Retirada marca uma nova etapa na relação entre Washington e Bagdá e encerra uma presença militar iniciada após a invasão do país em 2003
As tropas dos Estados Unidos estão deixando o Iraque após cerca de duas décadas de presença militar , em uma mudança que marca uma nova fase na relação entre os dois países.
A retirada ocorre depois de anos de operações militares, combate ao grupo Estado Islâmico e cooperação com as forças de segurança iraquianas.
Presença americana começou em 2003
A presença militar dos EUA no Iraque teve início com a invasão liderada pelos americanos em 2003 , que derrubou o governo de Saddam Hussein.
A operação abriu um longo período de instabilidade e instabilidade no país. As forças americanas chegaram a reunir milhares de militares no território iraquiano.
Em 2011, os EUA retiraram oficialmente as suas tropas de combate, mas regressaram ao país anos depois no contexto da luta contra o Estado Islâmico.
Combate ao Estado Islâmico mudou de missão
A partir de 2014, a atuação americana começou a ganhar força devido à expansão do Estado Islâmico (ISIS) no Iraque e na Síria.
Os Estados Unidos participaram de uma coalizão internacional que apoiou as forças iraquianas na recuperação de territórios ocupados por grupo extremista.
Com a redução da capacidade territorial do Estado Islâmico, a missão americana passou gradualmente de operações de combate para treinamento, aconselhamento e apoio às forças de segurança iraquianas .
O que mudou no Iraque
As forças de segurança do Iraque passaram a assumir uma parcela maior das operações contra grupos extremistas.
A mudança permitiu que Washington e Bagdá discutissem uma redução da presença militar americana e uma relação baseada principalmente em cooperação de segurança, treinamento e intercâmbio de informações .
Retirada não significa fim da relação
A saída dos militares não representa necessariamente a proibição da cooperação entre os Estados Unidos e o Iraque.
Os dois países continuam mantendo relações diplomáticas, econômicas e de segurança.
A cooperação contra ameaças extremistas também pode continuar por outros meios.
Próxima etapa
A principal questão agora é como o Iraque administrará sua segurança com uma presença militar americana menor.
O país ainda enfrenta desafios relacionados a grupos armados, ameaças extremistas e disputas políticas internacionais.
A retirada das tropas americanas representa o encerramento de um dos capítulos mais longos da presença militar dos EUA no Oriente Médio e abre uma nova etapa na relação entre Washington e Bagdá.

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