“O Outro Lado das Redes” revisita o impacto da plataforma 16 anos após “A Rede Social” e acompanha a investigação jornalística que revelou documentos internos do Facebook.
Dezesseis anos depois de escrever “A Rede Social” , Aaron Sorkin retorna ao universo do Facebook com “O Outro Lado das Redes” , produção inspirada em acontecimentos reais envolvendo documentos internos da empresa e os impactos de seus algoritmos. Desta vez, além de controlar o roteiro, Sorkin também dirige o longa.
O filme acompanha a ex-funcionária do Facebook Frances Haugen , interpretada por Mikey Madison, e o jornalista Jeff Horwitz , vivido por Jeremy Allen White. A trama mostra como informações internacionais da companhia chegaram à imprensa e deram origem à investigação conhecida como Facebook Files , publicada pelo Wall Street Journal em 2021.
Filme aborda impactos nas redes sociais
Os documentos apresentados por Haugen levantaram questionamentos sobre os efeitos das plataformas da empresa, incluindo pesquisas internacionais relacionadas ao impacto do Instagram sobre adolescentes e discussões sobre a circulação de desinformação, discursos de ódio e conteúdos ligados à violência política.
Sorkin afirmou que decidiu retornar ao tema diante da influência crescente exercida pelos algoritmos na sociedade. Diferentemente do longa de 2010, que acompanhava principalmente a criação do Facebook e os conflitos envolvidos com seus fundadores, a nova produção concentra a narrativa nas consequências da expansão da plataforma.
Jeremy Strong interpreta Mark Zuckerberg
O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg , desta vez é interpretado por Jeremy Strong , conhecido pela série “Succession”. No filme original, lançado em 2010, o empresário havia sido vívido por Jesse Eisenberg.
Segundo Sorkin, Zuckerberg tem participação menor na nova história, mas ocupa posição importante no debate apresentado pelo longo. Algumas cenas mostram o empresário prestando depoimento ao Congresso dos Estados Unidos e defendendo decisões tomadas pela companhia.
O diretor afirmou que sua abordagem também mudou. Enquanto em “A Rede Social” buscava compreender as motivações do empresário, agora pretendo colocar as justificativas da companhia em contraste com as consequências atribuídas às decisões da plataforma.
O jornalismo ocupa papel central na história
Apesar da presença de Zuckerberg, Sorkin descreve “O Outro Lado das Redes” principalmente como uma história sobre jornalismo .
A narrativa acompanha a relação entre Frances Haugen e Jeff Horwitz durante o processo de obtenção e publicação de documentos internos. O material revelou diferenças entre declarações públicas da empresa e discussões realizadas internamente sobre o funcionamento de suas plataformas.
O roteiro também passou por uma revisão jurídica antes da produção, em razão da abordagem de pessoas e acontecimentos reais.
Elenco reúne nomes premiados
Além de Jeremy Strong, Mikey Madison e Jeremy Allen White, o elenco inclui Bill Burr, Wunmi Mosaku, Billy Magnussen, Betty Gilpin, Gbenga Akinnagbe, Tehmina Sunny e Portia Doubleday .
A longa termina abordando os acontecimentos relacionados ao ataque ao Capitólio dos Estados Unidos, em 6 de janeiro de 2021 , conectando o episódio às exposições ao longo da produção sobre moderação de conteúdo e funcionamento das redes sociais.
Estreia no Brasil será em outubro
“O Outro Lado das Redes” estreia nos cinemas brasileiros em 22 de outubro de 2026. A produção chega às telas como uma obra complementar a “A Rede Social”, sucesso de 2010 que venceu três Oscars e arrecadou mais de US$ 226 milhões mundialmente.
Mais do que repete a história da criação do Facebook, o novo filme pretende discutir o que aconteceu depois que a plataforma se transformou em uma das empresas de tecnologia mais influentes do mundo.

Deixe um comentário