra 41% para cada candidato, configurando empate numérico. Outros 13% afirmam que votariam em branco, anulariam o voto ou não compareceriam, enquanto 4% permanecem indecisos.

    No primeiro turno, porém, Lula aparece à frente, com 36% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 29%. Augusto Cury tem 8%, Ronaldo Caiado e Renan Santos aparecem com 3% cada, e Romeu Zema marca 2%.

    Pesquisa mostra cenário ainda aberto

    Os números indicam que a disputa pode mudar significativamente quando os demais candidatos deixam de fazer parte do cenário e seus eleitores precisam escolher entre dois nomes.

    A transferência de votos ganha importância especialmente em uma eleição com vários candidatos competitivos no primeiro turno. O desempenho de Flávio entre eleitores de outros candidatos de direita aparece como um dos principais destaques do levantamento.

    Apesar disso, pesquisas eleitorais representam um retrato do momento em que são realizadas e não permitem antecipar o resultado das urnas.

    Metodologia

    A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 eleitores presencialmente entre os dias 3 e 6 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

    O levantamento foi contratado pela TV Globo e pelo jornal O Globo e registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-01720/2026. 

  • Zanin e Gilmar recebem íntegra de celular de Vorcaro antes de julgamento no STF

    Zanin e Gilmar recebem íntegra de celular de Vorcaro antes de julgamento no STF

    Ministros solicitaram acesso completo aos dados do aparelho antes de sessão que discutirá relatório da PF envolvendo mensagens destinadas a Alexandre de Moraes

    Os ministros Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), receberam nesta segunda-feira (14) acesso integral ao conteúdo extraído do celular do empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

    O compartilhamento foi realizado pela Polícia Federal após determinação de Zanin, que havia solicitado uma cópia completa dos dados para analisar o material antes do julgamento marcado para esta terça-feira (15).

    O aparelho foi apreendido durante a Operação Compliance Zero e contém mensagens mencionadas em relatório da Polícia Federal que será analisado pelo plenário do Supremo.

    Julgamento está marcado para terça-feira

    A sessão foi convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, para discutir o relatório elaborado pela Polícia Federal a pedido do ministro André Mendonça.

    Entre os elementos apresentados pelos investigadores estão 52 mensagens atribuídas a Vorcaro que teriam Alexandre de Moraes como destinatário.

    Os ministros deverão discutir, entre outros pontos, a validade do procedimento adotado para a produção do relatório e os limites para a investigação envolvendo um integrante da própria Corte.

    O caso provocou divergências internas no Supremo e intensificou as discussões entre os ministros nos últimos dias.

    Ministros cobraram acesso ao conteúdo completo

    Cristiano Zanin havia solicitado na sexta-feira (11) acesso irrestrito ao material extraído do telefone.

    Inicialmente, Fachin encaminhou a solicitação ao ministro André Mendonça, responsável pelo caso.

    Mendonça informou, entretanto, que o aparelho permanecia sob responsabilidade da Polícia Federal e que seu gabinete possuía apenas uma cópia de segurança dos dados.

    Segundo o ministro, o material estava armazenado em um HD criptografado, entregue pela PF em março e mantido lacrado.

    Após receber essa informação, Zanin determinou diretamente ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que fornecesse uma cópia integral do conteúdo.

    Gilmar Mendes também solicitou acesso ao material.

    Divergência sobre compartilhamento

    André Mendonça manifestou preocupação com a disponibilização integral dos dados antes do julgamento.

    Segundo o ministro, a abertura de todo o conteúdo poderia prejudicar o andamento das investigações e provocar discussões que não estariam diretamente relacionadas ao objeto da sessão.

    Por outro lado, Zanin, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes defenderam que os integrantes do STF deveriam ter acesso completo às informações para compreender o contexto das mensagens antes de votar.

    Moraes argumentou que não caberia ao relator definir quais documentos poderiam ou não ser analisados pelos demais integrantes do colegiado.

    A Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestou favoravelmente ao acesso integral dos ministros aos dados extraídos do aparelho.

    STF vai decidir sobre relatório da Polícia Federal

    No julgamento desta terça-feira, o plenário deverá avaliar principalmente a validade do relatório produzido pela Polícia Federal e os procedimentos adotados por André Mendonça.

    Parte dos ministros questiona se uma investigação envolvendo um integrante do Supremo poderia ter avançado sem autorização prévia do plenário.

    A discussão é considerada incomum dentro da Corte e poderá estabelecer parâmetros para situações semelhantes no futuro.

    Votos ainda são alvo de expectativa

    Nos bastidores, há expectativa sobre como cada ministro deverá se posicionar.

    Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin são apontados como integrantes que tendem a apresentar posições próximas às defendidas por Moraes.

    André Mendonça, por sua vez, poderia contar com posições semelhantes às de Luiz Fux e Kassio Nunes Marques.

    Ainda há incerteza sobre os votos de Edson Fachin e Cármen Lúcia.

    Dias Toffoli também poderá não participar da votação, uma vez que já declarou suspeição em outros desdobramentos relacionados às investigações envolvendo o Banco Master.

    O julgamento desta terça-feira deverá definir se o relatório produzido pela Polícia Federal será considerado válido e quais procedimentos poderão ser adotados a partir das informações encontradas no celular de Daniel Vorcaro.

  • Quaest: Lula lidera primeiro turno, mas Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente no segundo

    Quaest: Lula lidera primeiro turno, mas Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente no segundo

    Presidente tem 36% contra 31% do senador na primeira etapa da disputa; em eventual segundo turno, Flávio registra 42% e Lula 40%, cenário considerado empate técnico

    A nova pesquisa Quaest, divulgada nesta segunda-feira (14), mostra uma redução da distância entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na corrida pela Presidência da República.

    No cenário de primeiro turno apresentado pelo levantamento, Lula aparece com 36% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 31%. A diferença entre os dois é de cinco pontos percentuais.

    Na sequência, Augusto Cury (Avante) aparece com 7%. Renan Santos e Ronaldo Caiado registram 4% cada, enquanto Romeu Zema soma 1%. Outros 10% estão indecisos e 7% afirmam que não votariam em nenhum dos candidatos.

    Flávio aparece numericamente à frente no segundo turno

    Em uma eventual disputa direta entre Lula e Flávio Bolsonaro, o levantamento mostra Flávio com 42% e Lula com 40%.

    Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, o resultado representa empate técnico, apesar da vantagem numérica do senador.

    Nesse cenário, 13% afirmam que votariam em branco, nulo ou não escolheriam nenhum dos dois candidatos, enquanto outros 5% permanecem indecisos.

    Disputa pelo eleitorado independente ganha importância

    Os dados analisados pela Quaest apontam que o desempenho entre os eleitores que não se identificam diretamente com os principais campos políticos pode ser decisivo na reta final da campanha.

    Entre os independentes, Flávio Bolsonaro apresenta atualmente vantagem numérica de dez pontos percentuais sobre Lula.

    O senador também avançou entre segmentos considerados importantes para a disputa, incluindo mulheres, moradores do Sudeste e eleitores com renda entre dois e cinco salários mínimos.

    No Sudeste, região que concentra a maior parcela do eleitorado brasileiro, a pesquisa aponta uma vantagem de 16 pontos percentuais de Flávio sobre Lula.

    Aprovação do governo entra no cálculo eleitoral

    Outro elemento destacado no levantamento é a avaliação do atual governo. Segundo os dados apresentados, 50% dos entrevistados desaprovam a gestão Lula.

    Também cresceu a parcela da população que afirma ter receio da continuidade do atual governo. De julho até setembro, o indicador passou de 38% para 44%.

    Apesar desse cenário, a expectativa sobre quem vencerá a eleição ainda favorece o presidente.

    Quando os entrevistados são questionados sobre quem acreditam que será eleito, independentemente de sua preferência pessoal, 54% dizem acreditar na vitória de Lula, enquanto 31% apostam em Flávio Bolsonaro.

    Outros cenários de segundo turno

    A Quaest também testou Lula contra outros candidatos.

    Contra Augusto Cury, Lula registra 38% e Cury 36%, configurando empate técnico.

    Na disputa contra Ronaldo Caiado, o presidente aparece com 41%, contra 39% do adversário. Já diante de Renan Santos, o placar é de 41% a 38%.

    O cenário em que Lula apresenta vantagem estatística mais clara é contra Romeu Zema, com 45% contra 33%.

    Rejeição dos principais candidatos chega a 55%

    A pesquisa também revela um dos principais desafios para os dois nomes que lideram a disputa presidencial.

    Lula e Flávio Bolsonaro registram 55% de rejeição cada.

    No cenário direto entre os dois, Lula aparece com 40% das intenções de voto, enquanto 45% dos entrevistados dizem que poderiam votar nele. Flávio registra 42% das intenções e 43% afirmam considerar votar no senador.

    Os números mostram uma corrida presidencial altamente polarizada e com espaço limitado para crescimento entre os candidatos que atualmente concentram a maior parcela das intenções de voto.

    Pesquisa ouviu mais de 2 mil pessoas

    A Quaest entrevistou 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de setembro de 2026.

    A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança informado é de 95%.

    O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03607/2026.

  • Datafolha aponta avaliação do governo de São Paulo e cenário político no estado

    Datafolha aponta avaliação do governo de São Paulo e cenário político no estado

    Pesquisa mostra como os paulistas avaliam a gestão estadual em meio ao período pré-eleitoral de 2026

    Uma pesquisa do Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11) revelou a avaliação dos moradores do estado de São Paulo sobre o desempenho do governo estadual e trouxe novos dados sobre o cenário político paulista às vésperas das eleições de 2026.

    O levantamento analisou a percepção da população sobre a administração estadual, incluindo índices de aprovação, reprovação e a opinião dos eleitores sobre a condução do governo.

    Pesquisa mede aprovação da gestão estadual

    Segundo os dados divulgados pelo instituto, a avaliação do governo paulista apresenta diferentes percepções entre os entrevistados.

    A pesquisa considera a opinião dos eleitores sobre áreas consideradas importantes da administração pública, como saúde, segurança, educação, economia e serviços oferecidos pelo estado.

    Os números ajudam a mostrar como a população avalia as decisões tomadas pelo governo e quais temas podem influenciar o debate eleitoral.

    Cenário político começa a ganhar força

    A divulgação do levantamento ocorre em um momento de movimentação política para as eleições de 2026.

    Partidos e possíveis candidatos já começam a avaliar estratégias, alianças e discursos que deverão ser utilizados durante a disputa eleitoral.

    A avaliação do governo em exercício é considerada um dos principais fatores para medir a força política dos grupos que pretendem disputar novos mandatos.

    Opinião dos eleitores varia conforme temas

    Pesquisas de avaliação costumam mostrar diferenças entre grupos de eleitores de acordo com região, faixa etária e prioridades políticas.

    Questões como segurança pública, custo de vida, transporte e atendimento na saúde aparecem frequentemente entre os principais fatores analisados pela população.

    Esses indicadores ajudam a compreender quais áreas podem ter maior peso nas escolhas dos eleitores.

    Datafolha acompanha cenário eleitoral

    O Datafolha é um dos principais institutos de pesquisa do país e realiza levantamentos sobre comportamento eleitoral e avaliação de governos.

    As pesquisas de opinião servem como retrato do momento político, mas não representam previsão definitiva de resultados eleitorais.

    O cenário ainda pode sofrer mudanças até o período oficial de campanha, com novas alianças, propostas e acontecimentos políticos.

    Eleições de 2026 entram no radar

    Com a aproximação do calendário eleitoral, estados como São Paulo passam a ocupar posição estratégica no debate nacional.

    A avaliação dos governos estaduais, o desempenho dos atuais gestores e a percepção da população devem continuar sendo acompanhados por partidos e especialistas ao longo dos próximos meses.

  • TSE forma maioria para rejeitar registro de candidatura de Pablo Marçal à Presidência em 2026

    TSE forma maioria para rejeitar registro de candidatura de Pablo Marçal à Presidência em 2026

    Ministros da Corte Eleitoral votaram contra a validade do registro apresentado pelo candidato; decisão ainda segue o rito de julgamento do tribunal

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria para rejeitar o registro de candidatura de Pablo Marçal à Presidência da República nas eleições de 2026, segundo o andamento do julgamento realizado pela Corte.

    A decisão representa um novo capítulo na disputa eleitoral e ocorre após a análise de questionamentos apresentados contra a candidatura do político.

    Maioria dos ministros vota contra registro

    Durante o julgamento, ministros do TSE apresentaram seus votos sobre a validade do pedido de registro de candidatura.

    Com a formação de maioria, a tendência é que a Corte confirme o impedimento do candidato de disputar oficialmente a eleição presidencial, conforme os fundamentos analisados pelos magistrados.

    A decisão final depende da conclusão do julgamento e da publicação do resultado oficial pelo tribunal.

    Processo eleitoral segue regras específicas

    O registro de candidatura é uma etapa obrigatória para que qualquer candidato possa participar oficialmente de uma eleição.

    Durante essa fase, a Justiça Eleitoral verifica se o candidato atende aos requisitos previstos na legislação, incluindo questões relacionadas à documentação, condições de elegibilidade e eventuais impedimentos legais.

    O TSE tem a responsabilidade de analisar se os candidatos estão aptos a concorrer dentro das normas eleitorais brasileiras.

    Pablo Marçal já disputou eleições anteriores

    Pablo Marçal ganhou projeção nacional nos últimos anos por sua atuação política e presença nas redes sociais.

    O empresário e influenciador participou de disputas eleitorais anteriores e construiu uma base de apoiadores principalmente no ambiente digital.

    A candidatura presidencial de 2026 vinha sendo acompanhada como uma das movimentações de maior repercussão dentro do cenário político.

    Defesa deve apresentar argumentos

    A defesa de Pablo Marçal poderá apresentar seus argumentos dentro dos procedimentos previstos pela Justiça Eleitoral.

    Os representantes do candidato afirmam que irão acompanhar o processo e buscar as medidas consideradas cabíveis diante da decisão do tribunal.

    Decisão tem impacto no cenário eleitoral

    O julgamento do TSE acontece em meio à movimentação dos partidos e candidatos para a eleição presidencial de 2026.

    A definição sobre registros de candidatura é considerada uma das etapas mais importantes do calendário eleitoral, pois estabelece quais nomes estarão oficialmente autorizados a participar da disputa.

    Com a formação da maioria no tribunal, o caso passa a ser um dos principais acontecimentos políticos do período pré-eleitoral.

  • Diretor da PF diz a Fachin que investigação não monitorou André Mendonça e defende relatório sobre ministro

    Diretor da PF diz a Fachin que investigação não monitorou André Mendonça e defende relatório sobre ministro

    Andrei Rodrigues afirmou ao presidente do STF que atuação da Polícia Federal seguiu critérios técnicos e negou qualquer acompanhamento ilegal do ministro do Supremo

    O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que a corporação não realizou monitoramento do ministro André Mendonça durante a investigação que gerou um relatório envolvendo o magistrado.

    A declaração ocorreu em meio à repercussão política e jurídica sobre o documento elaborado pela PF, que passou a ser questionado após informações relacionadas ao conteúdo do relatório e à forma como a apuração foi conduzida.

    PF afirma que atuação seguiu critérios legais

    Segundo Andrei Rodrigues, a investigação conduzida pela Polícia Federal respeitou os procedimentos internos e não teve como objetivo acompanhar a rotina ou as atividades pessoais do ministro.

    O diretor-geral defendeu que o relatório produzido pela corporação é resultado de um trabalho técnico baseado em informações coletadas durante a apuração.

    A PF afirmou que não houve ação direcionada contra André Mendonça nem tentativa de interferência sobre o ministro do Supremo.

    Reunião com Fachin no STF

    A conversa entre Andrei Rodrigues e Edson Fachin ocorreu após o tema chegar ao Supremo e gerar questionamentos sobre os limites da atuação da Polícia Federal.

    Como presidente da Corte, Fachin recebeu explicações sobre o caso e buscou esclarecimentos a respeito dos procedimentos adotados pela instituição.

    O encontro faz parte de uma série de movimentações para esclarecer dúvidas envolvendo a elaboração do relatório e sua repercussão dentro do Judiciário.

    Relatório virou centro de debate

    O documento produzido pela PF passou a ser analisado por autoridades após levantar informações relacionadas ao ministro André Mendonça.

    A discussão envolve principalmente a interpretação sobre o conteúdo do relatório e se a atuação dos investigadores ultrapassou ou não os limites previstos para uma apuração policial.

    A Polícia Federal sustenta que o trabalho teve caráter investigativo e institucional, enquanto o caso segue sendo avaliado pelas autoridades competentes.

    Entenda a importância do caso

    A situação ganhou destaque porque envolve uma instituição de investigação federal e um integrante da mais alta Corte do país.

    Casos que envolvem autoridades com foro privilegiado costumam receber atenção especial devido à necessidade de equilíbrio entre o trabalho investigativo, a independência das instituições e as garantias previstas na Constituição.

    Próximos passos

    O andamento do caso dependerá das análises feitas pelas autoridades responsáveis e de eventuais manifestações do Supremo Tribunal Federal.

    Até o momento, a Polícia Federal mantém a posição de que não houve monitoramento ilegal e defende a validade das informações apresentadas no relatório.

  • Inquérito sobre Flávio Bolsonaro: entenda as investigações e os crimes analisados

    Inquérito sobre Flávio Bolsonaro: entenda as investigações e os crimes analisados

    Apuração envolve suspeitas relacionadas a possíveis irregularidades e reúne diferentes etapas de investigação conduzidas pelas autoridades

    O inquérito envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou ao centro do debate político após novos desdobramentos relacionados às investigações conduzidas pelas autoridades. O caso reúne suspeitas sobre possíveis irregularidades e envolve a análise de documentos, depoimentos e informações obtidas durante as apurações.

    As investigações buscam esclarecer se houve prática de crimes e identificar responsabilidades, seguindo os procedimentos previstos pela Justiça brasileira.

    Entenda o que está sendo investigado

    O inquérito analisa possíveis condutas atribuídas ao senador e a outras pessoas relacionadas ao caso. Entre os pontos avaliados estão eventuais movimentações financeiras consideradas suspeitas, possíveis irregularidades administrativas e a origem de determinados recursos investigados.

    As autoridades responsáveis pela apuração avaliam informações coletadas ao longo do processo para verificar se existem elementos suficientes para confirmar ou descartar as suspeitas levantadas.

    Quais crimes são analisados

    Entre os crimes que podem aparecer em investigações desse tipo estão lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, organização criminosa e outras práticas relacionadas a possíveis desvios ou ocultação de recursos, dependendo das provas reunidas.

    A definição de eventuais acusações depende da conclusão das investigações e da análise dos órgãos responsáveis. A abertura de um inquérito não significa, por si só, condenação ou comprovação de culpa.

    Histórico de investigações

    Flávio Bolsonaro já foi alvo de outras apurações ao longo dos últimos anos, incluindo o caso conhecido como “rachadinha”, relacionado a suspeitas de retenção de parte dos salários de funcionários de seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

    O senador sempre negou irregularidades e afirmou que as acusações contra ele possuem motivação política. Seus advogados sustentam que não há provas de participação em crimes.

    Próximos passos da investigação

    Com o avanço do inquérito, as autoridades podem realizar novas diligências, solicitar documentos, ouvir envolvidos e analisar dados complementares antes de decidir os próximos encaminhamentos.

    Caso sejam encontrados elementos suficientes, o Ministério Público pode avaliar a apresentação de uma denúncia à Justiça. Caso contrário, a investigação também pode ser arquivada.

    Caso segue acompanhado no cenário político

    O processo envolvendo Flávio Bolsonaro permanece acompanhado de perto por setores políticos e jurídicos, devido ao peso público do senador e às repercussões que investigações envolvendo figuras de destaque nacional costumam gerar.

    A conclusão dependerá exclusivamente da análise das provas e das decisões tomadas pelas instituições responsáveis pelo andamento do caso.