Categoria: Politica

  • Presidente do Irã diz na ONU que país não vai se render aos EUA, mas defende caminho diplomático

    Presidente do Irã diz na ONU que país não vai se render aos EUA, mas defende caminho diplomático

    Masoud Pezeshkian criticou declarações de Donald Trump, afirmou que Teerã está aberto a negociações e rejeitou acusações de que o país busca desenvolver armas nucleares

    O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian , afirmou nesta quarta-feira (23), durante discurso na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas , em Nova York, que seu país não pretende se render diante da pressão dos Estados Unidos, mas continua disposto a buscar uma solução diplomática para o conflito.

    A manifestação ocorre um dia depois do presidente norte-americano, Donald Trump , utilizar o mesmo palco para defender a atuação dos Estados Unidos contra o Irã e anunciar sobre a possibilidade de novas ações militares caso não seja conseguido um acordo para encerrar a guerra.

    Durante seu discurso, Pezeshkian acusou Trump de adotar uma postura de intimidação e declarou que ameaças não fariam o governo iraniano abandonar suas posições. Ao mesmo tempo, repetiu que Teerã permanece aberto ao diálogo, já que as negociações não ocorrem, segundo ele, sob pressão ou ameaça de uso da força.

    Pezeshkian responde às declarações de Trump

    O discurso do presidente iraniano foi marcado por respostas diretas às declarações feitas pelo líder dos Estados Unidos na terça-feira (22).

    Trump havia afirmado que eu tinha decidido entre buscar um acordo que permitisse ao Irã reconstruir o país ou ampliar a experiência contra a República Islâmica caso não houvesse entendimento. O presidente norte-americano também voltou a argumentar que sua política busca impedir que Teerã desenvolva uma arma nuclear.

    Pezeshkian, por sua vez, declarou que os iranianos não aceitariam se submeter às pressões externas e afirmou que o país continuará defendendo seus interesses.

    O presidente iraniano também apresentou imagens durante sua intervenção para destacar as vítimas iranianas do conflito e acusar Estados Unidos e Israel de ataques contra civis. Essas declarações representam a posição apresentada pelo governo de Teerã sobre a guerra.

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    O Irã afirma estar aberto às negociações

    Apesar do tom de confronto, Pezeshkian apresentou diversas vezes a possibilidade de uma saída negociada.

    Segundo a Reuters, o presidente afirmou que o Irã está preparado para “diálogo, diplomacia e negociações” , mas enviou conversas conduzidas mediante ameaças.

    As declarações coincidem com novos contatos indiretos entre representantes de Washington e Teerã nos bastidores da Assembleia Geral.

    Representantes dos dois governos realizaram negociações por meio de mediadores em Nova York, nos primeiros contatos desse tipo em meses. Os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner participaram das conversas, enquanto o lado iraniano manteve a comunicação por meio de países mediadores.

    Até o momento, entretanto, não foi anunciado um acordo nem uma mudança significativa nas posições públicas das duas partes.

    Programa nuclear segue no centro das divergências

    Outro tema abordado pelo presidente iraniano foi o programa nuclear do país .

    Pezeshkian voltou a afirmar que o Irã não pretende desenvolver armas nucleares. A questão está no centro das divergências entre Teerã e Washington, já que os Estados Unidos apontam o programa nuclear iraniano como uma das principais razões para iniciar o governo da República Islâmica.

    Washington também acusa o governo iraniano de apoiar grupos armados no Oriente Médio. As autoridades iranianas rejeitaram parte dessas acusações e sustentaram que suas ações militares e alianças regionais fazem parte de sua estratégia de defesa.

    As diferenças sobre o programa nuclear, a segurança regional e as condições para um cessar-fogo continuam sendo alguns dos principais obstáculos para um eventual acordo.

    Delegação dos Estados Unidos deixa plenário

    A delegação dos Estados Unidos deixou o plenário no início do discurso de Pezeshkian, segundo a Reuters. A missão norte-americana na ONU não apresentou imediatamente uma explicação pública para a saída.

    O episódio ocorreu em meio ao aumento das diplomáticas entre os dois países e às tentativas simultâneas de abertura de canais de negociação.

    Pezeshkian é a principal autoridade iraniana e participa presencialmente nesta edição da Assembleia Geral. A administração norte-americana autorizou a entrada de uma delegação reduzida do Irã em Nova York, cumprindo as obrigações relacionadas à sede das Nações Unidas, mas distribuindo restrições de deslocamento aos membros do grupo.

    Guerra relacionada à segurança e ao comércio internacional

    A disputa entre Estados Unidos e Irã tem repercussões que ultrapassam a relação bilateral.

    Um dos principais pontos de preocupação é o Estreito de Ormuz , passagem marítima estratégica para o comércio internacional de petróleo e gás. O conflito provocou restrições à navegação na região, afetando transportadoras, mercados de energia e países dependentes das rotas do Golfo Pérsico.

    Nesta quarta-feira, as autoridades marítimas também informaram que um embarque foi atingido por um projeto enquanto atravessava o estreito. A origem do ataque não foi especificada no momento da divulgação das informações.

    ONU se torna palco de confronto diplomático

    Os discursos consecutivos de Trump e Pezeshkian transformaram a Assembleia Geral da ONU em um dos principais espaços diplomáticos para a disputa entre os dois governos.

    Enquanto Washington insiste em garantias relacionadas ao programa nuclear iraniano e à atuação regional de Teerã, o governo iraniano exige o fim das operações militares e rejeita negociações que considerem realizadas sob coerção.

    A 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas reúne líderes mundiais entre os dias 22 e 28 de setembro, em Nova York, com guerras, segurança internacional, mudanças climáticas, desenvolvimento econômico e inteligência artificial entre os principais temas do debate.

    O discurso de Pezeshkian mostrou que, apesar da forte troca de acusações entre Teerã e Washington, os dois governos mantêm canais indiretos de negociação , que poderão determinar os próximos passos da crise no Oriente Médio. 

  • Milei leva disputa pelas Malvinas à ONU e acusa organismo de “olhar para o outro lado”

    Milei leva disputa pelas Malvinas à ONU e acusa organismo de “olhar para o outro lado”

    Presidente argentino reforçou reivindicação de soberania sobre o arquipélago, criticou o funcionamento das Nações Unidas e defendeu menos restrições ao desenvolvimento da inteligência artificial

    Em sua terceira participação no encontro como presidente, Milei criticou a atuação da própria ONU e afirmou que a organização estaria escolhendo “olhar para o outro lado” diante da disputa de soberania entre Argentina e Reino Unido. A declaração ocorre em meio a uma nova escalada diplomática envolvendo projetos de exploração de petróleo nas proximidades do arquipélago.

    Malvinas voltam ao centro do discurso argentino

    A Argentina reivindica a soberania sobre as ilhas, administradas pelo Reino Unido, há décadas. O território foi palco da Guerra das Malvinas em 1982, conflito de aproximadamente dez semanas que terminou com a rendição argentina às forças britânicas. A questão permanece aberta diplomaticamente e continua sendo um dos temas mais sensíveis da política externa argentina.

    A tensão aumentou nas últimas semanas por causa do avanço do projeto petrolífero offshore Sea Lion, ligado às empresas Navitas Petroleum e Rockhopper Exploration.

    O governo de Milei abriu procedimentos contra mais de 60 empresas e pessoas relacionadas ao projeto e apresentou ao Congresso argentino uma proposta para endurecer sanções contra companhias consideradas envolvidas em atividades não autorizadas pela Argentina em áreas marítimas reivindicadas pelo país.

    Durante a Assembleia Geral, Milei aproveitou o palco internacional para reafirmar a posição argentina e cobrar maior participação da ONU na busca por uma solução para a disputa.

    Reino Unido rejeita posição argentina

    O governo britânico, por sua vez, mantém uma interpretação diferente sobre o território. Autoridades do Reino Unido afirmam que as ilhas são britânicas e defendem o direito dos moradores do arquipélago de desenvolver seus recursos naturais.

    O tema também apareceu na Assembleia Geral antes da fala de Milei. O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, afirmou que o Reino Unido permanecerá firme diante de desafios aos territórios sob administração britânica e citou diretamente as ilhas durante sua intervenção.

    O chanceler argentino, Pablo Quirno, respondeu reiterando a disposição de Buenos Aires para retomar negociações bilaterais com Londres. A Argentina cita resoluções da ONU que reconhecem a existência de uma disputa de soberania e defendem uma solução negociada e pacífica entre os dois países.

    Milei volta a criticar funcionamento da ONU

    Além da questão das Malvinas, o presidente argentino retomou críticas que já havia feito ao funcionamento das Nações Unidas.

    Desde sua primeira participação na Assembleia Geral, em 2024, Milei questiona o crescimento da atuação de organizações multilaterais em temas que, em sua visão, deveriam permanecer sob responsabilidade dos Estados nacionais.

    O discurso ocorre durante uma edição da Assembleia Geral marcada por debates sobre guerras, mudanças climáticas, economia internacional, segurança e transformação tecnológica. O tema oficial do encontro de 2026 é “Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: uma Organização das Nações Unidas que atenda a todas as pessoas”.

    Inteligência artificial também entra no discurso

    Outro eixo apresentado por Milei foi a inteligência artificial. O governo argentino tem defendido uma abordagem favorável ao desenvolvimento da tecnologia, demonstrando preocupação com regulações que possam, na avaliação do Executivo, limitar inovação e investimentos.

    A posição aparece em um momento em que governos e organismos internacionais discutem quais regras deveriam ser adotadas para administrar riscos associados à IA. Milei argumentou em favor de maior liberdade para o desenvolvimento tecnológico e alertou para o risco de países ficarem para trás nessa transformação.

    O debate contrasta com a posição apresentada pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, que nesta edição da Assembleia defendeu maior cooperação internacional e mecanismos de governança para administrar os riscos relacionados à inteligência artificial.

    Aproximação com Estados Unidos

    A passagem de Milei por Nova York também inclui uma intensa agenda diplomática. O argentino participou de atividades ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e manteve encontro com o secretário de Estado americano, Marco Rubio.

    A aproximação entre Buenos Aires e Washington tem se aprofundado nos últimos anos, especialmente em temas econômicos, energéticos e de segurança. Durante a Assembleia Geral, os Estados Unidos também avançaram em iniciativas envolvendo investimentos em minerais críticos e energia na Argentina.

    Após o discurso na ONU, Milei mantém compromissos com empresários e participa de encontros voltados a temas como liberdade econômica, segurança estratégica e relações internacionais.

    A participação argentina na Assembleia Geral ocorre, portanto, em meio a uma combinação de reivindicação territorial, disputa por recursos naturais, aproximação com Washington e questionamentos ao atual funcionamento das instituições multilaterais, temas que devem continuar ocupando espaço na política externa do governo Milei.

  • Governo e Congresso fecham acordo para avançar pauta sobre fim da escala 6×1

    Governo e Congresso fecham acordo para avançar pauta sobre fim da escala 6×1

    Relatório deve ser apresentado nesta quinta-feira e abre nova etapa de discussão sobre mudanças na jornada de trabalho.

    O governo federal e lideranças do Congresso Nacional chegaram a um acordo para destravar a discussão sobre a proposta que altera a atual escala de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias e descansa um.

    O relatório da proposta deve ser apresentado nesta quinta-feira (27), abrindo uma nova fase de debates no Legislativo.

    A medida é considerada uma das principais pautas trabalhistas em discussão no Congresso.

    A negociação envolve representantes do Executivo e parlamentares, que buscam construir um texto com maior possibilidade de aprovação.

    O tema divide opiniões entre setores empresariais e representantes dos trabalhadores.

    Defensores da mudança argumentam que a redução da jornada pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e acompanhar transformações no mercado de trabalho.

    Já setores produtivos alertam para possíveis impactos nos custos operacionais das empresas, especialmente em áreas que funcionam em regime contínuo.

    A proposta deverá passar por novas discussões antes da votação definitiva, com possibilidade de ajustes no texto apresentado.

    O avanço da pauta ocorre em um momento de maior articulação política entre o Palácio do Planalto e o Congresso, com o governo buscando consolidar apoio para projetos considerados prioritários.

  • Em encontro em Ponta Porã, Carlos Bernardo reúne apoiadores e apresenta propostas para a fronteira

    Em encontro em Ponta Porã, Carlos Bernardo reúne apoiadores e apresenta propostas para a fronteira

    Carlos Bernardo e Hélio Peluffo defenderam investimentos em saúde, infraestrutura, educação, qualificação profissional e desenvolvimento econômico Ponta Porã (MS)

    Carlos Bernardo e Hélio Peluffo defenderam investimentos em saúde, infraestrutura, educação, qualificação profissional e desenvolvimento econômico

    Ponta Porã (MS) – Centenas de pessoas participaram de um encontro político organizado por Carlos Bernardo, candidato à Câmara dos Deputados, e Hélio Peluffo, candidato à Assembleia Legislativa.

    O evento reuniu lideranças, apoiadores e moradores de Ponta Porã para discutir propostas direcionadas à região de fronteira.

    Durante o encontro, os candidatos defenderam uma atuação conjunta entre representantes estaduais e federais para buscar recursos e viabilizar projetos nas áreas de saúde, infraestrutura, educação, qualificação profissional e desenvolvimento econômico. 

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    Hospital Binacional é apresentado como uma das principais propostas

    Carlos Bernardo apresentou como uma de suas principais propostas a implantação do Hospital Binacional de Fronteira.

    Segundo o candidato, o objetivo é ampliar a oferta de atendimentos de média e alta complexidade na região e reduzir a necessidade de transferência de pacientes para municípios como Dourados, Campo Grande e Três Lagoas.

    O projeto de um hospital binacional na região de fronteira já havia sido apresentado publicamente anteriormente e recebeu, em agosto, declaração de interesse público e municipal pela Junta Municipal de Pedro Juan Caballero.

    Bernardo afirmou ainda que a proposta já foi apresentada a autoridades brasileiras e paraguaias e defendeu a participação da Itaipu Binacional em sua viabilização. 

    Apoiadora destaca proposta para a saúde

    Durante o encontro, Adrielle, apoiadora dos dois candidatos, afirmou considerar o projeto uma prioridade para Ponta Porã.

    Ela relacionou a proposta à atuação conjunta de Carlos Bernardo e Hélio Peluffo.

    “Eu voto no Carlos Bernardo porque acredito que ele, junto com o Hélio, pode trazer melhorias para Ponta Porã. Ainda mais pelo Hospital Binacional, que é o que o povo precisa aqui”, afirmou Adrielle.

    Educação, qualificação e geração de empregos

    Além da saúde, Carlos Bernardo relacionou suas propostas à preparação de Mato Grosso do Sul para as transformações econômicas associadas à Rota Bioceânica.

    O candidato defendeu investimentos em educação, formação técnica e ensino superior, além da criação de condições para a atração de empresas e geração de novos empregos.

    “Nós precisamos preparar o nosso Estado para o futuro. Precisamos de educação para os nossos jovens, qualificação profissional, estrutura para receber empresas e condições para gerar emprego para a nossa gente”, afirmou Carlos Bernardo.

    A Rota Bioceânica é um corredor de integração que envolve Brasil, Paraguai, Argentina e Chile e pretende ampliar a conexão logística entre os oceanos Atlântico e Pacífico.

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    Trajetória empresarial é citada por apoiadores

    O perfil empresarial de Carlos Bernardo também foi mencionado por participantes do encontro.

    Fernando afirmou que sua decisão de apoiar o candidato está relacionada à sua trajetória como empreendedor e à atuação na geração de empregos.

    “Eu voto no Carlos Bernardo porque ele é um empreendedor, um cara que gera empregos e em quem dá para confiar no trabalho. Acredito que ele é o nome para representar o nosso Estado em Brasília”, declarou Fernando.

    Hélio Peluffo defende maior representação política de Ponta Porã

    Durante sua participação no encontro, Hélio Peluffo concentrou sua fala na necessidade de ampliar a representação política de Ponta Porã na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

    Peluffo também destacou a importância da articulação entre deputados estaduais e federais para viabilizar investimentos destinados aos municípios.

    “Nossas lutas são muitas, nossas necessidades são grandes e nós precisamos ter voz na Assembleia. Precisamos ter gente que nos defenda, que lute e brigue pelos propósitos que Ponta Porã necessita”, declarou Hélio Peluffo.

    Ex-prefeito destaca experiência na administração municipal

    Ex-prefeito de Ponta Porã, Hélio Peluffo utilizou sua experiência na administração municipal para defender que grandes investimentos dependem da articulação entre prefeituras, Governo do Estado, bancada federal e Congresso Nacional.

    Na área da saúde, Peluffo defendeu tanto a execução do projeto do Hospital Binacional apresentado por Carlos Bernardo quanto o fortalecimento e a ampliação da estrutura do Hospital Regional de Ponta Porã.

    “Além do hospital que o Carlos Bernardo vem defendendo para a faixa de fronteira, nós também precisamos dobrar o nosso Hospital Regional”, afirmou Peluffo.

    Rota Bioceânica entra no centro do debate

    A Rota Bioceânica também ocupou espaço nas falas durante o encontro.

    Carlos Bernardo afirmou que Ponta Porã e Mato Grosso do Sul precisam se preparar antecipadamente para receber novos investimentos, empresas e trabalhadores relacionados ao avanço do corredor internacional.

    Entre as medidas defendidas pelo candidato estão qualificação profissional, ampliação da infraestrutura e criação de ambientes favoráveis à instalação de novos empreendimentos.

    Fronteira como polo de desenvolvimento

    Para Carlos Bernardo, a posição geográfica de Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai e próxima aos corredores de integração da América do Sul, pode ser utilizada para estimular atividades relacionadas à indústria, comércio, logística e prestação de serviços.

    A proposta apresentada durante o encontro é associar os investimentos em infraestrutura à preparação da mão de obra local, de forma que a população da região possa participar das oportunidades econômicas geradas pelos novos projetos.

    Ao longo do encontro, saúde, representação política, educação, qualificação profissional, infraestrutura e desenvolvimento econômico estiveram entre os principais temas apresentados pelos candidatos aos apoiadores e moradores de Ponta Porã. 

  • TST suspende julgamento sobre greve dos Correios

    TST suspende julgamento sobre greve dos Correios

    Tribunal Superior do Trabalho interrompe análise do dissídio coletivo; paralisação começou em setembro e envolve reivindicações trabalhistas da categoria

    TST suspende julgamento sobre greve dos Correios

    Tribunal Superior do Trabalho interrompe análise do dissídio coletivo; paralisação começou em setembro e envolve reivindicações trabalhistas da categoria

    O Tribunal Superior do Trabalho (TST) suspendeu nesta segunda-feira (21) o julgamento do dissídio coletivo relacionado à greve dos trabalhadores dos Correios. A paralisação começou em 10 de setembro, após as negociações entre a empresa e os representantes da categoria terminarem sem acordo.

    A decisão mantém o processo em análise na Justiça do Trabalho enquanto seguem as discussões sobre as reivindicações dos empregados e as condições de funcionamento da estatal.

    Greve começou em setembro

    Tribunal Superior do Trabalho suspende julgamento sobre dissídio dos  Correios até quarta

    Os trabalhadores dos Correios iniciaram a paralisação após o encerramento das negociações do acordo coletivo de trabalho 2025/2026.

    Entre os pontos de divergência está o plano de saúde dos trabalhadores, aposentados e seus familiares, além de questões relacionadas à reestruturação da empresa.

    Os sindicatos também contestam propostas que envolvem fechamento de agências e redução de distritos postais.

    TST já determinou efetivo mínimo

    Antes da suspensão do julgamento, o TST havia determinado que 80% do efetivo dos Correios deveria permanecer trabalhando durante a greve.

    A decisão considerou o caráter essencial dos serviços prestados pela estatal e os possíveis impactos da paralisação sobre a população.

    O tribunal também considerou que a greve ocorre durante o período de campanha das Eleições 2026, aumentando a necessidade de manutenção dos serviços postais.

    Correios adotam medidas para manter entregas

    A empresa informou que colocou em funcionamento um plano de continuidade de negócios para reduzir os impactos da paralisação.

    Entre as medidas estão o deslocamento de empregados administrativos para atividades operacionais, remanejamento de veículos e realização de mutirões para manter o fluxo logístico.

    Entregas podem sofrer impactos

    Mesmo com a manutenção de parte do efetivo, a paralisação pode provocar alterações nos prazos de entrega de encomendas e correspondências.

    A extensão dos impactos depende da adesão à greve em cada região e da capacidade operacional mantida pelas unidades dos Correios.

    Negociações continuam no centro do conflito

    A greve ocorre em meio a um cenário de dificuldades financeiras enfrentado pela estatal e a discussões sobre mudanças em sua estrutura.

    Os trabalhadores afirmam que não devem ser responsabilizados pela situação financeira da empresa e defendem avanços nas negociações trabalhistas.

    Com o julgamento suspenso, o futuro da paralisação dependerá dos próximos passos do TST e das negociações entre os Correios e os representantes dos trabalhadores.

  • Educação e qualificação entram no centro do debate sobre futuro econômico de MS

    Educação e qualificação entram no centro do debate sobre futuro econômico de MS

    Em encontro em Campo Grande, professores destacaram educação e valorização profissional; Carlos Bernardo defendeu preparação dos jovens para que expansão econômica ligada à Rota Bioceânica gere empregos qualificados para trabalhadores do Estado

    Campo Grande (MS) – A preparação dos jovens para as novas oportunidades de trabalho e o papel da educação na melhoria da renda das famílias estiveram no centro de uma reunião política realizada neste domingo, em Campo Grande, com a participação do candidato a deputado federal Carlos Bernardo (4455), representantes do candidato a deputado estadual Jamílson Name (11444) e apoiadores.

    A professora da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande, Luciana apontou a valorização profissional como um dos motivos da sua escolha pelo 4455.

    “Agora não tenho mais dúvidas, estou com o Carlos Bernardo pela questão da valorização salarial que ele busca e propõe”, afirmou.

    A professora Nádia também relacionou sua decisão à educação e à trajetória pessoal do candidato.

    “Ele transmitiu a mim a impressão de uma pessoa preocupada com a educação, em fazer educação. A sua história de vida confirma isso: ele veio de um cenário que não era favorável e se tornou essa pessoa que é hoje através do trabalho”, declarou.

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    Educação e desenvolvimento econômico

    O tema ganhou dimensão econômica no discurso do candidato a deputado federal pelo União Brasil, Carlos Bernardo, que defendeu que Mato Grosso do Sul antecipe a formação de mão de obra para aproveitar as transformações esperadas com a consolidação da Rota Bioceânica.

    “Precisamos preparar os nossos filhos para enfrentar o desenvolvimento deste Estado que está vindo aí. A Rota Bioceânica vai mudar o panorama de Mato Grosso do Sul, vai trazer indústria e fábricas, e os nossos filhos têm que estar preparados para pegar os melhores empregos”, afirmou.

    Carlos Bernardo resumiu a preocupação em uma frase:

    “Se Mato Grosso do Sul não se preparar, vai ficar só como rota de passagem.”

    Da infância pobre à defesa da educação

    Ao falar sobre qualificação, Carlos recorreu à própria história. Contou ter crescido em uma família pobre no interior do Paraná, trabalhando desde criança e retomando os estudos posteriormente pela Educação de Jovens e Adultos (EJA). Hoje, é formado em Direito e Administração.

    “Eu peço aos jovens, aos pais, aos avós e aos tios que incentivem seus filhos a estudar. É a única herança que você pode dar. O jovem formado é dono do seu destino”, disse.

    A educação também apareceu no discurso do professor e advogado Joaquim, anfitrião do encontro. Ele relatou a própria trajetória acadêmica e afirmou que o acesso ao ensino modificou suas perspectivas profissionais.

    “Eu acredito na educação. Saí de uma cidade do interior, estudei em escola pública, consegui fazer faculdade e hoje sou formado em Direito. A educação mudou a minha vida”, afirmou.

    A discussão sobre educação levou Carlos Bernardo a outro tema: renda. O candidato afirmou que qualificação e desenvolvimento econômico precisam se refletir em salários capazes de garantir melhores condições de vida para as pessoas.

    Participação depois do voto

    Ele também foi categórico ao dizer que representantes eleitos precisam cobrar soluções independentemente de alinhamento político.

    Ele também defendeu que eleitores acompanhem os mandatos e exijam respostas de deputados e senadores depois da eleição.

    A cobrança sobre a atuação dos eleitos também apareceu na fala de Júlio do Campo Nobre, que representou no encontro o deputado estadual e candidato à reeleição Jamilson Name (PP).

    “A política não é só você ir votar. Você tem que participar. Depois, busque o nosso gabinete e veja realmente se tudo isso que está sendo falado aqui acontece na prática”, afirmou Júlio.

    A reunião contou ainda com Fernando Ortega, representando a candidatura de Vander Loubet ao Senado.

    Ortega também defendeu que o eleitor considere o histórico dos candidatos e mantenha uma relação de cobrança com seus representantes.

    Escolha e responsabilidade

    Ao encerrar a reunião, Carlos frisou que agora é a hora de mudar as coisas, que é através do voto que faremos as grandes mudanças necessárias no país.

    “Nós temos que buscar informações dos candidatos, conhecer sua história e escolher com responsabilidade”, afirmou.

  • Primeira infância ganha destaque em encontro de Carlos Bernardo e Jerson Domingos neste domingo

    Primeira infância ganha destaque em encontro de Carlos Bernardo e Jerson Domingos neste domingo

    Em reunião conjunta, Jerson destacou a proteção às crianças e o papel da família, enquanto Carlos Bernardo defendeu investimentos em saúde e educação; propostas do candidato a federal incluem política permanente para os primeiros mil dias de vida

    Campo Grande (MS) – A proteção das crianças e a construção de políticas públicas capazes de acompanhar as pessoas desde os primeiros anos de vida estiveram entre os temas que marcaram a reunião realizada na manhã deste domingo (20), com a participação de Carlos Bernardo (4455) e Jerson Domingos (44122).

    Ao falar aos presentes, Jerson partiu da própria família para defender um olhar mais amplo para a infância. Ao apresentar as netas, afirmou que o mesmo sentimento de cuidado dedicado a elas deve alcançar as crianças de todo Mato Grosso do Sul.

    “Esse coração cabe cada criança de Mato Grosso do Sul. Quero que a gente possa proteger”, afirmou, ao relacionar a experiência familiar à responsabilidade de quem ocupa uma função pública.

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    Proposta para os primeiros mil dias de vida

    A fala se encaixa perfeitamente nas propostas apresentadas por Carlos Bernardo para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados: a criação de uma política permanente dos primeiros mil dias de vida, período que compreende a gestação e os dois primeiros anos da criança.

    A proposta prevê acompanhamento contínuo envolvendo pré-natal, nutrição, vacinação, saúde bucal, puerpério e orientação às famílias, articulando saúde, assistência social e educação.

    Bernardo também defende ações específicas de combate à insegurança alimentar infantil, com identificação de crianças em situação de risco nas unidades de saúde e na assistência social, além de acompanhamento da recuperação nutricional.

    Saúde também esteve entre os principais temas

    Durante o encontro deste domingo, Carlos reforçou a necessidade de ampliar a estrutura de saúde no Estado.

    Citou as dificuldades enfrentadas por pacientes do interior que precisam percorrer grandes distâncias em busca de atendimento especializado e voltou a defender o projeto do Hospital Binacional de Fronteira, em Ponta Porã, como alternativa para ampliar a capacidade de atendimento na região e reduzir a pressão sobre outros centros de referência.

    “O seu direito é a saúde. O Estado tem que se preocupar com a saúde e o governo federal tem que saber que a saúde é direito de todos”, afirmou.

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    Hospital Binacional de Fronteira

    A proposta apresentada por Bernardo prevê a implantação do hospital a partir da cooperação entre Brasil e Paraguai e articulação com a Itaipu Binacional.

    O projeto integra a plataforma eleitoral divulgada pelo candidato.

    Além dos primeiros mil dias de vida, o conjunto de propostas estabelece a integração entre saúde, educação e assistência social para atendimento de famílias em situação de vulnerabilidade e medidas específicas de proteção a crianças e adolescentes vítimas de violência.

    Proteção às famílias e às crianças

    Embora tenham partido de experiências e abordagens diferentes durante o encontro, as falas de Jerson e Carlos se encontraram em um mesmo ponto: a defesa de políticas públicas que acompanhem as pessoas desde a infância e ampliem a presença dos serviços públicos junto às famílias.

  • Em encontro em Ponta Porã, Carlos Bernardo reúne apoiadores e apresenta propostas para a fronteira

    Em encontro em Ponta Porã, Carlos Bernardo reúne apoiadores e apresenta propostas para a fronteira

    Carlos Bernardo e Hélio Peluffo defenderam investimentos em saúde, infraestrutura, educação, qualificação profissional e desenvolvimento econômico

    Ponta Porã (MS) – Centenas de pessoas participaram de um encontro político organizado por Carlos Bernardo, candidato à Câmara dos Deputados, e Hélio Peluffo, candidato à Assembleia Legislativa.

    O evento reuniu lideranças, apoiadores e moradores de Ponta Porã para discutir propostas direcionadas à região de fronteira.

    Durante o encontro, os candidatos defenderam uma atuação conjunta entre representantes estaduais e federais para buscar recursos e viabilizar projetos nas áreas de saúde, infraestrutura, educação, qualificação profissional e desenvolvimento econômico. 

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    Hospital Binacional é apresentado como uma das principais propostas

    Carlos Bernardo apresentou como uma de suas principais propostas a implantação do Hospital Binacional de Fronteira.

    Segundo o candidato, o objetivo é ampliar a oferta de atendimentos de média e alta complexidade na região e reduzir a necessidade de transferência de pacientes para municípios como Dourados, Campo Grande e Três Lagoas.

    O projeto de um hospital binacional na região de fronteira já havia sido apresentado publicamente anteriormente e recebeu, em agosto, declaração de interesse público e municipal pela Junta Municipal de Pedro Juan Caballero.

    Bernardo afirmou ainda que a proposta já foi apresentada a autoridades brasileiras e paraguaias e defendeu a participação da Itaipu Binacional em sua viabilização. 

    Apoiadora destaca proposta para a saúde

    Durante o encontro, Adrielle, apoiadora dos dois candidatos, afirmou considerar o projeto uma prioridade para Ponta Porã.

    Ela relacionou a proposta à atuação conjunta de Carlos Bernardo e Hélio Peluffo.

    “Eu voto no Carlos Bernardo porque acredito que ele, junto com o Hélio, pode trazer melhorias para Ponta Porã. Ainda mais pelo Hospital Binacional, que é o que o povo precisa aqui”, afirmou Adrielle.

    Educação, qualificação e geração de empregos

    Além da saúde, Carlos Bernardo relacionou suas propostas à preparação de Mato Grosso do Sul para as transformações econômicas associadas à Rota Bioceânica.

    O candidato defendeu investimentos em educação, formação técnica e ensino superior, além da criação de condições para a atração de empresas e geração de novos empregos.

    “Nós precisamos preparar o nosso Estado para o futuro. Precisamos de educação para os nossos jovens, qualificação profissional, estrutura para receber empresas e condições para gerar emprego para a nossa gente”, afirmou Carlos Bernardo.

    A Rota Bioceânica é um corredor de integração que envolve Brasil, Paraguai, Argentina e Chile e pretende ampliar a conexão logística entre os oceanos Atlântico e Pacífico.

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    Trajetória empresarial é citada por apoiadores

    O perfil empresarial de Carlos Bernardo também foi mencionado por participantes do encontro.

    Fernando afirmou que sua decisão de apoiar o candidato está relacionada à sua trajetória como empreendedor e à atuação na geração de empregos.

    “Eu voto no Carlos Bernardo porque ele é um empreendedor, um cara que gera empregos e em quem dá para confiar no trabalho. Acredito que ele é o nome para representar o nosso Estado em Brasília”, declarou Fernando.

    Hélio Peluffo defende maior representação política de Ponta Porã

    Durante sua participação no encontro, Hélio Peluffo concentrou sua fala na necessidade de ampliar a representação política de Ponta Porã na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

    Peluffo também destacou a importância da articulação entre deputados estaduais e federais para viabilizar investimentos destinados aos municípios.

    “Nossas lutas são muitas, nossas necessidades são grandes e nós precisamos ter voz na Assembleia. Precisamos ter gente que nos defenda, que lute e brigue pelos propósitos que Ponta Porã necessita”, declarou Hélio Peluffo.

    Ex-prefeito destaca experiência na administração municipal

    Ex-prefeito de Ponta Porã, Hélio Peluffo utilizou sua experiência na administração municipal para defender que grandes investimentos dependem da articulação entre prefeituras, Governo do Estado, bancada federal e Congresso Nacional.

    Na área da saúde, Peluffo defendeu tanto a execução do projeto do Hospital Binacional apresentado por Carlos Bernardo quanto o fortalecimento e a ampliação da estrutura do Hospital Regional de Ponta Porã.

    “Além do hospital que o Carlos Bernardo vem defendendo para a faixa de fronteira, nós também precisamos dobrar o nosso Hospital Regional”, afirmou Peluffo.

    Rota Bioceânica entra no centro do debate

    A Rota Bioceânica também ocupou espaço nas falas durante o encontro.

    Carlos Bernardo afirmou que Ponta Porã e Mato Grosso do Sul precisam se preparar antecipadamente para receber novos investimentos, empresas e trabalhadores relacionados ao avanço do corredor internacional.

    Entre as medidas defendidas pelo candidato estão qualificação profissional, ampliação da infraestrutura e criação de ambientes favoráveis à instalação de novos empreendimentos.

    Fronteira como polo de desenvolvimento

    Para Carlos Bernardo, a posição geográfica de Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai e próxima aos corredores de integração da América do Sul, pode ser utilizada para estimular atividades relacionadas à indústria, comércio, logística e prestação de serviços.

    A proposta apresentada durante o encontro é associar os investimentos em infraestrutura à preparação da mão de obra local, de forma que a população da região possa participar das oportunidades econômicas geradas pelos novos projetos.

    Ao longo do encontro, saúde, representação política, educação, qualificação profissional, infraestrutura e desenvolvimento econômico estiveram entre os principais temas apresentados pelos candidatos aos apoiadores e moradores de Ponta Porã. 

  • Nova Data Fifa terá 16 dias e muda rotina de clubes e seleções pelo mundo

    Nova Data Fifa terá 16 dias e muda rotina de clubes e seleções pelo mundo

    Janela internacional será quase duas vezes maior que o formato tradicional; Brasil fará três amistosos e futebol europeu inicia nova Liga das Nações

    O futebol internacional entrou em uma pausa diferente neste mês de setembro. A chamada “Super Data Fifa” terá 16 dias de duração, quase o dobro das tradicionais janelas de nove dias destinadas aos compromissos das seleções.

    O período começou oficialmente na segunda-feira (21) e seguirá até 6 de outubro. A mudança ocorreu com a união das janelas internacionais que tradicionalmente eram realizadas separadamente em setembro e outubro.

    Brasil terá três partidas

    A Seleção Brasileira realizará três amistosos durante o período.

    O primeiro será contra a Austrália, em Townsville, no dia 25 de setembro. Quatro dias depois, brasileiros e australianos voltam a se enfrentar, desta vez em Brisbane.

    O terceiro compromisso será contra a Índia, em Calcutá, no dia 3 de outubro.

    A convocação brasileira também afeta diretamente os clubes do país. Entre os 26 jogadores chamados por Carlo Ancelotti, 11 atuam no futebol brasileiro.

    O Corinthians possui três convocados, enquanto o Flamengo cedeu dois atletas. Coritiba, Cruzeiro, Athletico-PR, Botafogo, Santos e Fluminense também possuem representantes.

    Clubes brasileiros também perdem estrangeiros

    O impacto não fica restrito aos jogadores da Seleção Brasileira.

    De acordo com o levantamento do ge, outras seleções sul-americanas convocaram 29 jogadores que atuam em clubes do Brasil. Apenas o Chile não levou atletas que jogam no futebol brasileiro nesta janela.

    Na Europa, a Data Fifa também marcará o início da Liga das Nações da Uefa 2026/27, ampliando a quantidade de partidas internacionais realizadas durante o período.

  • Lula diz que Uruguai cedeu ao Brasil parte da cota de carne bovina para a China

    Lula diz que Uruguai cedeu ao Brasil parte da cota de carne bovina para a China

    Presidente afirmou que acordo permite ampliar o espaço para exportadores brasileiros no mercado chinês; setor avalia medida de forma positiva

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Uruguai cedeu ao Brasil parte de sua cota de exportação de carne bovina destinada à China. A declaração foi feita durante compromissos do presidente em Nova York e ocorre em meio às negociações comerciais entre os países.

    A medida pode ampliar o espaço disponível para empresas brasileiras no mercado chinês, que é um dos principais destinos da carne bovina produzida no Brasil. O governo brasileiro e representantes do setor acompanham os possíveis efeitos da iniciativa.

    China é principal mercado do agronegócio brasileiro

    Agro brasileiro avança na China com novos acordos e escritório em Pequim |  CNN Brasil

    A China ocupa uma posição central nas exportações brasileiras do agronegócio. Segundo o Ministério da Agricultura, o país asiático respondeu por 36,1% das exportações brasileiras do setor em 2023, maior participação registrada até então na série histórica do órgão.

    A carne bovina está entre os produtos brasileiros com forte presença no mercado chinês, fazendo com que mudanças nas condições de acesso tenham impacto direto sobre frigoríficos e produtores.

    Cota define volume com condições específicas

    A China estabeleceu uma cota para as importações de carne bovina de cada país. Para o Brasil, a cota é de 1,106 milhão de toneladas, com tarifa de 12% dentro desse limite. O Ministério da Agricultura informou em julho que aproximadamente 80% da cota brasileira havia sido utilizada.

    Volumes que ultrapassem os limites estabelecidos estão sujeitos a condições tarifárias diferentes, conforme as regras chinesas.

    Uruguai pode ampliar espaço para o Brasil

    Segundo Lula, a transferência de parte da cota uruguaia permitiria que exportadores brasileiros tenham acesso a um volume adicional no mercado chinês.

    A medida ainda depende dos procedimentos necessários para sua implementação e das regras estabelecidas pelas autoridades chinesas.

    A possibilidade de utilizar parte de uma cota originalmente destinada ao Uruguai pode aumentar as oportunidades de exportação para empresas brasileiras.

    Setor avalia medida positivamente

    A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) avaliou positivamente iniciativas que ampliem o acesso da carne bovina brasileira ao mercado chinês.

    Para o setor, a ampliação do espaço de exportação pode beneficiar a cadeia produtiva, envolvendo frigoríficos, produtores rurais e empresas ligadas à logística.

    Exportações brasileiras seguem em alta

    A produção brasileira de carne bovina continua relevante no comércio internacional. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), as exportações brasileiras de carne bovina devem alcançar 4,73 milhões de toneladas em 2026, alta estimada de 4,46% em relação ao ano anterior.

    O desempenho ocorre mesmo diante de mudanças nas condições de acesso a alguns mercados internacionais.

    Relação comercial com a China ganha importância

    A ampliação das oportunidades para a carne bovina ocorre dentro de uma relação comercial mais ampla entre Brasil e China.

    Os dois países também vêm aprofundando cooperações em áreas como agricultura, comércio e mercados de carbono. Em setembro, Brasil, China e União Europeia participaram de uma iniciativa para aproximar mercados regulados de carbono.

    Impacto será acompanhado pelo agronegócio

    A eventual utilização de parte da cota uruguaia pelos exportadores brasileiros deverá ser acompanhada pelo setor nos próximos meses.

    O volume efetivamente disponibilizado e as condições para sua utilização dependerão da regulamentação e dos procedimentos comerciais entre os países.

    A declaração de Lula coloca a ampliação do acesso à China como mais um elemento relevante para as exportações brasileiras de carne bovina e para o desempenho do agronegócio nacional.